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25 de maio de 2016

Resenha: Cidade dos Anjos Caídos

Autora: Cassandra Clare
Série: Os Instrumentos Mortais
Volume: 4 de 6
Editora: Galera Record
Páginas: 362

Olá pessoal, a vida tá meio corrida por aqui com trabalhos da faculdade, então as postagens diminuíram bastante, mas não se preocupem que não abandonei o blog. Essa é uma resenha mais curtinha, mas espero que gostem.

Quando comprei o box da série, havia todo um alvoroço sobre a continuação que Cassandra Clare estava trabalhando, mas por mim estava tudo ok, até porque só tinha lido o primeiro volume. Ao ler esse livro entendi porque os fãs da série estavam temerosos. 

Cidade de Vidro foi o livro que mais gostei da série, várias pontas foram amarradas, bastante coisa foi explicada e, por mim, poderia ter sido o final perfeito para a série. Eu gostei da continuação, mas ela não pareceu tão necessária assim. A história acabou deixando os personagens principais, Clary e Jace, de lado, focando mais no Simon.

Bom, Simon nunca foi meu personagem favorito nos livros. Ele sempre pareceu o garoto indefeso que precisava que todos defendessem por não ter poderes e era irritante. Nesse livro, até me surpreendi com o personagem, mas mesmo assim não senti empatia por Simon. Para quem já leu os outros livros sabe que ele se tornou um vampiro e agora tem algumas habilidades, principalmente por causa da marca de Caim que Clary fez no livro anterior. Ah, e ele também namora Izzie e Maia, ao mesmo tempo (particularmente, bem desnecessário).

Enquanto Simon está enfrentando alguns membros do submundo que ou o querem do seu lado ou o querem morto, e enrola suas duas ferozes namoradas, Jace volta a ser o depressivo que acredita colocar Clary em perigo. Já a mocinha da nossa história se torna novamente a menina chata e apaixonada do primeiro livro. Mais uma vez, a impressão que tive foi que o final de Cidade de Vidro, simplesmente não existiu e só voltamos ao início de toda a saga.

A melhor parte do livro, foi sem dúvida o novo casal que se desenvolveu: Alec e Magnus. Os dois são ótimos juntos, o melhor casal do livro, e eu amo quando os escritores preferem passar por cima dos preconceitos sociais. Os dois precisam lidar com a imortalidade de Magnus, o que acaba gerando um ciúme em Alec, mas nada que não possa ser resolvido com conversas. Os dois são lindos juntos. 

Um novo vilão surge na história, o que deu um ar mais misterioso para o enredo, mas não foi algo tão empolgante como aconteceu nos livros anteriores. A narrativa desse volume é mais calma, sem grandes acontecimentos. Isso fez com que a história perdesse um pouco o foco principal de tudo. 

Gostei do livro, mas fiquei triste pois acho que o grandioso final de Cidade de Vidro se perdeu em meio aos romances enjoativos da história. O livro não traz grandes revelações e eu realmente espero que os dois últimos volumes sejam melhores do que foi esse. Senão, mais uma vez, volto a dizer que a série deveria ter terminado em seu terceiro volume.

12 de junho de 2015

Resenha: Cidade de Vidro

Autor: Cassandra Clare
Série: Instrumentos Mortais
Volume: 3 de 6
Editora: Galera Record
Páginas: 474

Terceiro livro da Série Instrumentos Mortais e posso dizer que esse foi o que mais gostei. Não tem como fazer essa resenha sem dar spoiler dos outros dois livros então se você não leu nenhum, PARE AQUI! Caso leu e queira conferir as outras resenhas clique aqui e aqui.

Finalmente, nesse livro, tudo é explicado. Pelo menos uma grande parcela que já me deixou muito feliz! A história conta aos poucos cada mistério não explicado nos primeiros volumes e isso, definitivamente, tornou o livro bem envolvente. Poderia ter lido bem rápido, mas os trabalhos de faculdade estão sempre atrapalhando minha vida de leitora. 

Enfim, vamos a resenha né?

