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26 de agosto de 2016

Estante Indicativa: Penny Dreadful

Ano: 2014 - 2016
Temporadas: 3
Episódios: 27

Criada por John Logan e produzida por Sam Mendes para o canal ShowTime, Penny Dreadful é uma série com aspecto sombrio e cheia de mistérios. Resolvi assistir a série por indicação de amigos, e como se tratava de uma história cheia de sobrenatural resolvi dar uma chance. 

O arco inicial da série se baseia em uma busca feita por Sir Malcom Murray (Timothy Dalton), juntamente com Vanessa Ives, para encontrar sua filha Mina sequestrada por algo sobrenatural. É aqui, logo no início da série que as referências aos clássicos da literatura começam a ser feitas. Mina Murray nos clássicos, seria a reencarnação da esposa do Conde Drácula, mas essa não é a única referência de personagens famosos e muito menos o arco principal da série.
O que é o amor senão uma criatura que deseja ser libertada? O que nos trará além de destruição e ruína?

Por se passar na Era Vitoriana de Londres, o seriado une vários personagens famosos dos livros, que posteriormente também ganharam as telas do cinema e da televisão, para compor o enredo. Esse período, permitiu que a mitologia e o sobrenatural se espalhassem, fazendo surgir várias histórias com esses temas, Penny Dreadful conseguiu reunir alguns deles para criar sua própria narrativa.

Entre os clássicos da literatura, além de Drácula, se encontram Frankenstein e seu monstro, Dorian Gray, Van Helsing e, também, as famosas criaturas sobrenaturais: vampiros, bruxas e lobisomens que compõem o restante do enredo. Em determinado capítulo também temos uma breve aparição das Sufragistas lutando por seus direitos.

A história principal se baseia na conturbada vida de Vanessa Ives (Eva Green), uma moça com um passado sombrio e misterioso, que aos poucos vai recrutando pessoas que a ajudam pelo caminho. O seriado não revela nada “de cara”, portanto para descobrir toda a história de Vanessa, precisamos assistir tudo com bastante atenção.


A fotografia, os efeitos e o figurino de Penny Dreadful são impecáveis. Temos uma Inglaterra Vitoriana retratada fielmente e podemos sentir a atmosfera que pairava na época, tudo com um ar sombrio e cheia de perigos. Vemos diálogos cheio de referências poéticas, roupas extravagantes e inocência se perdendo no mundo e tudo é retratado perfeitamente. Porém, alguns dos arcos da história acabam ficando superficiais e sem muitas explicações, como se aquilo só tivesse sido jogado ali para dar mais um toque misterioso para série.

Muitos personagens retratados, principalmente os dos clássicos da literatura, não são fielmente retratados. A série não busca mostrar como cada um deles chegou naquele ponto, eles só estão ali como um meio de compor a história da protagonista. Pelas críticas que li, vi que muitas pessoas não gostaram dessa versão romantizada dos personagens, mas eu não me senti incomodada.

Um destaque de Penny Dreadful, foi a maravilhosa atuação de Eva Green. O papel principal, de vilã, mocinha e sombria, Vanessa Ives, caiu perfeitamente para a atriz, parece que o papel foi feito exatamente para que ela interpretasse. Suas expressões são muito fortes e dão um toque clássico e calmo e, ao mesmo tempo, assustador durante todos os episódios. A atriz foi realmente sensacional em sua atuação.


Em minhas pesquisas, também descobri que o nome da série, é uma singela homenagem a obras de apelo popular que eram vendidos naquela época. Os Penny Dreadfuls, em sem sentido mais literal, significavam “centavos do terror”, e eram publicações de ficção e terror vendidos na Inglaterra por apenas um centavo no século XIX. Eles foram uma forma de desenvolver o hábito de leitura das camadas populares, e por isso tinham um toque bem apelativo.

Bom, eu adorei Penny Dreadful, esperava algo diferente no final, e sim, esperava mais explicações de algumas partes, mas, como um todo, é uma série boa, que traz bastante referência aos clássicos do terror e sobrenatural. 

Os episódios são bem longos, a série é um pouco lenta e por isso não é uma série recomendada para fazer maratonas pois ela não tem muita ação. Para quem gosta de histórias mais intensas é uma série recomendada, para outros que não tem muita paciência para esperar as coisas acontecerem, recomendo que procure outra coisa para assistir.

E pra finalizar, deixo aqui uma parte de um dos poemas de John Clare também citado no seriado, em uma cena de forte representação, para mostrar a personalidade dos personagens e sua obscuridade.
Eu sou, mas o que sou ninguém se importa ou conhece; meus amigos desistiram de mim, como uma memória perdida; Sou o consumidor das minhas próprias mágoas. Elas ascendem e desaparecem em chão estéril, como sombras em dores delirantes de um amor sufocado. E ainda assim, eu sou, eu vivo – como vapores tremulantes. Em meio a um nada ruidoso e escandescente. Em meio a um vivo mar de sonhos vigilantes, onde não há sentido de vida ou alegrias [...]

10 de março de 2016

Estante Indicativa: Super-Heróis


Quem aqui gosta de seriados? Pois é, eu sou viciada! Sempre que posso estou procurando novas séries para ver e, de uma lista enorme dos que ainda quero assistir, acabei encontrando um amor por super-heróis da DC e da Marvel. Sempre gostei desse tipo de história, mas costumava só ver os filmes baseados nos quadrinhos, criando um certo receio sobre as séries. Um grande engano!

Nesses meses de férias descobri um novo vício, em 3 séries: torcer para que os bandidos fossem pegos. No fim, eu acabei sendo pega pelos personagens também e não consegui mais parar de assistir. A cada novo episódio, um novo mistério, um final surpreendente e uma vontade cada vez maior de ver o próximo, e o próximo e o próximo episódio sem parar. Foi assim com Arrow, Flash e Jessica Jones. Pra quem não conhece, tentarei fazer um breve resumo sobre elas.



Essa é uma série americana, baseada nos quadrinhos da DC Comics, Arqueiro Verde, que acompanha a vida do bilionário Oliver Queen, que após naufragar numa ilha "deserta" chamada Lian Yu (purgatório em chinês) por 5 anos, retorna com a intenção de salvar sua cidade, Starling City, combatendo os crimes e buscando uma forma de honrar a morte de seu pai. O mistério por trás do personagem é enorme, e cria uma necessidade de saber o que realmente aconteceu na ilha misteriosa em que esteve. 

Quando retorna para a cidade, ele precisa recriar seus relacionamentos e reconquistar a confiança de entes queridos, mas os segredos que o envolvem torna isso difícil. Ao longo das temporadas Arrow cresce, revela aos poucos seus segredos, aprende a confiar nas pessoas e conta com um time que o ajuda a combater o crime, principalmente John Diggle e Felicity Smoak, minha personagem preferida. 

A série iniciou em 2012 na televisão americana e está em sua quarta temporada, com 23 episódios cada uma. No Brasil ela é transmitida pela Warner Channel Brasil e na TV aberta pelo SBT. Durante todas as temporadas, o seriado conta com flashbacks do passado de Oliver na ilha e mostra como isso o mudou, tornando-o no que é hoje, o que deixa o seriado ainda melhor.



Essa é mais uma série baseada nos quadrinhos da DC e eu comecei a assistir porque nosso personagem Barry Allen aparece em alguns episódios de Arrow, e bom, como já estava viciada em uma porque não assistir as duas? 

The Flash estreou em 2014 e o nome a torna auto explicativa. Barry Allen, um CSI, é o super-herói que combate o crime em Central City (mesmo cenário fictício de Arrow) com sua velocidade sobre-humana após ser atingido por um raio. O mal funcionamento no Acelerador de Partículas que lhe deu essa nova habilidade, também concedeu poderes a outras pessoas, as quais são combatidas por Flash para não causarem o mal de pessoas inocentes. O mistério da série envolve o estranho assassinato de sua mãe que injustamente incrimina o pai de nosso personagem. Barry passa a ser criado pelo detetive Joe West e sua filha Iris com quem cria uma forte relação. 

Desde pequeno ele tem uma obsessão por descobrir o verdadeiro motivo da morte de sua mãe, o que acaba o afastando das pessoas próximas, mas após ganhar sua nova habilidade, seu trágico passado começa a ser revelado, instigando a curiosidade do público e fazendo com que a desconfiança cresça em cima dos personagens, principalmente o Dr Harrison Wells. Barry também conta com uma equipe, Caitlin Snow e Cisco Ramon, que o ajudam a combater os crimes da cidade. 

A série está em sua segunda temporada de 23 episódios cada. Ela também é exibida pela Warner Channel. Flash e Arrow possuem vários crossovers durante suas temporadas o que torna quase impossível você não assistir as duas.



A terceira e última série dessa lista foi criada para a Netflix, baseada nos quadrinhos de mesmo nome da Marvel Comics. Essa é a segunda de quatro séries de super-heróis criadas pela Netflix que no futuro se tornaram uma equipe em uma nova produção. 

Eu comecei a ver a série justamente porque já estava na vibe dos heróis e queria novas histórias sobre isso. Jessica Jones é uma detetive particular e considerada uma ex super-heroína, apesar de continuar combatendo os crimes de Nova York como pode. Após sofrer um acidente de carro na adolescência, que matou sua família, Jessica adquiriu uma força sobre-humana, uma leve habilidade de voar e ainda consegue evitar o controle de mente, o que se torna útil durante a primeira temporada. 

Jones é o tipo de heroína que não sabe como lidar com seus poderes, sempre achando que não pode proteger as pessoas que ama. Para lidar com isso, ela tenta reconstruir sua vida como detetive particular, evitando se envolver em casos, e bebendo para evitar os problemas que surgem no caminho. Ela ainda se envolve com Luke Cage que também possui habilidades fora do normal. 

Essa é uma série mais curtinha, e possui apenas 13 episódios, todos já disponibilizados na Netflix. O seriado foi renovado para uma segunda temporada, porém ainda não possui uma previsão de estreia, mas eu já estou ansiosa. 


A minha lista de seriados só cresce, e esses são apenas uns dos mais ou menos 20 que estou acompanhando. Por assistir tudo de uma vez só, preciso esperar que saiam novos episódios, toda a semana, o que é um grande sofrimento. Vocês já viram alguma dessas? Qual gostaram mais? Espero que tenham gostado da lista, e caso tenham outros seriados, de super-heróis ou não, para me indicar, é só deixar nos comentários.

16 de dezembro de 2015

Estante Indicativa: Scream


Há dias estava procurando uma série boa pra assistir, comecei a ver pelo mínimo três e até então nenhuma estava me emocionando como deveria, até que uma alma iluminada me indicou Scream. Eu não sou muito de assistir coisas de terror e suspense, ainda mais sozinha, mas nunca nego um bom susto e essa série me conquistou já no primeiro episódio.

Depois de um cyber-bullying que resulta em uma morte brutal de uma adolescente, a violência se instala por todos os lados em Lakewood. As lembranças de um antigo serial killer que assombrou a comunidade no passado reascende em todos que, após outras mortes, creem que existe um novo assassino à solta inspirado no antigo Brandon James.

O grupo de adolescentes que começam a ser atingidos pelos assassinatos brutais tentam encontrar uma possível ligação entre todas as mortes, mas é quase impossível decidir quem é o vilão ou a vitima. A pessoa por trás da mascara de fantasma cria seus crimes para que todos possam parecer culpados, sendo assim, amigos viram inimigos, desconfiando uns dos outros gerando outras consequências, às vezes irreversíveis.

Todos são vítimas, alvos, suspeitos e é isso que instiga a continuar assistindo. O clima de tensão faz com que nós mesmos criamos mil teorias e isso gera a cada capítulo uma nova suspeita, uma nova emoção, um novo motivo para continuar a série. Apesar de ter um premissa parecida com os filmes de mesmo nome, a história não é a mesma, mas me fez ter vontade de assistir aos filmes da franquia com certeza.

A primeira temporada termina deixando duvidas no público e uma ansiada para a continuação da história (pelo menos pra mim). A série terá sua continuação a partir de 20 de abril de 2016 quando estreia sua segunda temporada. Da tempo de assistir os 10 episódios até lá, e aí pronto para ver?

Imagem: MarmotaNerd

1 de outubro de 2015

Estante Indicativa: Under the Dome


Para quem não sabe, essa série foi baseada em um livro de Stephen King de título homônimo. Muitos odiaram a adaptação outros adoraram, e assim choveu criticas em cima da história. Eu, particularmente, não li o livro, então gostei bastante do seriado, apesar de algumas viagens no final da história. 

A série conta a história dos moradores de uma pequena cidade do Maine, (pra dar uma variada), chamada Chester's Mill, em que subitamente surge um campo de força invisível e indestrutível ao redor de toda a cidade. Os moradores ficam presos sob uma redoma, sem nenhuma possibilidade de contato com o mundo externo. O governo e o exército tentam destruir o domo, mas como nada funciona eles desistem, deixando os habitantes da pequena cidade por sua própria conta.

Nada entra, nada sai, nada atinge, nada destrói a redoma. Todos precisam se unir para manter a ordem do local, contudo alguns moradores não lidam muito bem com a atual situação e acabam gerando e sofrendo consequências que afetam a toda a população. Eles não fazem a mínima ideia de como fugir dessa situação, e precisam aprender um jeito de viver dentro do confinamento.

A primeira temporada se focou mais nas histórias de cada personagem, seus envolvimentos, segredos e o porquê de estarem ali. Já na segunda parte, coisas sobrenaturais e estranhas começam a acontecer dando um maior destaque para a redoma. A relação dos personagens, o drama psicológico intenso, a reação a cada novo acontecimento e o medo, me ganharam sem mais nem menos. 

O caos toma conta da cidade enquanto os moradores buscam uma forma de sobreviver com a escassez de comida e a água. Todos buscam por respostas, mas ninguém é capaz de dá-las. As lutas pelo poder tomam conta de vários personagens e, várias vezes, ficamos sem saber quem é o mocinho e quem é o bandido dentro da história.


Dale Barbara ou Barbie, um ex veterano de guerra, e Julia Shumway, uma jornalista local, tentam combater as decisões erradas do vereador da cidade, Big Jim Rennie. Para Jim, a decisão mais fácil é acabar com os problemas, eliminar as pessoas que causam transtornos à cidade, tudo pra se manter no poder. A matança não para, e cada morte reflete na redoma que parece funcionar conforme os conflitos internos entre os personagens. 

Os mistérios da redoma só aumentam, e a cada episódio queremos saber o porquê dela estar ali, qual a relação de alguns personagens com ela e porque eles foram escolhidos pela parede de vidro para tentar resolver o problema. Quatro personagens se tornam a fonte de explicações, e para muitos, eles são os culpados pela situação da cidade. Apesar das acusações eles precisam defender a redoma e proteger a sua fonte de energia para manter todos seguros.


As tensões aumentam, assim como os problemas e conflitos. A relação entre os personagens só piora e é normal que uns fiquem contra os outros. Ameaças, mortes e muitos segredos envolvem a cidade em um clima de crise. Os poucos policiais que sobraram não conseguem controlar a ferocidade da população e cada vez mais, a situação dentro da redoma piora e, por mais incrível que pareça, a redoma responde a esses acontecimentos. 

A terceira temporada começou a dar umas viajadas no rumo final da história. Acredito que com a pressa de acabar a série, os produtores cortaram informações importantes e apressaram os acontecimentos. Eu fiquei meio perdida tentando entender quem era o responsável pela redoma. O governo, extraterrestres, cientistas, uma junção de tudo isso? Qualquer resposta parece certa considerando os acontecimentos dentro do domo.

“Quero que eles fiquem fascinados pelas situações. Eu amo histórias sobre pessoas comuns em situações extraordinárias; [amo] ver como algumas pessoas vão superar aquilo e como outras vão sucumbir”. Stephen King sobre a série
Já ouvi alguém falar que Stephen King não sabe criar finais, e talvez nessa história, se os produtores seguiram a lógica do livro, o final não ficou lá grande coisa não. Era conflito pra tudo quanto é lado, e muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, como se precisassem acabar logo com a história. Contudo gostei da série, e o final, com certeza, me deixou curiosa e com desejo de mais, e ficou no ar aquela sensação de “será que isso vai acontecer?”. Acredito que a história conseguiu representar o que o autor queria: pessoas comuns em situações extremas.


11 de setembro de 2015

Trailer da nova temporada de AHS


Ontem, 10/09, foi divulgado o primeiro trailer da quinta temporada de American Horror Story. A série vem sendo elogiada desde sua primeira temporada em outubro de 2011 e ganhando cada vez mais público, inclusive eu que me rendi as histórias como mostrei aqui, numa lista de séries que viciei rapidinho. 

Cada temporada tem uma história independente da outra, e dessa vez a série terá como tema Hotel e segundo o presidente do canal FX, John Landgranf essa tempoarada vai exigir uma grande reinvenção para o futuro da série. 

A participação da atriz Jessica Lange, a preferida e muito bem elogiada pelos fãs, foi confirmada o que acalmou os corações de muita gente por aí. O elenco também contará com a participação de Lady Gaga e alguns outros atores que já vinham participando do seriado. 

A quinta temporada estreará em outubro desse ano (falta pouco!), pelo canal FX. Enquanto o retorno da série não começa, podemos aproveitar o trailer e ficar com 'um gostinho de quero mais'. Confira:

2 de setembro de 2015

Lista #3 Seriados que viciei rapidinho

Eu sou apaixonada por seriados, e assim como os livros, sempre estou buscando por novas séries pra ver. Há algum tempo fiz uma lista de seriados que queria ver, e olha, deu bastante. Apesar de ter pouco tempo na correria do dia a dia, sempre acho um tempinho pra ver um episódio ou outro. 

Nessa época do ano, a maioria dos seriados que acompanham estão parados, por isso fui procurar outros seriados pra ver. Se estou arrependida de não terminar os que já estava vendo e que estão BEM atrasados? Nenhum pouco! 

No último mês assinei Netflix, em conjunto com os colegas de trabalho, e foi a melhor aquisição da vida. Eu sempre pensei que o valor da assinatura fosse um absurdo, mas são míseros 30 reais e dividido em 4 pessoas isso dá uma mixaria pra cada um. Se eu soubesse disso, teria assinado há muito tempo. 

Devido ao Netflix consegui escolher mais facilmente qual série assistir e bom, estou emocionada porque a minha vida se resume em seriados. Então, como adoro, resolvi fazer uma lista dos últimos seriados que viciei de uma hora pra outra e não consegui mais parar de ver. Vamos lá:


A série é baseada no romance Red Dragon de Thomas Harris, e conta sobre a amizade do investigador especial do FBI, William Graham, e o psiquiatra e sociopata Dr Hannibal Lecter. Will consegue dar perfis de assassinos ajudando as investigações do FBI, contudo só o público sabe que o psicopata procurado é o próprio Hannibal.

Eu adorei o jeito como as coisas se desenvolvem no seriado, adorei como Lecter faz as coisas ou como consegue persuadir a mente de Will. Estou no início da terceira temporada (a última) e espero terminar todos os episódios rapidinho.

O Dr. também gerou 4 filmes: Dragão Vermelho (1986), O silêncio dos inocentes (1991), Hannibal (2001) e Hannibal: A origem do mal (2007), os quais pretendo ver depois que terminar a série.


Essa é uma série original Netflix e conta a história da cidade Pretty Lake em que uma doença misteriosa está levando a óbito qualquer pessoa acima dos 22 anos de idade. Após só restar jovens abaixo dessa idade, a pequena cidade se vê cercada por soldados do exército e de um tipo de controle de doenças, ou seja, ninguém entra ou sai da cidade.

A cerca que envolve a cidade se torna a única coisa com eletricidade e qualquer um que tente sair de lá é, literalmente, fuzilado sem dó nem piedade.

Apesar de não gostar dos atores principais, achei a premissa da história boa e pretendo assistir a segunda temporada pra ver o que vai acontecer com os jovens moradores.


Mais uma série original Netflix e vamos combinar, QUE SERIADO!  A série conta a trajetória de 8 personagens espalhados pelo mundo, com culturas e vidas diferenças, mas que descobrem, depois de terem a visão da morte de uma mulher chamada Angélica, que estão ligados emocional e mentalmente uns aos outros. Eles podem sentir e ter o conhecimento do outro, se comunicar e ainda recorrer as habilidades de cada um quando necessário.

Enquanto tentam descobrir porque tem essa ligação, um estranho tenta caçá-los através do mesmo poder. O nome da série é um trocadilho com a palavra Sensate, nome dado as habilidades desses personagens. Ela foi gravada em diferentes países, mostrando as diferenças dos personagens e gente é demais.

A temporada inteira é fantástica e eu assisti tudo em 2 dias, porque tudo é incrível, a fotografia é sensacional e todo mundo deveria ver. A série foi renovada para a segunda temporada e terá estreia em 2016.


Fazia tempos que esse seriado estava na minha lista de coisas para assistir, mas tinha um certo medo por causa do nome. Com certeza, devia ter começado a ver antes. A série tem 4 temporadas já lançadas e a 5ª  temporada estreia em outubro desse ano. Se estou ansiosa? Nem precisa perguntar!

Estou terminando a Terceira temporada e estou emocionada de um jeito que não sei nem como definir.Cada temporada é uma história independente, ou seja, você pode assistir a segunda temporada sem ter visto a primeira sem problemas nenhum pois não existe uma sequência apesar de os atores serem os mesmos. Eu optei por assistir tudo na ordem por uma questão de organização, mas não muda nada.

A primeira foi chamada de Murder House (Casa da morte), e como vocês podem imaginar, todos que morrem dentro dessa casa ficam presos a ela, assombrando os novos moradores e tudo que se espera de assombrações. A segunda narra uma história dentro de um sanatório, tem ET'S, freiras e criaturas estranhas querendo matar todo mundo e, além disso, tem possessão! Já na terceira, a série traz um pouco sobre a inquisição, as Bruxas de Salém e vodu nos dias atuais. Por enquanto é a que mais gostei das três temporadas porque simplesmente amo histórias sobre isso.

Adorei o modo como o seriado foi filmado, adorei o jogo de câmeras e as cenas em planos sequências, principalmente quando essas começam viradas, dando realmente um aspecto mais sombrio de como os personagens reagem em certas situações. Simplesmente viciei e que venham logo mais AHS!


Essa foi a minha lista de seriados que não consegui parar de ver e que estou ansiosa pela continuação ou término da série. Todas valem muito a pena! Me contem nos comentários se já viram alguma dessas séries citadas, o que acharam e quais as séries viciaram vocês. 

15 de junho de 2015

Estante Indicativa: Hostages


Comecei a ver a série há bastante tempo, mas nunca me empolguei a terminar. Esse ano com minha lista intermináveis de séries resolvi que ia terminar todas independentemente de ter sido cancelada ou não. E eis que na minha lista surgiu Hostages, a qual havia visto só 5 episódios. 

Iniciada em 2013 na CBS, a história gira em torno da cirurgiã Ellen Sanders e sua família que, como o nome já diz, se tornam reféns do agente do FBI Duncan Carlisle e seus comparsas. O motivo disso? Ellen vai realizar uma cirurgia no presidente dos Estados Unidos e o estranho grupo que invade sua casa quer obriga-la a matá-lo. Caso contrário, matarão sua família. 

O drama se estende por uma temporada de 15 episódios, como uma minissérie, que em determinadas situações torna-se arrastada. Devido aos dramas pessoais de cada personagem o enredo acaba perdendo o verdadeiro foco. Parece que a sobrevivência de cada um se sobrepõe ao motivo principal de estarem fazendo tudo isso: matar o presidente. 

A tensão que devia estar presente por causa do sequestro quase não existe, seja por falta de interpretação dos personagens ou por qualquer outra coisa, o medo não está ali. A sensação que o seriado passa é que todos estão completamente seguros mesmo com armas apontadas em suas caras.


Apesar disso, a apresentação dos personagens é forte. Cada um possui uma história de vida paralela aos acontecimentos. Cada sequestrador tem um motivo para estar fazendo aquilo, seja salvar a família, seja conseguir dinheiro, seja por amizade. Cada alvo tem um motivo diferente para acreditar/colaborar, ou não, com a situação em que se encontram. Cada um tem um ponto de vista e todos são muito bem apresentados, mas isso torna-se um problema tirando o foco da trama. 

O que pareceu para mim, é que a narrativa tentava mostrar que todos carregam um lado bom em si, vitimas e vilões, que tudo tem um porquê, como se nem tudo fosse o que parece. E é assim que funciona, com fins justificando meios e mais uma vez eu odiando os personagens que tentavam fazer o certo e torcendo pelos ‘errados’. 

A história até teria um potencial para ser boa, mas por se basear em apenas dois fatos, a morte do presidente e a sobrevivência de cada personagem, acaba se tornando óbvia e, até mesmo, maçante para os espectadores. A ação surge, mas é logo resolvida por algum personagem sem muita emoção, e vamos combinar que isso cansa né? 

Na época em que estava no ar, foi considerada uma renovação para a segunda temporada, mas pela baixa audiência e escassez de enredo, a ideia foi desconsiderada. Não tinha uma história para se desenvolver em mais temporadas e, talvez, esse seja o motivo que muitos prefiram não assisti-la; não os julgo, a história não é brilhante, nem perto disso, é apenas a história de duas famílias que acabam se cruzando, tentando sobreviver em meio a comandos superiores. E para sobreviver, uma precisa da outra mesmo que não seja uma escolha fácil. 

O enredo é aceitável, bom em alguns momentos, óbvio em outros, mas a falta de ação e adrenalina que esse tipo de série devia passar deixou a desejar. Os atores também são bons, mas parece que não se encaixaram direito nos papeis destinados e não demonstram tudo que a cena quer. Enfim, não é uma série maravilhosa, não passa nem perto, mas quem sabe você queira arriscar e descobrir se sua opinião é diferente da minha.


17 de maio de 2015

Estante Indicativa: Friends


Sabe aquele momento que você termina uma série que acha que não devia terminar nunca? Pois então, isso é Friends, e eu poderia viver com o incrível grupo de amigos pro resto da minha vida sem problemas e sem enjoar. 

A série já acabou há muito tempo, muito tempo mesmo, mas dá pra dizer que é a melhor série de comédia de todos os tempos, pelo menos pra mim. Quando me falaram pra assistir, fiquei tipo ‘ah, é só mais uma série de comédia, mas ok, vamos ver’, mas não é só isso; não é só comédia. 

Me envolvi com os personagens, ri, chorei, fiquei braba como a Rachel, dramático como o Ross e neurótica como a Mônica. Cantei músicas sem sentido com a Phoebe, me perdi nas conversas e perguntei ‘how you doing?’ junto com o Joey e criei uma cara de ‘hã?’ cada vez que o Chandler contava uma piada que só ele entendia. As risadas fluíam a cada episódio e as emoções também.


Os personagens que cresceram ao longo da série (menos o Joey, que será sempre o crianção do grupo) e muitos obstáculos foram superados por todos desde a primeira vez que se juntaram no sofá do Central Perk, o café onde se reuniam para conversar. Trabalho, família, responsabilidades do mundo adulto, dinheiro, sexo, compromissos, medo de envelhecer, ideias idiotas, relacionamentos e principalmente, o amor e a amizade são os assuntos que moveram os personagens durante as temporadas.

A série é composta por 10 temporadas, 24 episódios cada uma com exceção da última que tem apenas 18. Cada episódio possui entre 20 e 25 minuto, sendo rápido de ver. Me arrependo de ter ficado enrolando tanto tempo, catando outras séries pra ver invés de terminar essa primeiro. Acho que na verdade não queria que acabasse.


Os personagens secundários acabam sendo tão importante quanto os principais. Não existe como não ficar rindo das investidas do Gauther para Rachel e nem de seu ódio por Ross. E como não odiar o ‘Oh My God HAHAHA’ da voz irritante da Janice que você já conhecia antes mesmo dela aparecer em cena. E como se esquecer dos romances passageiros que passaram na vida de cada personagem, que muitas vezes tinham uns gostos meio estranhos?

A música de abertura da série, I’’ll Be there for you, se tornou famosa e seu refrão traz a mensagem que define perfeitamente o que a série quer nos mostrar. Ela deu um significado ainda mais perfeito pra história e confesso que enquanto escutava o início, sempre batia palmas junto com o som.

Acho que como todos os fãs da série, eu queria viver aquela história, sempre quis morar com amigos e bom, Friends fez isso ser possível, pois de alguma forma eu estava vivendo a história dos 6 personagens como se estivesse lá. E como queria estar.

É impossível escolher um preferido dentro da série. Em cada momento em me sentia como um deles e cada momento era único. Depois de Friends vou desejar pro resto da vida um grupo de amigos tão unido como o desses 6 amigos que ganharam meu coração. Friends é tudo, e você simplesmente precisa assistir e torcer e se apaixonar por todos os personagens. 



6 de maio de 2015

Resenha: Game of Thrones - Por dentro da Série


Autor: Bryan Cogman
Prefácio: George R. R. Martin
Prólogo: David Benioff e D.B. Welss
Editora: LeYa
Páginas: 192

Algum fã dessa série espetacular por aí?

Estamos no final da 5ª temporada e a cada novo episódio uma emoção diferente para os corações dos fãs, que assim como o meu, deve estar em prantos, ansiosos e desejando mais e mais.

Muitos por aí, não gostam da série por não ter a mente aberta para novas visões de mundo, e digo pra vocês que estão perdendo um grande show. Para os que querem ver, mas ainda não começaram, sugiro que larguem o que estiverem fazendo e desfrutem o tempo vendo esse seriado sensacional! E caso vocês não queiram ver, e nem ao menos dar uma chance, só tenho a dizer que não entendo vocês.

Já para os que acompanham a série fielmente como eu, que tal dar uma relembrada em personagens e histórias das primeiras temporadas?


O diretor executivo da série, Bryan Cogman, trouxe esse universo das telas para as páginas, com um prefacio de ninguém menos e ninguém mais que George R. R. Martin. Lançado pela editora Leya, o livro traz informações sobre os personagens, a trama, os lugares e todo o reino de Westeros com comentários dos profissionais envolvidos na produção do seriado.


Não sei vocês, mas eu estou aqui aplaudindo em pé o maravilhoso trabalho feito pela editora. Que livro LINDO! Começando por essa capa meio estofadinha que AI MEU DEUS QUERO APERTAR SEMPRE! E dentro? Nem se fala, simplesmente maravilhoso, páginas muito bem feitas, um ótimo material, e ricamente ilustradas com uma qualidade incrível. Leya, só tenho a dizer parabéns!

O livro começa apresentando A muralha, a forma como foi construída, e seus integrantes da Patrulha da Noite, dando destaque a Jon Snow. Depois passa a apresentar as casas mais famosas dos 7 reinos, os principais personagens de cada uma, uma breve história e uma árvore genealógica de cada família.




Além da apresentação, também temos comentários do autor e do produtor executivo da série, e ainda do autor do livro, que explicam cada elemento do cenário, figurinos, bastidores, detalhes da escolha de local da gravação, da escolha dos atores e características da história e dos principais personagens. Dentro de todas essas informações ainda encontramos entrevistas com o elenco falando de seus personagens e como acham que devem agir para que eles funcionem.



E não para por aí! A obra ainda traz informações sobre como o idioma Dothraki, falado pela nossa linda Kaleesi, mãe dos dragões, foi criado, o que por sinal achei bem interessante.



Para quem quer conhecer mais detalhadamente a história da série esse livro é fundamental e com uma edição de luxo dessas, quem não vai querer né?


8 de abril de 2015

Estante Indicativa: Breaking Bad


Iniciada em 2008, a série foi ganhando público ao longo dos anos e se tornando uma das maiores produções da TV norte-americana. O drama narra a história de Walter White um humilde e quase fracassado professor de química que tem sua vida mudada após descobrir o diagnóstico de um câncer terminal do qual é portador. 

A partir de então, ele se vê numa horrível situação financeira, pois o trabalho como professor gera uma renda muito baixa para realizar o tratamento da doença e ainda sustentar sua esposa Skyler e seu filho Walter Jr. que sofre de uma paralisia cerebral. Em meio a essa situação de desespero ao perceber que sua família passará necessidade após sua morte, Walter constrói um personagem peculiar que nos envolve do início ao fim do seriado.


Decidido a não deixar sua família sofrer com a falta de dinheiro, ele começa a usar suas habilidades em química para montar um laboratório de drogas e financiar suas futuras vontades. Com a ajuda de Jesse Pinkman, um ex-aluno, Walter constrói um laboratório para a fabricação de metanfetamina de alta qualidade e mergulhando totalmente no mundo de tráfico de drogas.

Ao longo das temporadas o ex-professor de química que levava uma vida tranquila começa a se transformar para ganhar espaço no mundo do crime. Muitas vezes ficamos em dúvida se ele é o bandido ou o mocinho com câncer que só quer proteger sua família. O personagem calmo, passivo e sem graça do início do seriado começa a ficar enlouquecido e completamente sedento pelo poder, conquistando cada vez mais o cenário das drogas e construindo uma espécie de ‘império’.
“You know who I‘m, say my name! SAY MY NAME!

Walter, além de esconder seu novo negócio da mulher e do filho, também precisa ocultar essa profissão de sua cunhada Marie Schrader e seu esposo Hank Schrader, um policial da Narcóticos. Mas não só de protagonista se faz um seriado. Muitos outros também mudaram sua perspectiva durante os episódios.

Jesse roubou a cena diversas vezes por sua raiva repentina de ser tão facilmente manipulado, sua ignorância e vício o levaram muitas vezes a ter ataques de loucura deixando os telespectadores apreensivos. A esposa de Walter cresceu durante as temporadas, se envolvendo com o novo negócio do marido e tomando decisões perigosas em seu lugar. 

O seriado foi marcado pela entrada de muitos outros personagens que tornaram a história ainda mais interessante. O cenário do tráfico cresceu ao longo dos episódios e todos os personagens se tornaram mais perigosos em cada episódio. Conforme o dinheiro através da produção de drogas foi aumentando, por consequência, os riscos também aumentaram. Cada passo poderia resultar na prisão ou até na morte de algum personagem. 


Grande parte deles passou por instabilidades emocionais que foram cruciais para o desenvolvimento final. O ego do personagem principal inflou e se acabou se tornando o pior perigo para todos que o rodeiam. Percebemos que ele tenta ganhar segundas chances, se rendendo e tentando ajudar aqueles a quem afetara, mas no fim acabamos vendo um personagem que se destrói em sua própria gloria, assumindo que não fez tudo pela família e sim por seus próprios interesses. 
“Fiz tudo isso por mim. Eu era bom naquilo e me sentia vivo fazendo-o.”
Sentimos ódio, repulsa, empatia, mas mesmo assim ainda notamos um pouco de humanidade na personalidade destruída do nosso personagem. O fato de sentirmos pena de Walter em alguns momentos e raiva em outros é o que faz a série ser excelente e atraente. 

