Editora: Arqueiro
Páginas:160
Quem somos? Pra onde vamos? Qual é a resposta para a Vida, o Universo e Tudo Mais?
O livro queridinho de todos os nerds veio parar na minha estante por puro acaso e uma promoção maravilhosa (submarino sempre me falindo). E foi com ele que conheci a maestria de Douglas Adams com seu humor irônico e inteligente, nesse clássico da ficção científica, que ao contrário dos outros, não pensa em salvar a Terra, já que ela é destruída logo no início da história.
Mas a história daquela quinta-feira terrível e idiota, a história de suas extraordinárias consequências, a história das interligações inextricáveis entre essas consequências e este livro extraordinário - tudo isso teve um começo muito simples.Começou com uma casa.
A narrativa começa quando Arthur Dant, um terráqueo, acorda com um barulho e descobre que sua casa esta para ser destruída para construir uma estrada intergaláctica, e bom, a Terra está atrapalhando e também terá um fim trágico assim como seus habitantes. Ele tenta impedir deitando-se na frente dos tratores, mas logo é persuadido a desistir e descobre que seu amigo Ford Perfect é um alienígena disfarçado e mochileiro que viaja por toda a galáxia tentando achar informações para acrescentar no “Guia do Mochileiro das Galáxias”, o principal guia de um viajante.
A Terra foi destruída, mas os dois conseguem escapar e acabam caindo na nave Vogan, a mesma que destruiu todo o planeta. Depois de perigos e adrenalinas e serem jogados para fora da primeira nave, eles acabam caindo por pura sorte na nave Coração de Ouro, roubada pelo presidente da galáxia Zaphod Beeblebrox e primo de Ford, que por sua vez possui o Gerador de Improbabilidade Infinit, que pode cruzar simultaneamente todos os pontos do Universo em poucos momentos.
Dent, que ainda sente toda a confusão pela mudança brusca de sua realidade de nunca mais voltar para casa, e Ford, também encontram durante suas viagens e aventuras, Trillian, outra terráquea, e Marvin, o robô mais depressivo da galáxia. Todos viajam com muitas aventuras rumo ao planeta Magrathea, um planeta famoso por fabricar outros planetas.
Mas para se aventurar pelo mundo intergaláctico você precisa de duas coisas: não entrar em pânico e saber quais as funções da toalha, um item essencial para qualquer viajante. Esse item era uma das grandes curiosidades que tinha ao ver o livro já que sempre que alguém me falava dele, falava das toalhas e porque toalhas? Porque esse objeto simples é tão importante a ponto de ganhar um dia (25/05) para sua comemoração? O livro te dá a resposta. E preste atenção porque esta é uma das poucas respostas que você vai ter durante a leitura.
A resenha pode estar um pouco confusa, mas é exatamente essa a sensação que se tem ao ler o Guia: você fica confuso. O livro é cheio de metáforas incríveis, nomes impronunciáveis, mudanças imprevisíveis, viagens temporais e mais nomes impronunciáveis que marcam essa 'trilogia de cinco'.A toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você -estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa. Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc, etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.
O autor também traz algumas sátiras, ironias e deboches sobre a sociedade em si, citando em vários trechos uma critica a política, o consumismo e aos homens em geral, mostrando que até golfinhos são mais inteligentes que humanos.
É um fato importante, e conhecido por todos, que as coisas nem sempre são o que parecem ser. Por exemplo, no planeta Terra os homens sempre se consideram mais inteligentes que os golfinhos, porque haviam criado tanta coisa - a roda, Nova York, as guerras, etc. -, enquanto os golfinhos só sabiam nadar e se divertir. Porém, os golfinhos, por sua vez, sempre se acharam muito mais inteligentes que os homens - exatamente pelos mesmos motivos.
As respostas do início do post? Sim você tem, é 42. Mas o porquê disso só lendo pra saber, e talvez você saia com mais dúvidas ao invés de respostas. Douglas Adams é genial e se você quiser saber mais pegue sua toalha e, como diz o aviso, NÃO ENTRE EM PÂNICO!