Depois do ataque ao navio de Valentim e da destruição do mesmo, a clave convoca os Lightwood à Idris (Cidade de Vidro), a capital dos Caçadores de Sombras, em Alicante, para um tipo de assembleia entre os Caçadores mais antigos que decidirão o que fazer para deter Valentim que agora procura pelo terceiro Instrumento Mortal, o Espelho. Todos sabem que esse terceiro item está em Idris, mas ninguém sabe exatamente aonde, por isso não podem prever o próximo ataque do vilão.
Às vezes as plantas doentes precisam ser cortadas para preservar o jardim – disse Valentim – e se todas estão doentes... a escolha é de vocês. 
Jace também foi convocado, mas querendo bancar o irmão protetor, tenta impedir de todas as formas que Clary vá com eles. Mas vocês já conhecem a personagem não é? Ela é insistente e não desiste nunca, portanto é claro que ela dá um jeito de ir para Idris mesmo sem o consentimento do irmão. Clary e Jace são teimosos ao extremo e, na maioria das vezes, fazem as coisas por si sem pensar nas consequências disso para os outros, e, quando alguém tenta impedir, vocês sabem que ninguém consegue. Dessa vez não foi diferente. 
As pessoas não nascem boas ou ruins. Talvez nasçam com tendências a um caminho ou outro, mas é a maneira como se vive a vida que importa. E as pessoas que conhecemos.
O motivo de Clary querer ir para Alicante é procurar o mago que pode tirar sua mãe do coma que ainda se encontra. Jace mente o horário que eles iriam atravessar o portal, um ataque acontece e todos acabam atravessando o portal mais rápido, levando Simon junto para evitar sua morte, o que gera um grande problema, pois Idris não permite a entrada de membros do Submundo.


Após perder o primeiro portal e descobrir sobre a mentira de Jace e o ataque, Clary  um pouco ‘possuída’ pela raiva, cria um novo portal utilizando suas habilidades de criar novos símbolos. Luke tenta impedi-la, mas os dois acabam parando no Lago Lyn, próximo a Idris, infringindo a lei de entrar na cidade sem o consentimento da clave. Depois de uma longa caminhada os dois chegam a casa, ADIVINHEM, da Irmã de Luke (aiai Cassandra, muitas revelações) e bom, a teimosia de Clary continua e é por isso que sai a procura do irmão.

Depois de todo um drama entre eles, Clary conhece Sebastian e sente uma estranha sensação de reconhecimento. Esse novo personagem é fundamental para toda a trama, para explicar todas as peças que faltavam nos dois primeiros livros. Sebastian é a chave de tudo!
Fraqueza e corrupção não estão no mundo. Estão nas pessoas. O mundo só precisa de boas pessoas para equilibrar. E você está planejando matar todas elas. 
Novos personagens surgem, a clave está muito mais presente nesse livro, assim como os membros do Submundo, o que, particularmente, adorei. Os personagens cresceram bastante nesse livro. Clary deixou de ser a menina protegida por todos, que era bem clichê nos outros livros, e se tornou determinada a salvar a mãe, lutar contra Valentim, e descobrir os mistérios de sua vida.

Jace teve uma narrativa incrível nesse volume, lutar contra o amor que sentia pela irmã, lutar contra o exército de demônios de Valentim e ainda lutar contra seu próprio passado que não podia controlar, ate então desconhecido para todos. Simon também ganhou pontos extras nesse livro. Apesar de ficar grande parte do enredo preso em uma cela, eu gostei mais dele, pelo simples fato de que ele não ficou colocando uma pressão em Clary para fazê-la gostar dele. 
Não é como se eu tivesse uma escolha — Simon falou — e não é como eu não soubesse. Você só pode empurrar a verdade para baixo durante algum tempo, e então ela vêm à tona. O meu erro foi não te dizer o que estava acontecendo comigo, não te contar sobre meus sonhos. Mas eu não me arrependo de ter namorado você. Estou feliz por tentarmos. E eu amo você por tentar, mesmo que isso nunca fosse funcionar.
Os Lightwood também ganharam bastante destaque. Isabelle está mais forte, Alec e Magnus Bane criam um novo romance ‘proibido’, que depois vira tão awn que ai gente apaixonada pelos dois. O livro é carregado por emoções, batalhas, perdas, traições, e como nos outros, muitas e muitas surpresas reveladas a cada dialogo que por sinal estavam ótimos nesse livro.   