O final da série foi espetacular, com certeza alcançam as expectativas do público e, em minha opinião, não poderia ter sido melhor. Achei justa a maneira como acabou, os produtores deram um jeito genial de amarrar as coisas e ainda ‘salvar’ alguns dos personagens. Já outros, tiveram o que mereceram. O império de Heisenberg está destruído, mas sempre estará na lembrança de quem viu essa maravilhosa série que vocês, com certeza, deveriam ver.


25 de março de 2015

Estante Indicativa: Saco de Ossos


Bag of Bones, ou Saco de Ossos em português, é uma minissérie baseada na obra homogênea de Stephen King, dividida em apenas dois episódios. Pra quem quer conhecer algumas das adaptações do mestre do terror essa minissérie pode ser o primeiro passo. 

A narrativa conta sobre Mike Noonan, um escritor que sofre há quatro anos a perda de sua esposa Jo, para tentar eliminar essa falta ele resolve retornar à antiga casa herdade de seu avô, que eles mantinham, fãs de SK adivinhem onde? Exatamente, no Maine. Antes de sua esposa morrer ele era um dos autores reconhecidos pelo New York Times, mas vê sua vida mudar de uma forma repentina com o trágico acidente que matou sua mulher. 

O escritor passa a tentar conectar-se de todas as maneiras com Jo para suprir a saudade que sente e recuperar sua criatividade que está afetada pelos diversos acontecimentos. Nada de projetos, nada de livros, nada escrito em nenhuma das folhas, um total espaço em branco e um imenso bloqueio criativo, até que eventos sobrenaturais começam a acontecer. Mike tem horríveis pesadelos com o lago que está na propriedade de sua casa e de uma maneira inexplicável ele consegue estabelecer um tipo de contato do além com sua esposa já falecida. 
Você está aí?
Um pra sim.
Dois pra não.
Mas o que ninguém esperava era que outra entidade também estivesse se comunicando com Mike e bloqueando a ajuda que sua esposa estava tentando promover. Com essas turbulências de pensamentos, ao dar uma volta pela pequena cidade, Mike conhece Kyra e sua mãe Mattie que estão em uma situação complicada referente à guarda da criança, já que o avô da garotinha está tentando tomá-la da mãe. Ao conhecer melhor sobre a situação da mãe e filha e tentar ajudá-las, Mike descobre que nada na sua vida é uma mera coincidência e as poucos com a ajuda de Mattie começa a encaixar as peça que não envolve só a si mesmo, mas também a família que acabou de conhecer. 

Inicialmente eu fiquei curiosa pela minissérie logo que li o título, mas o que chama mais a atenção é a menina imersa em água que está presente na capa tanto do livro (que ainda não li) como da série. E bom, depois que descobri que era uma adaptação de SK pensei “eu preciso ver” e foi assim que descobri todo o mistério que envolve o título e a menina da capa em uma coisa só. 


Como já falei, ainda não li o livro, mas na adaptação já conseguimos perceber o jeito King de fazer as coisas. No início, ou melhor dizendo, no primeiro episódio, a história retrata apenas o cotidiano de uma pequena cidade e os problemas pessoais de cada personagem da narrativa, contudo cheio de detalhes que requer bastante atenção do espectador. A série deixa as informações um pouco no ar, e além de atenção necessita de paciência para descobrir os mistérios, então se você espera algo agitado desde o início essa minissérie não é pra você. 

O crescimento emocional de Mike foi sensacional, passando de um processo turbulento, nostálgico e confuso a uma mente determinada a descobrir o mistério que não envolve só a si mesmo e a como sobreviver a ele. O modo como as coisas foram resolvidas me deixaram empolgadas e estava naquele estilo de sentar na beira do sofá pra acompanhar mais de perto os acontecimentos.

Gostei do enredo, do cenário e da construção dos personagens que como sempre SK faz minuciosamente bem. Pra quem curte um terror/suspense Saco de Ossos é super recomendada apesar de alguns dizerem que não foi a melhor adaptação das obras de King. Agora, assista e Cale-se, saco de ossos! 

14 de março de 2015

Estante Indicativa: White Collar


Apesar de não ser muito conhecida, comecei a ver a série faz um tempo por puro acaso e me apaixonei pelo cenário de ‘crime’ mostrado, e não só pelo rosto bonito do protagonista, mesmo sabendo que muitas pessoas devem assistir só por isso. 

O seriado narra a vida de Neal Caffrey, um criminoso que cumpre pena devido às grandes falsificações que realizou na vida. Quadros, verdadeiras obras de artes, títulos, assinaturas e até joias, nada passava pelas mãos de Neal sem uma cópia. Pode-se dizer que ele tinha um tipo de mercado negro próprio onde vendia obras sem que ninguém percebesse suas falhas. 

O protagonista tenta fugir da prisão logo no início da série, mas é pego pelo mesmo oficial do FBI que o prendeu da primeira vez: Peter Burke e aí as mudanças começam. Com alguns ajustes e uma tornozeleira de rastreamento, o inteligente criminoso passa a ajudar em investigações do FBI para pegar outros criminosos enquanto cumpria sua pena numa forma mais ‘livre’.

Mesmo trabalhando para o FBI e com uma vida melhor, Caffrey ainda não se desligou totalmente de sua vida antiga, e em alguns momentos da história acaba se juntando ao seu parceiro Mozzie para realizar alguns pequenos crimes só por hobbie, mas claro, sem nunca ser pego. Os dois sempre planejavam fugas para ilhas paradisíacas que não houvesse problemas, mas essas fugas quase nunca davam certo, e se davam... bom aí você precisa ver pra saber. 


