Série: Instrumentos Mortais
Volume: 3 de 6
Editora: Galera Record
Páginas: 474
Terceiro livro da Série Instrumentos Mortais e posso dizer que esse foi o que mais gostei. Não tem como fazer essa resenha sem dar spoiler dos outros dois livros então se você não leu nenhum, PARE AQUI! Caso leu e queira conferir as outras resenhas clique aqui e aqui.
Finalmente, nesse livro, tudo é explicado. Pelo menos uma grande parcela que já me deixou muito feliz! A história conta aos poucos cada mistério não explicado nos primeiros volumes e isso, definitivamente, tornou o livro bem envolvente. Poderia ter lido bem rápido, mas os trabalhos de faculdade estão sempre atrapalhando minha vida de leitora.
Enfim, vamos a resenha né?
Depois do ataque ao navio de Valentim e da destruição do mesmo, a clave convoca os Lightwood à Idris (Cidade de Vidro), a capital dos Caçadores de Sombras, em Alicante, para um tipo de assembleia entre os Caçadores mais antigos que decidirão o que fazer para deter Valentim que agora procura pelo terceiro Instrumento Mortal, o Espelho. Todos sabem que esse terceiro item está em Idris, mas ninguém sabe exatamente aonde, por isso não podem prever o próximo ataque do vilão.
Às vezes as plantas doentes precisam ser cortadas para preservar o jardim – disse Valentim – e se todas estão doentes... a escolha é de vocês.
Jace também foi convocado, mas querendo bancar o irmão protetor, tenta impedir de todas as formas que Clary vá com eles. Mas vocês já conhecem a personagem não é? Ela é insistente e não desiste nunca, portanto é claro que ela dá um jeito de ir para Idris mesmo sem o consentimento do irmão. Clary e Jace são teimosos ao extremo e, na maioria das vezes, fazem as coisas por si sem pensar nas consequências disso para os outros, e, quando alguém tenta impedir, vocês sabem que ninguém consegue. Dessa vez não foi diferente.
As pessoas não nascem boas ou ruins. Talvez nasçam com tendências a um caminho ou outro, mas é a maneira como se vive a vida que importa. E as pessoas que conhecemos.
O motivo de Clary querer ir para Alicante é procurar o mago que pode tirar sua mãe do coma que ainda se encontra. Jace mente o horário que eles iriam atravessar o portal, um ataque acontece e todos acabam atravessando o portal mais rápido, levando Simon junto para evitar sua morte, o que gera um grande problema, pois Idris não permite a entrada de membros do Submundo.
Após perder o primeiro portal e descobrir sobre a mentira de Jace e o ataque, Clary um pouco ‘possuída’ pela raiva, cria um novo portal utilizando suas habilidades de criar novos símbolos. Luke tenta impedi-la, mas os dois acabam parando no Lago Lyn, próximo a Idris, infringindo a lei de entrar na cidade sem o consentimento da clave. Depois de uma longa caminhada os dois chegam a casa, ADIVINHEM, da Irmã de Luke (aiai Cassandra, muitas revelações) e bom, a teimosia de Clary continua e é por isso que sai a procura do irmão.
Depois de todo um drama entre eles, Clary conhece Sebastian e sente uma estranha sensação de reconhecimento. Esse novo personagem é fundamental para toda a trama, para explicar todas as peças que faltavam nos dois primeiros livros. Sebastian é a chave de tudo!
Fraqueza e corrupção não estão no mundo. Estão nas pessoas. O mundo só precisa de boas pessoas para equilibrar. E você está planejando matar todas elas.
Novos personagens surgem, a clave está muito mais presente nesse livro, assim como os membros do Submundo, o que, particularmente, adorei. Os personagens cresceram bastante nesse livro. Clary deixou de ser a menina protegida por todos, que era bem clichê nos outros livros, e se tornou determinada a salvar a mãe, lutar contra Valentim, e descobrir os mistérios de sua vida.
Jace teve uma narrativa incrível nesse volume, lutar contra o amor que sentia pela irmã, lutar contra o exército de demônios de Valentim e ainda lutar contra seu próprio passado que não podia controlar, ate então desconhecido para todos. Simon também ganhou pontos extras nesse livro. Apesar de ficar grande parte do enredo preso em uma cela, eu gostei mais dele, pelo simples fato de que ele não ficou colocando uma pressão em Clary para fazê-la gostar dele.
Não é como se eu tivesse uma escolha — Simon falou — e não é como eu não soubesse. Você só pode empurrar a verdade para baixo durante algum tempo, e então ela vêm à tona. O meu erro foi não te dizer o que estava acontecendo comigo, não te contar sobre meus sonhos. Mas eu não me arrependo de ter namorado você. Estou feliz por tentarmos. E eu amo você por tentar, mesmo que isso nunca fosse funcionar.
Os Lightwood também ganharam bastante destaque. Isabelle está mais forte, Alec e Magnus Bane criam um novo romance ‘proibido’, que depois vira tão awn que ai gente apaixonada pelos dois. O livro é carregado por emoções, batalhas, perdas, traições, e como nos outros, muitas e muitas surpresas reveladas a cada dialogo que por sinal estavam ótimos nesse livro.
O ataque acontece, o novo símbolo junta Caçadores e membros do Submundo, os demônios estão por todos os lados; O terceiro Instrumento Mortal é descoberto, O Anjo é invocado, e o pedido é feito. Tenho que dizer pra vocês que essa cena foi ó: demais!
Cassandra mais uma vez conseguiu envolver os leitores em uma rede de mistérios que estava ansiosa para desvendar. Todos os enigmas iniciados em Cidade dos Ossos terminam em Cidade de Vidro, mas com certeza, a autora criará mais e mais mistérios para descobrirmos nos próximos livros e espero que sejam tão bons quanto esse.
E agora um spoiler de comemoração, se não leu o livro, não continue!