O ataque acontece, o novo símbolo junta Caçadores e membros do Submundo, os demônios estão por todos os lados; O terceiro Instrumento Mortal é descoberto, O Anjo é invocado, e o pedido é feito. Tenho que dizer pra vocês que essa cena foi ó: demais! 

Cassandra mais uma vez conseguiu envolver os leitores em uma rede de mistérios que estava ansiosa para desvendar. Todos os enigmas iniciados em Cidade dos Ossos terminam em Cidade de Vidro, mas com certeza, a autora criará mais e mais mistérios para descobrirmos nos próximos livros e espero que sejam tão bons quanto esse. 

E agora um spoiler de comemoração, se não leu o livro, não continue!

Estou radiante por descobrir que Clary e Jace não são irmãos, muito amor esses dois s2
Sentia saudade dela quase como se fisicamente houvesse alguma coisa faltando.


12 de abril de 2015

Resenha: Nas Sombras

Autor: Jeri Smith – Ready
Série: Shade
Volume: 1 de 3
Editora: Galera Record
Páginas: 335

Quem não gostaria de ter seus entes queridos sempre por perto? Contudo todos morrem um dia e, para os nascidos depois da Passagem, o convívio com fantasmas não é agradável.


Aura faz parte dessa convivência com os mortos. Sua capacidade de ver e falar com fantasmas é normal para ela, assim como para outros jovens nascidos depois do evento que mudou o mundo, “A Passagem”.

Assim como os outros, Aura sempre detestou essa habilidade de comunicação com fantasmas e faria qualquer coisa para reverter a situação, mas como não pode, ela só tenta ignorar os fantasmas que aparecem a sua volta. Alguns são insistentes e devido a isso, Aura começa a trabalhar com sua tia Gina, num escritório de advocacia, ajudando os mortos a conseguir justiça e finalmente passar para a outra dimensão.


No aniversário de seu namorado e vocalista do Keeley Brothers, Logan, a única coisa que Aura espera, é que aquele seja o melhor dia de todos, pincipalmente para ela e seu amor. A banda tem um show agendado, possíveis futuros contratos com uma gravadora conceituada e tudo parecia correr extremamente bem. Nenhum fantasma por perto para acabar com seu humor, tudo estava perfeito, até que um acontecimento inesperado muda sua maneira de pensar sobre seu dom.

Aura estava ansiosa pela festa onde comemorariam os 18 anos de Logan e na qual haviam combinado uma noite romântica. Entre tantas surpresas e noticias boas, ninguém esperava que o anfitrião da festa morresse de uma overdose acidental. 
"Mas não havia nada para ser escutado a não ser o sangue pulsando em minhas têmporas. Nada a ser visto que não as luzes da ambulância que passavam pela janela."
O pânico toma conta de todos, mas Aura é com certeza a mais afetada, até porque ela consegue ver o espírito de seu namorado vagando ao seu lado, mas sem poder tocá-lo. O dom que sempre detestou passa a ser a única forma de contato entre ela e Logan mesmo que seja de uma forma roxa. E ela sabe que, se seu namorado continua ali, visível, é porque tem algo inacabado no mundo mortal e sendo assim não pode fazer a passagem, correndo o risco de ser transformado em uma Sombra maligna

A personagem consegue nos transmitir o sentimento da perda, da dor e da saudade que sentimos de entes que se foram, mas também nos mostra que continuar convivendo com alguém que á se foi não é a mesma coisa de antes, a relação muda mesmo que a pessoa seja importante e com isso, as consequências surgem e por isso é preciso continuar a própria vida. 
Ele não podia sentir minha tensão aumentando ou seu alívio explosivo, mas, com a voz de Logan em meus ouvidos, podíamos fingir.
Em meio a história, Aura também começa a se envolver com Zachary, personagem que li o nome errado durante toda a narrativa. Ele foi o último nascido antes d’A Passagem e não tem o dom de falar com os espectros roxos das pessoas, mas por algum motivo, sua vida e a de Aura estão interligadas por uma força maior, a qual os dois desconhecem e precisam descobrir. 