Almejando sua total liberdade, livre de tornozeleiras e controles de horários, Neal passa a cumprir todos os seus deveres com a lei e tentando se manter na linha. Ao longo do seriado ele e Peter acabam desenvolvendo uma grande e verdadeira amizade, o que muitas vezes impede Peter de ver o real comportamento de seu parceiro. Apesar disso, a amizade dos dois é algo muito relevante para o desenvolvimento da série fazendo com que Neal acredite que Peter e Elisabeth Burk, possam ser sua família de verdade e fica feliz com isso. 

Mas o perfil dos personagens e seus sentimentos e emoções não desenvolvem toda a história. O seriado também mostra a incrível engenhosidade, criatividade, inteligência de seu protagonista, tornando-o o melhor mentiroso das telinhas de um jeito cômico. O jeito como Neal desenvolve e descobre as pistas dos crimes é espantosa, uma habilidade que veio de seus dias de criminoso e que permanecem com ele. Com seu jitinho cativante, em alguns momentos, consegue enganar até os mais espertos agentes do FBI e realizar coisas para seus próprios objetivos, que de uma forma geral continua sendo adquirir a tão sonhada liberdade. 


Em alguns momentos a série deixa a desejar colocando uma carga de drama e adrenalina que não são necessárias para a trama de White Collar, mas essas falhas conseguem ser revertidas de formas inusitadas trazendo casos que podem não ser tão convincentes, mas que tem uma característica criativa em seus pequenos detalhes. O seriado se perde um pouco no seu enredo de crime e traz um pouco do drama familiar com poucos elementos policiais que era a característica principal de White Collar. Mesmo assim, achei que conhecer um pouco mais do personagem deu outro ponto de vista para os espectadores. 

É uma pena que a série não tenha feito tanto sucesso, mas eu gostei e cheguei até a me emocionar com o final, uma lágrima aqui e outra ali, mas depois tudo ao normal de novo. Pra quem gosta de um drama policial, com muita criatividade, inteligência e humor deve dar uma chance pra White Collar e o charme de Neal Caffrey.


28 de fevereiro de 2015

Estante Indicativa: Dexter



“Psicopata? Vou gostar de um psicopata? Não não, tu ta enganado” SIM, RETIRO O QUE DISSE, EU GOSTO DO PSICOPATA! 

A série baseada na obra de Jeff Lindsay, “Darkly Dreaming Dexter”, tem como protagonista um especialista forense em amostras de sangue do Departamento de Polícia de Miami e também um serial killer que acaba com as pessoas que a polícia não consegue prender, mas claro que essa dupla identidade é escondida de todos ao seu redor, inclusive sua irmã. 

Dexter Morgan viu sua mãe ser assassinada, ficando órfão aos quatro anos de idade e sendo adotado por um policial que detecta sua tendência assassina. O ‘pai’ de Dexter consegue controlar um pouco esse fascínio por morte ao criar uma espécie de código (que é revelado ao decorrer de toda a série e não só no início) para que as coisas sejam feita em ‘nome do bem’, ou seja, ele poderia caçar infratores da lei que não deixam brechas para que a justiça os prenda e acabam praticando seus crimes na clandestinidade. 

Durante o dia, Dexter consegue manter uma vida normal, namora, cuida dos enteados, e tem uma surpreendente visão para rastrear os passos de cada assassino dos casos que é destinado para o departamento forense. Suas habilidades meticulosas para decifrar os casos derivam de sua mente assassina que sabe como os criminosos pensam. Só que Dexter nunca deixa pistas como os outros.


A série mostra a mente falhada e uma luta entre o bem e o mal de um mesmo personagem.  Ele faz algo ruim pensando estar fazendo algo bom para a sociedade, pois segundo o protagonista, ele ‘esta limpando as ruas de Miami dos criminosos, deixando uma vida melhor para as pessoas’, e é impossível não gostar dele. Mas sera que pensa nas consequências que isso pode causar para ele ou para as pessoas ao seu redor? 

É difícil acreditar que você possa gostar de alguém que sai matando por aí? Claro que é! Até pelos produtores da série que não acreditavam que ela poderia fazer tanto sucesso. E mesmo assim, ao assistir, você fica lá torcendo pra que ele pegue os outros seriais killers, acabe com eles e saia ileso, continuando sua vida quase normal. 

A criação do personagem foi incrível, porque como citado na série, os psicopatas não conseguem sentir bons sentimentos, a única sensação que sentem é o alivio ao matar alguém. Mas Dexter nutre sentimentos por sua irmã Deb, sua namorada Rita, e os enteados Astor e Cody, por quem faria tudo para mantê-los bem, até matar seu irmão Brian Moser, o qual não lembrava que existia pois devido ao trauma de infância, bloqueou as memórias referentes à morte de sua mãe.


Ao longo das temporadas vários personagens vão surgindo e entrando de alguma forma na vida de Dexter ou na mesa, com seu ritual de matança. O personagem tem problemas de comunicação, de expressar o que esta sentindo, mas com alguns, ele ate consegue se abrir e contar seu segredo, mas depois se arrepende e eles acabam entrando pra sua ‘lista negra’. Bom o fim vocês já devem imaginar. 

A série é muito boa, e nos apaixonamos pelo serial killer mesmo sem saber que isso é possível. Conseguimos ver na série a mente de um ser humano confuso, que quer fazer o bem mas não consegue se livrar do mal e vice versa. De uma hora pra outra os espectadores são colocados diante de uma reviravolta na vida do personagem principal, e outras começam a surgir como uma bola de neve que só cresce. 


Ver como esse personagem que no começo era tao autossuficiente, ser destruído e desmanchado aos nossos olhos foi feito de uma forma excelente pelos diretores, porque apesar de gostar de Dexter e torcer para ele não ser pego, gostei de ver ele acabado por fatos simples que mudaram sua vida. 

Ainda estou tentando decidir se gostei do final da série ou não, pois não estava esperando por aquilo, mas gostei do enredo, fiquei triste em algumas partes, mas ainda estou gostando do serial killer mais querido do público. E é isso, caso não viram, vocês precisam começar agora!
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