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25 de maio de 2016

Resenha: Cidade dos Anjos Caídos

Autora: Cassandra Clare
Série: Os Instrumentos Mortais
Volume: 4 de 6
Editora: Galera Record
Páginas: 362

Olá pessoal, a vida tá meio corrida por aqui com trabalhos da faculdade, então as postagens diminuíram bastante, mas não se preocupem que não abandonei o blog. Essa é uma resenha mais curtinha, mas espero que gostem.

Quando comprei o box da série, havia todo um alvoroço sobre a continuação que Cassandra Clare estava trabalhando, mas por mim estava tudo ok, até porque só tinha lido o primeiro volume. Ao ler esse livro entendi porque os fãs da série estavam temerosos. 

Cidade de Vidro foi o livro que mais gostei da série, várias pontas foram amarradas, bastante coisa foi explicada e, por mim, poderia ter sido o final perfeito para a série. Eu gostei da continuação, mas ela não pareceu tão necessária assim. A história acabou deixando os personagens principais, Clary e Jace, de lado, focando mais no Simon.

Bom, Simon nunca foi meu personagem favorito nos livros. Ele sempre pareceu o garoto indefeso que precisava que todos defendessem por não ter poderes e era irritante. Nesse livro, até me surpreendi com o personagem, mas mesmo assim não senti empatia por Simon. Para quem já leu os outros livros sabe que ele se tornou um vampiro e agora tem algumas habilidades, principalmente por causa da marca de Caim que Clary fez no livro anterior. Ah, e ele também namora Izzie e Maia, ao mesmo tempo (particularmente, bem desnecessário).

Enquanto Simon está enfrentando alguns membros do submundo que ou o querem do seu lado ou o querem morto, e enrola suas duas ferozes namoradas, Jace volta a ser o depressivo que acredita colocar Clary em perigo. Já a mocinha da nossa história se torna novamente a menina chata e apaixonada do primeiro livro. Mais uma vez, a impressão que tive foi que o final de Cidade de Vidro, simplesmente não existiu e só voltamos ao início de toda a saga.

A melhor parte do livro, foi sem dúvida o novo casal que se desenvolveu: Alec e Magnus. Os dois são ótimos juntos, o melhor casal do livro, e eu amo quando os escritores preferem passar por cima dos preconceitos sociais. Os dois precisam lidar com a imortalidade de Magnus, o que acaba gerando um ciúme em Alec, mas nada que não possa ser resolvido com conversas. Os dois são lindos juntos. 

Um novo vilão surge na história, o que deu um ar mais misterioso para o enredo, mas não foi algo tão empolgante como aconteceu nos livros anteriores. A narrativa desse volume é mais calma, sem grandes acontecimentos. Isso fez com que a história perdesse um pouco o foco principal de tudo. 

Gostei do livro, mas fiquei triste pois acho que o grandioso final de Cidade de Vidro se perdeu em meio aos romances enjoativos da história. O livro não traz grandes revelações e eu realmente espero que os dois últimos volumes sejam melhores do que foi esse. Senão, mais uma vez, volto a dizer que a série deveria ter terminado em seu terceiro volume.

10 de abril de 2016

Resenha: Feita de Fumaça e Osso

Autora: Laini Taylor
Trilogia: Feita de fumaça e osso
Editora: Intrínseca
Páginas: 384

A única esperança... é a esperança. Você não precisa de amuletos para isso... está no seu coração ou em parte alguma. E em seu coração criança, ela é mais forte do que eu jamais vi.
Esse é o típico livro que encontrei na promoção e aproveitei pra comprar mesmo sem saber nada da história. Que bela surpresa! Simplesmente amei e ai, meu coração está em pedaços.

Karou, a garota dos cabelos azuis, foi criada por quimeras, seres mitológicos, com partes do corpo humanas e partes animais, e talvez um pouco estranhos. Para todos, sua família é composta por monstros e demônios, porém, para ela é tudo a mais perfeita harmonia. Ela atravessa portais misteriosos e se aventura pelo estranho e clandestino comércio, para buscar todo e qualquer tipo de dentes, isso mesmo DENTES. A vida de Karou é inusitada, ela sente que falta algo, mas mesmo assim é uma rotina plenamente normal.