Os personagens têm características contrárias. Enquanto Logan é egocentrista e mimado, Zachary é compreensível e carinhoso, e Aura se vê no meio dos dois sem saber o que fazer. Desistir de seu grande amor que já se foi ou desistir de seu amigo e único que a compreende? Já o resto dos personagens que compõem o grupo secundário da história é pouco explorado, mas acredito que a autora trará grandes emoções e revelações sobre eles nos próximos volumes da trilogia e deixará tudo mais emocionante. 

O livro superou minhas expectativas e adorei o enredo que se desenvolve. Confesso que quando comecei a ler eu não sabia que era uma trilogia e ao chegar no fim e me deparar com um final, literalmente UAL, quase tive um leve enfarte por pensar que não saberia o resto da história (e por enquanto ainda não saberei porque o segundo livro não foi lançado no Brasil), mas depois da pesquisa e saber que tem continuação, tudo ficou ok.

A autora conseguiu criar uma obra com cenário e personagens inovadores e únicos do gênero sobrenatural. A narrativa é fácil, viciante e rápida, os detalhes estão tão presentes que é quase impossível largar o livro. Para quem quer uma história inovadora sobre fantasmas essa é super recomendada. 


11 de fevereiro de 2015

Resenha: A Ascensão do Governador

Autor: Robert Kirkman e Jay Bonansinga
Série: The Walking Dead
Volume: 1 de 4 - por enquanto
Editora: Galera Record
Páginas: 361

Até começar a ver a série de TV The Walking Dead, eu simplesmente odiava zumbis, pra mim era a tudo a mesma coisa, era só dar um tiro na cabeça e pronto, era essa a história. Mas TWD é viciante, fico com ódio dos personagens, fico com raiva das atitudes estúpidas que podem acabar com suas vidas, e torço pra que sobrevivem ao mundo apocalíptico de mortos que querem a carne humana e seus cérebros. Viciei.

Foi por me viciar na série que resolvi comprar a trilogia (ou mais, já que o último volume é divido em 2 partes e há boatos que tem mais um depois) dos livros, que narra a história do Governador, o grande vilão que aparece na terceira temporada do seriado, e como ele criou esse personagem cruel e impiedoso que comandou a cidade de Woodburry nesse mundo rodeado por zumbis. A história paralela as HQs e a série, nos leva a conhecer a vida dele antes de virar o personagem tão assombroso mostrado nas telas e quais os motivos que o levaram a isso.
“É quase como se as vísceras estivessem caindo do céu, como chuva, em vez de estarem subindo por debaixo das rodas, ou escorrendo pela lataria, ou esguichando da grade frontal, enquanto o Escalade vai triturando os corpos. A matéria líquida se esparrama pelos vidros, ininterruptamente, com o ritmo de um gigantesco cata-vento, um caleidoscópio colorido, um arco-íris de tecidos humanos – vermelho-sangue-de-boi, verde-lodo-de-lago, amarelo-ocre, e preto-piche. Para Philip, é quase lindo.” 
Pensei que o livro ia trazer só o cenário de mordidas e fugas e zumbis por todos os lados, mas ele também nos mostra os sentimentos dos personagens, a angústia de não ter pra onde ir e as dificuldades enfrentadas por eles. Ao ler conhecemos a história do obstinado e mandão Philip Blake, sua frágil e inocente filha, Penny, e seu doente e covarde irmão, Brian Blake, que junto com mais dois amigos de infância buscam um lugar em meio ao caos aonde possam sobreviver.

Ao verem todos ao seu redor morrerem e virarem zumbis, os 5 personagens partem com intenção de chegar a Atlanta, onde segundo alguns, existe um refúgio. Durante o caminho enfrentam orlas de mortos-vivos, controlando suas emoções e procurando se manter vivos em meio a confusão que se forma envolta deles, consertando carros e arrombando lugares para se abrigar. Para que tudo de certo eles precisam manter a esperança, mas ao acompanhar o dia deles, se vê que ela se esvai devido ao mundo desumanizado que estão vivendo.
“Nós vamos sobreviver a esse pesadelo, e vamos fazer isso nos transformando em monstros piores que eles, está me entendendo? Agora não existem mais regras! Não existe filosofia, não existe misericórdia, não existe perdão, agora somos nós e eles e tudo o que eles querem fazer é devorar a gente! E por isso nós é que vamos devorar a porra dos zumbis! A gente vai mastigar eles e depois cuspir no chão e nós vamos sobreviver a essa situação, ou então eu vou destruir a droga do mundo! Você entendeu o que eu falei? ENTENDEU O QUE EU FALEI?”
O livro não conta como a infestação de mortos vivos começou, mas mostra como os personagens aprendem a lidar com ela sempre buscando um meio de sobreviver ao cenário assustador em que qualquer erro resulta na morte. Os conflitos também estão presentes nesse grupo, e para que todos sobrevivam precisam achar um jeito de lidar com a epidemia da melhor forma mesmo que os sentimentos de medo e pavor aflorem de todos os lados. 
"Minha é a vingança e eu retribuirei, disse o Senhor - Sangue e tecido jorram. A cada golpe espocam faíscas no asfalto. - Deixa comigo, deixa comigo, deixa comigo. - sussurra [...] para ninguém em especial, liberando toda a raiva e a mágoa acumuladas numa enxurrada de golpes brutais. - Deixa comigo, deixa comigo, deixa comigo, deixa comigo, deixa comigo...”.
Saber os motivos que levaram o temido Governador a agir de tal forma pegam os leitores de surpresa, e às vezes você chega ate a gostar do personagem e sentir pena dele. No final da leitura, os leitores tem uma inusitada revelação o que acaba deixando a história com uma deixa mais emocionante para o segundo livro. Continuo não gostando do Governador, mas estou ansiosa pela continuação.


21 de novembro de 2014

Resenha: Cidade das cinzas

Autor: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Série: Os Instrumentos Mortais
Volume: 2 de 6
Páginas: 404

Esse é o segundo volume da serie Instrumentos Mortais e caso você ainda não leu o primeiro livro, pare aí mesmo pois essa resenha contem spoilers do primeiro livro, do qual a resenha se encontra aqui 


Depois de descobrir que vampiros, lobisomens e criaturas desse tipo existem a vida de Clary nunca mais vai ser normal. O coma magicamente induzido da mãe continua e sua relação com Simon e Jace não é nada boa. E bom, tudo pode piorar não é?

Valentim já conseguiu o primeiro Instrumento Mortal, o Cálice Mortal, e agora seu novo alvo é a Espada da alma, que esta em posse dos Irmãos do Silêncio. E é aí que o caos se instala no Instituto. Após os acontecimentos da nova vida de Clary, uma inquisidora é enviada pela Clave para tentar amenizar os danos  causados pelas disputas com Valentim, e um misterioso ódio é desenvolvido por parte dela em relação à Jace, que todos acreditam ser um espião.

(SPOILER) Abalada com a revelação do primeiro livro de que Jace é seu irmão (FIM DO SPOILER), Clary não sabe como agir em relação ao amor que sente por ele, e é angustiante ver os dois lutando contra esse amor e atração. (Ainda torcendo pra que a autora mude isso, porque em alguns trechos dá a entender que esse lance de irmãos não é verdade. Ficarei torcendo, cruzando os dedos).
"Gostaria de conseguir odiá-la [...] Quero odiar. Tento odiar. Seria muito mais fácil se odiasse. Às vezes acho que odeio, e depois, quando te vejo, eu..."
Para tentar não lembrar esse assunto, ela foca a concentração em sem dom de criar Runas, e descobre que ele é ainda mais ilimitado do que todos imaginam.

E então, de uma forma inacreditável, a Espada da Alma é roubada, e a LINDA INQUISIDORA VACA pretende trocar os dois Instrumentos Mortais, que agora estão em posso de Valentim, por Jace, seu filho. Ela acredita que Jace é o que Valentim quer e que vai aceitar a troca sem problemas, contudo a única preocupação de Valentim ainda é destruir a Clave.


Em meio a guerra, sempre tem o que quer piorar ainda mais a situação, e eis ai o Simon que se torna mais presente nesse livro. Além de tentar se aproximar mais ainda de Clary, de uma forma romântica, se aproveitando do fato dela descobrir ser irmã de Jace, ele resolve deixar as coisas um pouco mais complicadas para todos.

Depois de conhecer Raphael, um membro do submundo, Simon simplesmente vira um vampiro. OOOOOOOUL  NÉ? E a transformação dele, quase fez meu estomago sair pela boca, fiquei um pouco chocada. E agora, ele terá que agradecer Jace por salvar sua vida. Grande reviravolta em Cassandra.

Assim como o primeiro livro, a história é cheia de mistérios e suspenses que nos prendem ate o final do livro e adivinhem? Alguns continuam sem ser revelados (cade o terceiro livro aqui?). Quero saber todos os mistérios que envolvem a vida e família de Clary e Jace. Esperando promoções para adquirir o terceiro livro.

9 de novembro de 2014

Resenha: Cidade dos ossos

Autor: Cassandra Clare
Série: Os Instrumentos Mortais
Volume: 1 DE 6
Editora: Galera Record
Páginas: 459
O primeiro livro da série Instrumentos Mortais escrito por Cassandra Clare é considerado por muitos uma fanfic de Crepúsculo devido ao romance que se desenvolve mas, em quesito de história, uma coisa não tem nada a ver com a outra. A história sobre a vida de Clary Frey e sua relação com os Caçadores de Sombra faz com que Nova York vire uma versão inusitada aos olhos de quem lê.

O enredo começa quando Clary e seu amigo Simon (inconveniente e metido) vão a uma “boate” e então Clary presencia um assassinato. O que há de errado nisso? Bom o lance é que somente ela pode ver o que aconteceu e só ela vê o assassino. Jace, o Caçador de Sombras (Caçador de demônios), que Clary viu na boate, procura-a para entender porque ela, uma simples mundana, conseguia vê-los, eis que então um imprevisto acontece. A mãe de Clary é raptada e quando ela tenta encontrá-la acaba sendo atacada por um demônio.

O mistério está lançado, e além de encontrar sua mãe, Clary também precisa entender o porquê dessas coisas estarem acontecendo com sua família, para isso precisa conhecer mais de si mesma. E é aí que você pensa que a história vai render e aí que você se engana. As páginas seguintes realmente se arrastam buscando um sentido para a vida de Clary. Se não tiver persistência é quase impossível chegar a parte 2.

Para os que, como eu, tiveram força de vontade para continuar, se deparou com um choque devido ai rumo que Cassandra deu aos personagens. Quando se percebe que o romance esta no ar TCHAMTCHAMRAMRAM! Surge uma bomba na história. Particularmente amei o que a autora fez com os personagens, apesar de doer um pouquinho na alma, pois assim a história não caiu no velho clichê, deixando de ser obvia.


Não vou contar o que acontece porque seria um spoiler cruel demais para quem deseja (e acham que deviam) ler a série. Foi a partir dessa reviravolta (um tanto chocante) que fez meu coração palpitar, não consegui mais parar de ler e devorei o livro.
"Ele cheirava a sal e sangue, mas, somente quando a boca dele se aproximou do ouvido dela, Clary conseguiu entender o que ele estava dizendo, o que havia sussurrado antes, e era a ladainha mais simples de todas: o nome dela. Só o nome dela."
Além desse fato cruel que não sera citado para não maltratar seus corações, Clary ainda descobre ser filha do temível Caçador de Sombras, Valentim, que até então todos pensavam estar morto. Valentim deseja utilizar sua filha para conseguir o Cálice Mortal e montar um exercito terrível de nephilins (filhos de anjos com humanos) e caçadores de sombras com o intuito de destruir a Clave e o Submundo. A luta do pai contra filha torna tudo mais interessante e o livro fica muito bom.
"O menino nunca mais chorou, e nunca se esqueceu do que aprendeu: que amar é destruir, e que ser amado é ser destruído."
O final te deixa com um gosto de quero mais e uma urgência para ler próximo livro. Garanto pra vocês que a reviravolta da historia faz a leitura valer a pena. Espero que me surpreenda com os próximos também.


COMPARANDO:  tenho uma palavra para descrever minha reação ao ver o filme: ODIEI! A adaptação cinematográfica de Cidade dos Ossos foi uma das piores que já vi e acabou estragando a história para quem só viu o filme. Atores que não combinam com o personagem, mudança exagerada da história e da caracterização dos personagens, aliás o que foi aquelas trancinhas no Valentim? Simplesmente horrível! 
Para quem quiser ver o filme mesmo assim, segue o trailer pra vocês darem uma espiada:



Recomendo o livro mas se você optar pela versão cinematográfica a escolha é toda sua.

29 de outubro de 2014

Resenha: Dezesseis Luas


Autor: Kami Garcia e Margaret Stohl
Editora: Galera Record
Série: Beautiful Creatures
Volume: 1 de 4 
Páginas: 488

Ethan Wate é um jovem normal de 16 anos, cursando o primeiro ano de colegial em uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos. Sua mãe morreu e agora ele vive com Amma, que trabalha para sua família há anos e com seu pai, que entrou em depressão após perder a esposa (um pouco irrelevante para história por sinal). Um garoto normal, com desejos de adolescente, porém com sonhos estranhos.

Toda noite, Ethan é atormentado por pesadelos envolvendo uma garota que ele nunca conheceu. Nos sonhos, a garota sem rosto está sempre em perigo e ele de alguma forma precisa salvá-la, só que nunca consegue.
"Eu estava em queda livre, despencando no ar. Ela estava caindo também. Estiquei meu braço, tentando segurá-la. Estiquei o braço, mas só encontrei ar. Não havia chão sob meus pés e minhas mãos se enfiavam na lama. Encostamos as pontas dos dedos e vi fagulhas verdes na escuridão. Então ela escorregou por meus dedos e só consegui sentir a perda. Limão e alecrim. Eu conseguia sentir o cheiro dela, até naquele momento. Mas não conseguia segurá-la. E não conseguia viver sem ela."
Ao acordar ele continuava tentando descobrir ou lembrar-se do rosto da garota, e o porquê de precisar ajudá-la, mas qualquer esforço era em vão. Músicas estranhas surgiam no seu iPod tentando alertá-lo, mas ele nunca entendia qual era o recado. Até que um dia a pacata cidade de Gatlin recebe uma nova moradora que transforma não só as condutas regidas pela sociedade, como também a vida de Ethan.

Lena Duchannes, sobrinha de Macon Revenwood, um antigo morador recluso e mal visto pela cidade, é uma adolescente que luta a vida toda para esconder seus poderes e a maldição que envolve sua família há gerações. De alguma forma ao vê-la, Ethan percebe que ela é garota com quem tem sonhado todas as noites, e conforme vai tentando descobrir seus segredos descobre que está apaixonado por ela desde o primeiro sonho, como um amor antes da primeira vista.


Enquanto tenta levar uma vida normal e esconder o fato de ser uma conjuradora (ou bruxa no termo mais comum), Lena acaba virando tão mal falada na cidade quanto seu tio, virando motivo de fofoca e perseguição por todo lugar. Mas Ethan não a deixa de lado e enfrenta a cidade para defendê-la. Os dois acabam se envolvendo em um romance cheio de segredos que podem vir à tona a qualquer momento.

A maldição que envolve a família de Lena e Ethan se refere ao seu aniversario de 16 anos, no qual ela será Invocada (escolhida) pelas forças das Trevas ou da Luz. Uma decisão que ela não pode escolher e nem fugir. Tudo indica que ela será Invocada pelas Trevas e esse é o seu maior medo. Com a ajuda de Ethan ela corre contra o tempo, tentando reverter a maldição e encontrar um meio para que o pior não aconteça.

A narrativa em primeira pessoa dá um tom mais leve para a história, mesmo que em algumas partes o enredo fique um pouco cansativo devido a enrolação e caracterização exagerada que as autoras dão às cenas. Contudo pra quem gosta do sobrenatural, do cenário de bruxas, feitiços e maldições fatais, a história se torna bem interessante e com um gostinho de quero mais, até porque “Segredos sombrios virão à luz". 

Eu já to querendo os outros livros para ver como a história termina. E você?
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