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6 de maio de 2015

Resenha: Game of Thrones - Por dentro da Série


Autor: Bryan Cogman
Prefácio: George R. R. Martin
Prólogo: David Benioff e D.B. Welss
Editora: LeYa
Páginas: 192

Algum fã dessa série espetacular por aí?

Estamos no final da 5ª temporada e a cada novo episódio uma emoção diferente para os corações dos fãs, que assim como o meu, deve estar em prantos, ansiosos e desejando mais e mais.

Muitos por aí, não gostam da série por não ter a mente aberta para novas visões de mundo, e digo pra vocês que estão perdendo um grande show. Para os que querem ver, mas ainda não começaram, sugiro que larguem o que estiverem fazendo e desfrutem o tempo vendo esse seriado sensacional! E caso vocês não queiram ver, e nem ao menos dar uma chance, só tenho a dizer que não entendo vocês.

Já para os que acompanham a série fielmente como eu, que tal dar uma relembrada em personagens e histórias das primeiras temporadas?


O diretor executivo da série, Bryan Cogman, trouxe esse universo das telas para as páginas, com um prefacio de ninguém menos e ninguém mais que George R. R. Martin. Lançado pela editora Leya, o livro traz informações sobre os personagens, a trama, os lugares e todo o reino de Westeros com comentários dos profissionais envolvidos na produção do seriado.


Não sei vocês, mas eu estou aqui aplaudindo em pé o maravilhoso trabalho feito pela editora. Que livro LINDO! Começando por essa capa meio estofadinha que AI MEU DEUS QUERO APERTAR SEMPRE! E dentro? Nem se fala, simplesmente maravilhoso, páginas muito bem feitas, um ótimo material, e ricamente ilustradas com uma qualidade incrível. Leya, só tenho a dizer parabéns!

O livro começa apresentando A muralha, a forma como foi construída, e seus integrantes da Patrulha da Noite, dando destaque a Jon Snow. Depois passa a apresentar as casas mais famosas dos 7 reinos, os principais personagens de cada uma, uma breve história e uma árvore genealógica de cada família.




Além da apresentação, também temos comentários do autor e do produtor executivo da série, e ainda do autor do livro, que explicam cada elemento do cenário, figurinos, bastidores, detalhes da escolha de local da gravação, da escolha dos atores e características da história e dos principais personagens. Dentro de todas essas informações ainda encontramos entrevistas com o elenco falando de seus personagens e como acham que devem agir para que eles funcionem.



E não para por aí! A obra ainda traz informações sobre como o idioma Dothraki, falado pela nossa linda Kaleesi, mãe dos dragões, foi criado, o que por sinal achei bem interessante.



Para quem quer conhecer mais detalhadamente a história da série esse livro é fundamental e com uma edição de luxo dessas, quem não vai querer né?


20 de fevereiro de 2015

Resenha: O Cavaleiro dos 7 Reinos

Autor: George R. R. Martin
Volume: Paralelo da Série as Crônicas de Gelo e Fogo
Editora: Leya
Paginas: 416

Quem assiste Game of Thrones já deve ter ouvido falar do Sor Duncan, O Alto, um famoso membro da guarda real no reinado dos Targaery. Mas cerca de 90 anos antes d'As Crônicas de Gelo e Fogo ganharem vida, Sor Duncan era apenar um cavaleiro andante disputando torneios de justas em todos os 7 reinos. E esses contos são narrados nessa edição linda de capa dura lançado pela Editora Leya, contando historias de Westeros antes d’A Guerra dos Tronos.

O livro é uma história paralela as Crônicas de Gelo e Fogo e trazem uma série de acontecimentos históricos que resultaram no presente da série e principalmente traz mais obre a dinastia Targaery mostrando toda a sua gloria e loucura. Apesar de se passar antes da serie atual, você não precisa necessariamente conhecer uma para ler a outra, até porque os livros da série Gelo e Fogo ainda não tiveram fim e sabe se lá quando o sexto volume vai ser lançado.

A história é dividida em três contos, O Cavaleiro Andante; A Espada Juramentada; e O Cavaleiro Misterioso, simples, pequenos e para surpresas do fã de Martin, possui ‘poucos’ personagens, já que as aventuras de Dunk e Egg são o foco da narrativa. O livro não é grande e é possível fazer uma leitura bem rápida de cada conto e o final ainda te deixa com um gostinho de quero mais.


Dunk cresceu na baixada das pulgas ao redor do castelo, sendo um plebeu de nascimento baixo que não tem nem certeza de seu nome. A única coisa da qual tem certeza é que sua estatura não é nada normal comparada aos demais garotos de sua idade. Foi por causa de um antigo cavaleiro andante que Dunk saiu das ruas, Sor Arlan, que o ensina a ser um fiel escudeiro para mais tarde se tornar um bom cavaleiro.
“Sim, rapaz, é com ossos quebrados e cicatrizes. São tão parte de um cavaleiro quanto a espada e o escudo”.
A história começa com Dunk enterrando Sor Arlan, que o tornou cavaleiro antes de morrer. Como uma promessa interna ele precisa repassar os conhecimentos aprendidos para um novo escudeiro e é assim que a caminho de Vaufreixo, tentando exercer a ‘profissão’ de cavaleiro andante, que encontrou Egg, um garoto careca (que se torna seu escudeiro) e que contém um grande segredo sobre sua vida.
Ao chegar ao torneio, Sor Dunkan, O Alto, se envolve em um mal entendido envolvendo um príncipe e uma ‘apresentação de títeres’ e se vê em apuros. Então seu fiel escudeiro revela sua real classe e tira o amigo da enrascada encerrando também o primeiro conto.

No segundo conto, a espada juramentada, aparece algumas referências a uma guerra que ocorreu entre o Dragão Vermelho e o Dragão Preto há anos entre os irmãos Targaery. Traz mais uma lado político, divisão de terras e recuperação das mesmas, mas no fim tudo acaba bem. Já o terceiro tem uma trama mais envolvente, com conspirações, tentativas de assassinato e sumiços que fazem notar que esse cenário de intrigas sempre existiu e foi trazido para as Crônicas de Gelo e Fogo.

Acho que a parte mais confusa da história são os nomes, que assim como no seriado são muito parecidos e acabam confundindo quem lê. A história é muito boa, mas a dinastia Targaery ainda continua uma confusão na minha cabeça, mas pelo menos pude entender que Egg é na verdade o Aegon V, chamado de Rei Louco na série principal escrita por Martin, que assumiu o trono após seu irmão Aemon recusá-lo e entrar para a patrulha da noite se tornando o Meistre da Muralha.

Há boatos que George pode escrever mais dessas séries paralelas, mas nada ainda foi revelado sendo só especulações. Mas caso escreva, serão muito bem vindas para os fãs de GOT. Só esperamos que mesmo assim ele termine a série principal não é mesmo?


11 de fevereiro de 2015

Resenha: A Ascensão do Governador

Autor: Robert Kirkman e Jay Bonansinga
Série: The Walking Dead
Volume: 1 de 4 - por enquanto
Editora: Galera Record
Páginas: 361

Até começar a ver a série de TV The Walking Dead, eu simplesmente odiava zumbis, pra mim era a tudo a mesma coisa, era só dar um tiro na cabeça e pronto, era essa a história. Mas TWD é viciante, fico com ódio dos personagens, fico com raiva das atitudes estúpidas que podem acabar com suas vidas, e torço pra que sobrevivem ao mundo apocalíptico de mortos que querem a carne humana e seus cérebros. Viciei.

Foi por me viciar na série que resolvi comprar a trilogia (ou mais, já que o último volume é divido em 2 partes e há boatos que tem mais um depois) dos livros, que narra a história do Governador, o grande vilão que aparece na terceira temporada do seriado, e como ele criou esse personagem cruel e impiedoso que comandou a cidade de Woodburry nesse mundo rodeado por zumbis. A história paralela as HQs e a série, nos leva a conhecer a vida dele antes de virar o personagem tão assombroso mostrado nas telas e quais os motivos que o levaram a isso.
“É quase como se as vísceras estivessem caindo do céu, como chuva, em vez de estarem subindo por debaixo das rodas, ou escorrendo pela lataria, ou esguichando da grade frontal, enquanto o Escalade vai triturando os corpos. A matéria líquida se esparrama pelos vidros, ininterruptamente, com o ritmo de um gigantesco cata-vento, um caleidoscópio colorido, um arco-íris de tecidos humanos – vermelho-sangue-de-boi, verde-lodo-de-lago, amarelo-ocre, e preto-piche. Para Philip, é quase lindo.” 
Pensei que o livro ia trazer só o cenário de mordidas e fugas e zumbis por todos os lados, mas ele também nos mostra os sentimentos dos personagens, a angústia de não ter pra onde ir e as dificuldades enfrentadas por eles. Ao ler conhecemos a história do obstinado e mandão Philip Blake, sua frágil e inocente filha, Penny, e seu doente e covarde irmão, Brian Blake, que junto com mais dois amigos de infância buscam um lugar em meio ao caos aonde possam sobreviver.

Ao verem todos ao seu redor morrerem e virarem zumbis, os 5 personagens partem com intenção de chegar a Atlanta, onde segundo alguns, existe um refúgio. Durante o caminho enfrentam orlas de mortos-vivos, controlando suas emoções e procurando se manter vivos em meio a confusão que se forma envolta deles, consertando carros e arrombando lugares para se abrigar. Para que tudo de certo eles precisam manter a esperança, mas ao acompanhar o dia deles, se vê que ela se esvai devido ao mundo desumanizado que estão vivendo.
“Nós vamos sobreviver a esse pesadelo, e vamos fazer isso nos transformando em monstros piores que eles, está me entendendo? Agora não existem mais regras! Não existe filosofia, não existe misericórdia, não existe perdão, agora somos nós e eles e tudo o que eles querem fazer é devorar a gente! E por isso nós é que vamos devorar a porra dos zumbis! A gente vai mastigar eles e depois cuspir no chão e nós vamos sobreviver a essa situação, ou então eu vou destruir a droga do mundo! Você entendeu o que eu falei? ENTENDEU O QUE EU FALEI?”
O livro não conta como a infestação de mortos vivos começou, mas mostra como os personagens aprendem a lidar com ela sempre buscando um meio de sobreviver ao cenário assustador em que qualquer erro resulta na morte. Os conflitos também estão presentes nesse grupo, e para que todos sobrevivam precisam achar um jeito de lidar com a epidemia da melhor forma mesmo que os sentimentos de medo e pavor aflorem de todos os lados. 
"Minha é a vingança e eu retribuirei, disse o Senhor - Sangue e tecido jorram. A cada golpe espocam faíscas no asfalto. - Deixa comigo, deixa comigo, deixa comigo. - sussurra [...] para ninguém em especial, liberando toda a raiva e a mágoa acumuladas numa enxurrada de golpes brutais. - Deixa comigo, deixa comigo, deixa comigo, deixa comigo, deixa comigo...”.
Saber os motivos que levaram o temido Governador a agir de tal forma pegam os leitores de surpresa, e às vezes você chega ate a gostar do personagem e sentir pena dele. No final da leitura, os leitores tem uma inusitada revelação o que acaba deixando a história com uma deixa mais emocionante para o segundo livro. Continuo não gostando do Governador, mas estou ansiosa pela continuação.


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