24 de junho de 2015

Resenha: Maze Runner - Correr ou Morrer

Autor: James Dashner
Série: Maze Runner
Volume: 1 de 4
Editora: V&R
Páginas: 426

Tudo foi esquecido, mas lembre-se disso: você precisa correr!

A RESENHA CONTÉM SPOILER SIM, ENTÃO SE NÃO QUISER SABER A HISTÓRIA NÃO LEIA OU CORRA O RISCO 

Estou apaixonada por essa invenção de James Dashner. Já pensou se você esquecesse tudo que viveu e só lembrasse seu nome? O cenário na Clareira é assim, e logo no inÍcio os leitores são introduzidos a ele, sentindo a angústia de um personagem sem lembranças. É incrível!

O livro é narrado em terceira pessoa seguindo os passos de Thomas, o novo novato/fedelho a chegar à Clareira através da misteriosa Caixa dos Criadores. Ele acorda na realidade “insana” (mas sensacional para os leitores, pelo menos pra mim), do Labirinto, cercado por outros garotos que também não fazem a mínima ideia de como vieram parar ali, por qual motivo, e a única coisa que conseguem lembrar são seus próprios nomes. 
O meu nome é Thomas - pensou - Essa era a única coisa de que conseguia se lembrar sobre a própria vida. Não entendia como podia ser possível. A mente funcionava sem falhas, tentando entender onde se encontrava e qual era a situação [...] Não era capaz de se recordar de ninguém que conhecesse nem de uma única conversa.
O cenário onde se encontram é cercado por muros enormes, que formam um imenso labirinto aparentemente sem saída, e lá, só os Corredores são permitidos entrar, contudo sem passar a noite. Conforme os dias passam, as perguntas vão surgindo na cabeça de Thomas, mas os outros Clareanos não parecem nenhum pouco dispostos a responder tais dúvidas. Para entender todo o panorama da vida na Clareira, Thomas precisa descobrir as coisas por si só e fica decidido a se tornar um Corredor, entrar no imenso labirinto, descobrir sobre os Verdugos (monstros que vivem no Labirinto) e quem sabe achar uma saída. 

Depois da chegada do novato, coisas estranhas começam a acontecer na vida quase tranquila que os Clareanos levavam. Cada um tinha o seu papel a desenvolver para o bom andamento da Clareira. Eles possuem regras para que não prejudiquem a convivência de todos, e a regra número 1 é: não entre no Labirinto sem permissão. As regras são firmemente cumpridas e quem ousar desobedecê-las corre risco de ser banido, ou seja, passar a noite no Labirinto.

Thomas descobre que os Corredores percorrem o Labirinto há dois anos, criando mapas, já que os muros mudam todas as noites. O Labirinto é conferido durante o dia e ninguém sobreviveu a uma noite dentro dele, pois quando os portões se fecham os Verdugos aparecem. Por algum motivo ele sabe que tudo isso é perigoso, mas também tem a sensação de familiaridade com tudo que está ali, como se já tivesse estado ali antes. 
era apenas... esquisito. lembrava-se de uma porçao de detalhes sobre a vida. mas qualquer detalhe que pudesse se encaixar numa imagem para compor uma lembrança de verdade e acabada tinha de alguma forma se apagado.
A confiança vai sendo conquistada, até que a chegada de uma garota muda tudo, (durante dois anos a caixa só trouxe meninos para a Clareira). Thomas é acusado de ser o responsável por aquilo, pela moça que traz um estranho bilhete na mão, “Ela é a última”. E ressoa uma única frase antes de apagar em um coma completo: Tudo vai mudar. 

Com os pensamentos à flor da pele, e todo mundo lhe acusando (com razão de certa forma), o garoto se sente perdido, e seu único objetivo continua sendo se tornar um Corredor, mesmo as coisas estando difíceis. Mas, já pensou que louco se alguém entrasse no Labirinto sem permissão, mesmo que fosse para salvar outros dois Clareanos e sobreviver a uma noite lá dentro? Para todos isso era um absurdo e definitivamente suicídio, mas não para Thomas e é exatamente isso que ele faz: entra no labirinto e sobrevive.
 “Nunca pare de correr”
Depois desse acontecimento, uma série de consequências começa a surgir. Teresa, a última a subir na Caixa, acorda, os Portões do Labirinto não se fecham a noite, os muros paparam de mudar todas as noites, e os Verdugos matam um garoto por vez dentro da Clareira. A única chance que todos tem, é descobrir os mistérios do labirinto e achar uma saída, pois essa é a única forma de sobrevivência do grupo.


O livro tem uma narrativa muito simples, fácil e envolvente. Dashner conseguiu criar um cenário perfeito de onde o medo se desenvolve: não ter fuga da morte, e o livro é maravilhoso. É fácil se sentir dentro da Clareira, é fácil sentir as emoções, pois uma desencadeia a outra. É fácil sentir o medo que assola a mente dos personagens. Incrível! E o que falar desse prólogo? Sensacional! Terminei o livro com ‘sede’ da Fase 2!

Eu conheci a história pela adaptação cinematográfica, mas o filme foi tão bom que me fez comprar os livros assim que saí do cinema. É claro que muitas cenas e detalhes são diferentes do livro, mas não me decepcionei com a adaptação, achei que os produtores conseguiram retratar o que a história do livro passava e recomendo tanto o livro quanto o filme. Uma qualidade que achei melhor no filme é o destaque da personagem Teresa, que no livro demora bastante para acontecer. 

O segundo filme sai esse ano em setembro, provavelmente eu assista antes de ler o segundo livro, mas tenho certeza que não irei me decepcionar. Enquanto isso, para quem não viu ou quer relembrar, vou deixar o trailer do primeiro filme aqui embaixo. Pra quem gosta de distopias, essa série não pode deixar de ser lida/vista. E só digo uma coisa: CRUEL É BOM e vocês deveriam ler e assistir essa história agora.




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