28 de fevereiro de 2015

Estante Indicativa: Dexter



“Psicopata? Vou gostar de um psicopata? Não não, tu ta enganado” SIM, RETIRO O QUE DISSE, EU GOSTO DO PSICOPATA! 

A série baseada na obra de Jeff Lindsay, “Darkly Dreaming Dexter”, tem como protagonista um especialista forense em amostras de sangue do Departamento de Polícia de Miami e também um serial killer que acaba com as pessoas que a polícia não consegue prender, mas claro que essa dupla identidade é escondida de todos ao seu redor, inclusive sua irmã. 

Dexter Morgan viu sua mãe ser assassinada, ficando órfão aos quatro anos de idade e sendo adotado por um policial que detecta sua tendência assassina. O ‘pai’ de Dexter consegue controlar um pouco esse fascínio por morte ao criar uma espécie de código (que é revelado ao decorrer de toda a série e não só no início) para que as coisas sejam feita em ‘nome do bem’, ou seja, ele poderia caçar infratores da lei que não deixam brechas para que a justiça os prenda e acabam praticando seus crimes na clandestinidade. 

Durante o dia, Dexter consegue manter uma vida normal, namora, cuida dos enteados, e tem uma surpreendente visão para rastrear os passos de cada assassino dos casos que é destinado para o departamento forense. Suas habilidades meticulosas para decifrar os casos derivam de sua mente assassina que sabe como os criminosos pensam. Só que Dexter nunca deixa pistas como os outros.


A série mostra a mente falhada e uma luta entre o bem e o mal de um mesmo personagem.  Ele faz algo ruim pensando estar fazendo algo bom para a sociedade, pois segundo o protagonista, ele ‘esta limpando as ruas de Miami dos criminosos, deixando uma vida melhor para as pessoas’, e é impossível não gostar dele. Mas sera que pensa nas consequências que isso pode causar para ele ou para as pessoas ao seu redor? 

É difícil acreditar que você possa gostar de alguém que sai matando por aí? Claro que é! Até pelos produtores da série que não acreditavam que ela poderia fazer tanto sucesso. E mesmo assim, ao assistir, você fica lá torcendo pra que ele pegue os outros seriais killers, acabe com eles e saia ileso, continuando sua vida quase normal. 

A criação do personagem foi incrível, porque como citado na série, os psicopatas não conseguem sentir bons sentimentos, a única sensação que sentem é o alivio ao matar alguém. Mas Dexter nutre sentimentos por sua irmã Deb, sua namorada Rita, e os enteados Astor e Cody, por quem faria tudo para mantê-los bem, até matar seu irmão Brian Moser, o qual não lembrava que existia pois devido ao trauma de infância, bloqueou as memórias referentes à morte de sua mãe.


Ao longo das temporadas vários personagens vão surgindo e entrando de alguma forma na vida de Dexter ou na mesa, com seu ritual de matança. O personagem tem problemas de comunicação, de expressar o que esta sentindo, mas com alguns, ele ate consegue se abrir e contar seu segredo, mas depois se arrepende e eles acabam entrando pra sua ‘lista negra’. Bom o fim vocês já devem imaginar. 

A série é muito boa, e nos apaixonamos pelo serial killer mesmo sem saber que isso é possível. Conseguimos ver na série a mente de um ser humano confuso, que quer fazer o bem mas não consegue se livrar do mal e vice versa. De uma hora pra outra os espectadores são colocados diante de uma reviravolta na vida do personagem principal, e outras começam a surgir como uma bola de neve que só cresce. 


Ver como esse personagem que no começo era tao autossuficiente, ser destruído e desmanchado aos nossos olhos foi feito de uma forma excelente pelos diretores, porque apesar de gostar de Dexter e torcer para ele não ser pego, gostei de ver ele acabado por fatos simples que mudaram sua vida. 

Ainda estou tentando decidir se gostei do final da série ou não, pois não estava esperando por aquilo, mas gostei do enredo, fiquei triste em algumas partes, mas ainda estou gostando do serial killer mais querido do público. E é isso, caso não viram, vocês precisam começar agora!
COPYRIGHT © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS | O ARMAZÉM DE IDEIAS - 2015
Design, Ilustrações e Desenvolvimento: