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15 de junho de 2015

Estante Indicativa: Hostages


Comecei a ver a série há bastante tempo, mas nunca me empolguei a terminar. Esse ano com minha lista intermináveis de séries resolvi que ia terminar todas independentemente de ter sido cancelada ou não. E eis que na minha lista surgiu Hostages, a qual havia visto só 5 episódios. 

Iniciada em 2013 na CBS, a história gira em torno da cirurgiã Ellen Sanders e sua família que, como o nome já diz, se tornam reféns do agente do FBI Duncan Carlisle e seus comparsas. O motivo disso? Ellen vai realizar uma cirurgia no presidente dos Estados Unidos e o estranho grupo que invade sua casa quer obriga-la a matá-lo. Caso contrário, matarão sua família. 

O drama se estende por uma temporada de 15 episódios, como uma minissérie, que em determinadas situações torna-se arrastada. Devido aos dramas pessoais de cada personagem o enredo acaba perdendo o verdadeiro foco. Parece que a sobrevivência de cada um se sobrepõe ao motivo principal de estarem fazendo tudo isso: matar o presidente. 

A tensão que devia estar presente por causa do sequestro quase não existe, seja por falta de interpretação dos personagens ou por qualquer outra coisa, o medo não está ali. A sensação que o seriado passa é que todos estão completamente seguros mesmo com armas apontadas em suas caras.


Apesar disso, a apresentação dos personagens é forte. Cada um possui uma história de vida paralela aos acontecimentos. Cada sequestrador tem um motivo para estar fazendo aquilo, seja salvar a família, seja conseguir dinheiro, seja por amizade. Cada alvo tem um motivo diferente para acreditar/colaborar, ou não, com a situação em que se encontram. Cada um tem um ponto de vista e todos são muito bem apresentados, mas isso torna-se um problema tirando o foco da trama. 

O que pareceu para mim, é que a narrativa tentava mostrar que todos carregam um lado bom em si, vitimas e vilões, que tudo tem um porquê, como se nem tudo fosse o que parece. E é assim que funciona, com fins justificando meios e mais uma vez eu odiando os personagens que tentavam fazer o certo e torcendo pelos ‘errados’. 

A história até teria um potencial para ser boa, mas por se basear em apenas dois fatos, a morte do presidente e a sobrevivência de cada personagem, acaba se tornando óbvia e, até mesmo, maçante para os espectadores. A ação surge, mas é logo resolvida por algum personagem sem muita emoção, e vamos combinar que isso cansa né? 

Na época em que estava no ar, foi considerada uma renovação para a segunda temporada, mas pela baixa audiência e escassez de enredo, a ideia foi desconsiderada. Não tinha uma história para se desenvolver em mais temporadas e, talvez, esse seja o motivo que muitos prefiram não assisti-la; não os julgo, a história não é brilhante, nem perto disso, é apenas a história de duas famílias que acabam se cruzando, tentando sobreviver em meio a comandos superiores. E para sobreviver, uma precisa da outra mesmo que não seja uma escolha fácil. 

O enredo é aceitável, bom em alguns momentos, óbvio em outros, mas a falta de ação e adrenalina que esse tipo de série devia passar deixou a desejar. Os atores também são bons, mas parece que não se encaixaram direito nos papeis destinados e não demonstram tudo que a cena quer. Enfim, não é uma série maravilhosa, não passa nem perto, mas quem sabe você queira arriscar e descobrir se sua opinião é diferente da minha.


25 de março de 2015

Estante Indicativa: Saco de Ossos


Bag of Bones, ou Saco de Ossos em português, é uma minissérie baseada na obra homogênea de Stephen King, dividida em apenas dois episódios. Pra quem quer conhecer algumas das adaptações do mestre do terror essa minissérie pode ser o primeiro passo. 

A narrativa conta sobre Mike Noonan, um escritor que sofre há quatro anos a perda de sua esposa Jo, para tentar eliminar essa falta ele resolve retornar à antiga casa herdade de seu avô, que eles mantinham, fãs de SK adivinhem onde? Exatamente, no Maine. Antes de sua esposa morrer ele era um dos autores reconhecidos pelo New York Times, mas vê sua vida mudar de uma forma repentina com o trágico acidente que matou sua mulher. 

O escritor passa a tentar conectar-se de todas as maneiras com Jo para suprir a saudade que sente e recuperar sua criatividade que está afetada pelos diversos acontecimentos. Nada de projetos, nada de livros, nada escrito em nenhuma das folhas, um total espaço em branco e um imenso bloqueio criativo, até que eventos sobrenaturais começam a acontecer. Mike tem horríveis pesadelos com o lago que está na propriedade de sua casa e de uma maneira inexplicável ele consegue estabelecer um tipo de contato do além com sua esposa já falecida. 
Você está aí?
Um pra sim.
Dois pra não.
Mas o que ninguém esperava era que outra entidade também estivesse se comunicando com Mike e bloqueando a ajuda que sua esposa estava tentando promover. Com essas turbulências de pensamentos, ao dar uma volta pela pequena cidade, Mike conhece Kyra e sua mãe Mattie que estão em uma situação complicada referente à guarda da criança, já que o avô da garotinha está tentando tomá-la da mãe. Ao conhecer melhor sobre a situação da mãe e filha e tentar ajudá-las, Mike descobre que nada na sua vida é uma mera coincidência e as poucos com a ajuda de Mattie começa a encaixar as peça que não envolve só a si mesmo, mas também a família que acabou de conhecer. 

Inicialmente eu fiquei curiosa pela minissérie logo que li o título, mas o que chama mais a atenção é a menina imersa em água que está presente na capa tanto do livro (que ainda não li) como da série. E bom, depois que descobri que era uma adaptação de SK pensei “eu preciso ver” e foi assim que descobri todo o mistério que envolve o título e a menina da capa em uma coisa só. 


Como já falei, ainda não li o livro, mas na adaptação já conseguimos perceber o jeito King de fazer as coisas. No início, ou melhor dizendo, no primeiro episódio, a história retrata apenas o cotidiano de uma pequena cidade e os problemas pessoais de cada personagem da narrativa, contudo cheio de detalhes que requer bastante atenção do espectador. A série deixa as informações um pouco no ar, e além de atenção necessita de paciência para descobrir os mistérios, então se você espera algo agitado desde o início essa minissérie não é pra você. 

O crescimento emocional de Mike foi sensacional, passando de um processo turbulento, nostálgico e confuso a uma mente determinada a descobrir o mistério que não envolve só a si mesmo e a como sobreviver a ele. O modo como as coisas foram resolvidas me deixaram empolgadas e estava naquele estilo de sentar na beira do sofá pra acompanhar mais de perto os acontecimentos.

Gostei do enredo, do cenário e da construção dos personagens que como sempre SK faz minuciosamente bem. Pra quem curte um terror/suspense Saco de Ossos é super recomendada apesar de alguns dizerem que não foi a melhor adaptação das obras de King. Agora, assista e Cale-se, saco de ossos! 

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