O que ela não sabe, é que sua vida não passa de um segredo antigo baseado em uma guerra nos céus, que por sinal envolve o mundo por trás da loja de Brimstone, os dentes, e os colares feito deles que geram desejos a quem os possui, dos mais simples aos mais inusitados e poderosos. O cenário em que nos envolvemos é recheado de anjos e demônios, mas com uma grande originalidade, não deixando a história cair no velho clichê de que o bem destrói o mal.
Desejos são falsos. A esperança é verdadeira. A esperança faz sua própria magia.
Os anjos, serafins, o outro lado dessa história, possuem uma personalidade frígida, quase sem compaixão, enquanto os quimeras, ou os monstros da história, podem ter momentos amáveis e relacionamentos cheios de proteção. Os anjos perdem o sentido religioso durante o enredo, o que achei interessante, aqui, eles poderiam ter qualquer outra designação que ainda ficariam perfeitos na história. Os paradigmas que criamos entre bem e mal, são destruídos nesse livro, tornando a leitura diferente, o que com certeza me fez amar esse livro. Adoro um pouquinho de mistério e nessa história encontrei tudo na medida certa.

A história se passa em Praga, um cenário bem inusitado e acho que nunca citado em nenhum outro livro (não que eu tenha conhecimento pelo menos), e combinou perfeitamente com o clima de mistério que o livro precisava. Apesar de morar lá, Karou viaja para vários lugares, fala várias línguas, as quais aprendeu por meio de desejos, e conhece pessoas muito estranhas. Em uma dessas viagens, em busca de novos dentes, ela é atacada por um anjo, não entende porque, e é aí que o mistério sobre sua vida começa a se desenvolver.

Era atormentada pelo pensamento de não estar inteira. Ela não sabia o que isso significava, mas era um sentimento permanente, uma sensação parecida com a de ter esquecido alguma coisa. 
Karou é a típica personagem que não conhece nada sobre si mesma, não sabe sua história, não sabe de onde veio, não sabe porque tantos personagens a perseguem, mas não se faz de vítima por ser enganada sobre sua própria história. Ela vai atrás das pessoas que possam lhe fornecer informações, corre os riscos necessários e os enfrenta porque quer saber de si mesma e revelar seus segredos para nós. Para conhecer mais de si mesma, ela conta com a ajuda de outro personagem que primeiramente tenta matá-la. 

Além de Karou, também temos a visão do serafim Akiva, (o que a atacou), que nos revela histórias que a protagonista não pode contar pois não sabe de tudo. Quando ele nos é apresentado, parece meio confuso e misterioso, não sabendo explicar direito o porquê de estar fazendo a missão a qual foi designado. Mas através de alguns flashbacks passamos a entendê-lo e amá-lo. Akiva é um dos melhores personagens, e acompanhar sua luta contra os instintos naturais é incrível.  

Brimstone foi o personagem que mais me deixou brava pois parecia esconder as coisas de Karou de propósito, como se ela não fosse capaz de entender toda a realidade e perigo que corria. Issa, a outra quimera que vive com Karou, parecia a criatura mãe na história, pra quem se pede socorro sempre que preciso. E Zuzana, a amiga humana de Karou, é o que torna a história leve e até engraçada, adorei a construção dela.


O enredo vai se revelando aos poucos, contando os dois lados da história, o porquê de quimeras e serafins terem problemas entre si e principalmente o porquê de Brimstone usar dentes para fazer colar de desejos, o que por sinal é um fato importante para a história. Também temos a relação entre o título do livro e a história em si, o que particularmente achei fantástico, e tudo se encaixa. Para não dar spoiler, o que posso dizer é que o título é quase a chave para tudo.

Como era de se esperar, os dois protagonistas se envolvem em um romance. Quando o relacionamento começou eu criei uma serie de criticas na minha cabeça, pensando ~não, calma, façam uma pausa, tá indo rápido demais, vocês tem o que 8979437 anos de diferença~. É foi mais ou menos assim, mas enquanto fui descobrindo a história esses pensamentos foram esquecidos bem rápido. Em algumas partes até ficava com raivinha dos personagens por não estarem juntos. Pois é, rolou uma grande bipolaridade aqui.

O final do livro é surpreendente e confesso que não imaginaria nada com o que foi descrito nas últimas páginas, o que me fez amar ainda mais esse livro. Essa foi a descrição de um livro, que ao chegar no fim me deu a sensação maravilhosa de ler algo bom, que me cativou e tornou tudo tão simples como um quebra-cabeça que foi montado aos poucos.

Terminei com a sensação urgente de que precisava do segundo livro, mas me contive porque gosto de seguir a ordem das coisas. O livro é diferente, a escrita de Laini é original e além do título, a capa também faz todo o sentido para a história. Por enquanto, um dos melhores livros que li esse ano.
Esperança? A esperança pode ser uma força poderosa. Talvez não haja magia real nela, mas, quando você sabe o que mais deseja e mantém isso aceso como uma chama dentro de si, pode fazer as coisas acontecerem, quase como mágica.

21 de março de 2016

Resenha: Simplesmente Acontece

Autora: Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
Páginas: 448



Não se pode controlar as coisas que vêm do coração.

Romances. Sempre tão clichês e sempre despedaçando os corações alheios que sabem que o amor não é apenas flores e borboletas. Em Simplesmente Acontece acompanhamos Alex e Rosie, dois grandes amigos, desde os 7 anos aos mais de 50, que por armações do destino, negam para si e para o mundo o amor que sentem um pelo outro. Como o próprio nome do livro diz, as coisas simplesmente acontecem na história dos dois personagens, coisas da vida, que podem acontecer com qualquer pessoa, o que acaba impedindo os dois de ficarem juntos. 

Desde sempre Alex e Rosie são amigos. Sonharam juntos, realizaram planos juntos, entraram em encrencas juntos. Os dois conhecem um ao outro melhor do que ninguém, e o amor um pelo outro é visível, todos acreditam que eles devem ser um casal, pois são inseparáveis, mas as coisas não ocorrem no tempo que deveriam. 

Alex é o estilo de cara desleixado, que não faz longos planos, escreve errado e não tem responsabilidade nenhuma, até que em um momento resolve dar um rumo para a sua vida. Já Rosie é a garota certinha, que está sempre correndo atrás do que deseja, tem tudo planejado, mas por um deslize sua vida mudou completamente e os sonhos ficaram para outra hora. 
''Como a vida é engraçada, né? Bem na hora em que você pensa que está tudo resolvido, bem na hora em que você finalmente começar a planejar alguma coisa de verdade, se empolga e sente como se soubesse a direção em que está seguindo, o caminho muda, a sinalização muda, o vento sopra na direção contrária, o norte de repente vira sul, o leste vira oeste, e você fica perdido.''
Alex se muda para o outro lado do mundo seguindo o sonho de ser médico, e Rosie agora tem uma filha, Katie, a quem ama incondicionalmente, mas que a impede de realizar muitas coisas. Reviravoltas e mais reviravoltas do destino acontecem com os dois em função dos personagens secundários que tem um papel importante para a construção da narrativa. Brigas, segredos, casamentos, mudanças, mortes e perdão são o que constrói esse livro, tudo em volta de uma amizade enorme. 

Eu conheci a história primeiramente através do filme, e me apaixonei, mas ao ler o livro parece que as minhas expectativas foram se reduzindo. A narrativa do livro é contada através de cartas, bilhetes, e-mails, chats, mensagens no celular, cartões postais ou comemorativos, trocados por Alex e Rosie ao longo dos anos. Confesso que isso me deixou um pouco decepcionada com a história e incomodada também. Eu esperava mais, eu queria mais. Queria um certo contato real entre os personagens e não apenas por chats online. 


Quando vi o filme sentia a proximidade dos personagens, sentia a saudade que sentiam um do outro, percebia a dor de estar longe de quem se ama, mas ao ler o livro pareceu que, mesmo os personagens morando na mesma cidade, eles quase nunca conversavam pessoalmente. Existe a ajuda, os conselhos, e tudo mais, mas senti falta do contato real entre elas. As cartas puderam contar mais dos relacionamentos conturbados que tinham e da vida de Katie e Josh, filhos dos personagens, por outro lado eu ainda senti falta das coisas físicas da história, que tanto me emocionaram quando vi o filme. É acho que talvez, esse seja uns dos raros casos em que prefiro o filme ao livro. 

Eu gostei da história, mas particularmente, prefiro o romancezinho clichê em que o casal fica brigando a história inteira e então, no fim, ficam juntos e felizes. Para mim, o romance precisa desse contato físico entre os personagens, precisa de proximidade, e apesar de sentir o amor que havia entre Alex e Rosie, esse amor parecia uma ideia muito distante para os dois. Eles demoraram muito tempo para perceber o que sentiam, e foram deixando as coisas acontecerem como se adiassem algo. Tudo bem, sempre tem aquele velho ditado de que tudo tem seu tempo, mas aqui me pareceu tempo demais. 
''No começo tínhamos tanta coisa pra conversar que falávamos umas cem palavras por segundo, e mal esperávamos o outro terminar uma frase para começar outra. E demos muita risada. Rimos à beça. Então os risos terminaram e veio o silêncio. Um silêncio estranhamente confortável. Que diabos foi aquilo?''
O amor entre Rosie e Alex existia sim, mas eles nunca pareciam estar em sintonia para dizer o que sentiam. Num momento o trabalho era o foco, em outro os filhos, no outro os casamentos que iam de mal a pior, e assim por diante. O amor estava ali, senti isso enquanto lia, mas por problemas pessoais e brincadeiras do destino ele nunca era revelado. E foi assim que a narrativa foi me cansando. As chances foram passando de uma em uma, o amor foi deixado de lado por medo de dizer o que sentiam, por besteiras e contratempos. Teve momentos durante a leitura que eu pensava: por favor, sentem e resolvam isso de uma vez! Mas como todo romance, isso é coisa para os últimos segundos. 

Acredito que a autora quis mostrar que tudo tem sua hora certa para acontecer, mas que às vezes devemos aproveitar as oportunidades que temos ao longo do tempo, mesmo que não de certo no futuro. Eu gostei mais da adaptação cinematográfica, mas o livro traz pontos da história que não são retratados no cinema, e talvez isso foi o que mais me cativou na escrita, conhecer melhor os personagens, mas em questão do romance deixou um pouco a desejar. Para os apaixonados por romances clichês, esse é o livro, mas para quem, assim como eu, prefere o contato real dos personagens, talvez devesse procurar outra história. 





Esse livro faz parte do Projeto Leia Mulheres

2 de março de 2016

Resenha: A Menina Submersa - Memórias

Autora: Caitlín R. Kiernan
Editora: Darkside
Páginas: 320


Na floresta há um monstro. E coisas horríveis ele fez. Na floresta ele se esconde, e canta esta canção.

Logo que vi esse livro, pensei: eu preciso desse livro na estante e meu Deus as páginas são rosas! Sim, fui presa por essa maravilhosa edição da Darkside, que caprichou no design e não resisti à compra. A Menina Submersa é, no mínimo, um livro peculiar diferente de tudo o que já li, o que torna complicado fazer uma resenha sem confundir todo mundo. 

O livro conta a história de India Morgan Phelps, ou Imp, que assim como sua mãe e sua avó possui esquizofrenia. Imp é totalmente complicada, e para se livrar das situações de desconforto em que acredita estar, ela começa a escrever um livro sobre sua vida após encontrar uma mulher nua na beira da estrada e a levar para casa. 

Por ter uma mente incompreensível, é quase impossível confiar na narrativa da personagem. Ela nos leva a algo, a acreditar que aquilo aconteceu, mas suas crises atrapalham nosso julgamento da história. Muitas vezes me peguei mais confusa do que a própria personagem, reli trechos e, ainda assim, não sabia o que era real ou não durante toda a narrativa.
Fantasmas são essas lembranças fortes demais para serem esquecidas, ecoando ao longo dos anos e se recusando a serem apagadas pelo tempo.
A história toda se baseia na mente perdida de nossa personagem, que em meio a lobos, fantasmas e sereias, não consegue decidir qual dessas partes foram reais em sua vida. A história nos faz buscar um fantasma que talvez só exista na cabeça da personagem. O livro não possui uma ordem cronológica de acontecimentos, o que retrata perfeitamente a falta de memória de Imp. Em algum momento estamos lendo sobre determinada coisa, dois parágrafos depois já nos perdemos em meio as informações confusas de nossa protagonista.

