Vocês já viram como os casais de girafas tendem a encostar um pescoço no outro? Como se estivessem se apoiando um pouco, descansando ali o fardo de carregar um corpo tão grande que quase encosta o céu.
A cena que representa é que qualquer movimento a mais e os pescoços se cruzariam, assim como dedos, como taças em um brinde, como pernas numa cama quente enquanto se dorme de conchinha com alguém, e convenhamos que não seria uma má ideia.
Enroscar, cruzar, enrolar. Mãos, pernas e braços. O mal de todos os séculos de querer um romance barato que pode ser criado em qualquer lugar com um simples cruzar de olhos.
Enroscar-se e perder-se enquanto os olhos se encontram. Cruzar os dedos com alguém assim como se cruza quando se quer sorte. E querer sorte, desejar sorte. Enrolar e rolar ate que enrolem de vez.
