A temperatura pros outros é sempre mais alta e ser levada pelo vento parece ser minha especialidade. Não enxergo nos shows e sofro sempre por esmagamento de multidões. No meu (baixo) ponto de vista o máximo que conseguiria acertar alguém em uma luta seria um pouco acima da barriga e um pouco abaixo dos ombros. Com algum esforço alcançaria a cabeça.
Ser atrapalhada parece que vem junto com o pacote e por isso odeio salto alto, salto plataforma, salto agulha, salto 15, salto qualquer coisa, até porque sapatilha é bem mais confortável. No auge dos meus 1,60m (talvez menos, segundo alguns), com amigos de quase 2 metros, eu sofro com as alturas da vida (algo que se resolveria se eu gostasse de salto, mas ainda tem aquela carga de ser do contra).
Sofro por não enxergar o cantor gostoso ou as dançarinas do palco. Sofro por não ver o final da fila e os tumultos que rolam por ser sempre rodeada pelas enormes multidões. Sofro por querer andar rápido e ter pernas curtas, sem falar nos vários tipos de cotoveladas e empurrões que levo por onde passo.
A gente sofre por não alcançar as caixas altas e pelos apelidos de pintor de rodapé e tampinha que vão surgindo. Não uso e não gosto de salto porque sou apaixonada pela minha altura, e na minha (pequena) opinião, acredito que todos deveriam ser.