Imp não consegue organizar seus pensamentos, não consegue decidir o que viveu de verdade e o que foi imaginação, se confunde e se perde no meio de suas explicações e histórias, e isso, nos faz entrar plenamente na cabeça dela. Assim como ela, não conseguimos compreender nada do que acontece a sua volta, nos perdemos nas informações, relembramos, e achamos que entendemos. Tudo muito confuso. Acredito que a intenção da autora foi justamente essa: nos fazer entrar na mente da personagem e perceber que assim como ela, não sabemos nada.

A falta de ordem na narrativa é o ponto principal do livro, pois assim tentamos entender o que se passa na mente de Imp, e notamos que talvez estamos loucos que nem ela. Achei sensacional. Às vezes ela narra algo que aconteceu, mas se perde em meio às informações, às vezes nos fala sobre algo que ainda vai acontecer, às vezes retorna a eventos que já nos contou anteriormente, mas que precisa dar mais informações sobre eles, e às vezes fala de si mesma em terceira pessoa, nos deixando perdidos. É realmente confuso, mas ao mesmo tempo incrível.


Outro ponto forte no livro é o fato de Imp ter um relacionamento com outra mulher, deixando de lado todos os preconceitos e padrões estipulados por nossa sociedade. Aqui, o relacionamento das duas é lindo e de plena confiança. Abalyn aguenta todas as loucuras de Imp, a ajuda em momentos difíceis e continua a seu lado apesar de todos os dramas que encaram. 

Assim como Abby é o alicerce de Imp, o que a mantém pensando claramente, seu porto seguro da lucidez, Eva Caning é a ruína, a decadência, de nossa personagem. Eva é todos os personagens das histórias de Imp, ela é mulher, sereia, lobo, fantasma, a catástrofe que rói todos os sentidos e claridade de Imp. A cada nova página, parece que Eva tenta controlar e destruir tudo em Imp, e Abby participa de uma luta invisível para salvá-la de seus próprios pensamentos.

O livro é cheio de metáforas, às vezes sem noção, que parecem não ter sentido para a história, por isso deve ser lido com atenção, mesmo que tudo pareça não fazer sentido algum. Eu adorei o livro, mas terminei sem saber se tinha entendido tudo. Na minha opinião, essa foi a intenção da autora, nos confundir, transmitir um turbilhão de informações e nos deixar em duvida se entendemos a história de Imp. 

A sensação que tive, ao terminar a história, é que estava tão perdida quanto a personagem, mas tudo bem, porque era exatamente isso que deveríamos sentir. A história não precisava de uma resposta, não precisava de uma conclusão. A autora quis mesmo que imaginássemos tudo aquilo e decidíssemos por nós mesmos o que era real ou não. Talvez tudo seja real, talvez tudo seja parte da doença, talvez vocês também estejam se confundindo agora.


A psicologia envolvida no livro é muito forte, quem sabe a falta de remédios da nossa personagem seja o que desencadeou toda a história, ou todo o drama vivido, ou ainda a pressão de saber que possui os genes da esquizofrenia que sua mãe possuía. A história é complexa, ficamos cercados por imensos dilemas mentais da personagem, medos, angústias, falta de realidade e um terror psicológico que nos envolve também. Mas, justamente por ser tão confusa, ela se torna boa, contudo é preciso ter paciência, e TENTAR entender os dramas de Imp, talvez sem conseguir.

Leia o livro, tente entender o cenário denso e um tanto lento dele, mas aceite caso não consiga compreender a mente perturbada de Imp, as coisas são assim mesmo.


Esse foi o primeiro livro lido para o projeto Leia Mulheres que está sendo desenvolvido aqui no blog
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