Comecei a ver a série há bastante tempo, mas nunca me empolguei a terminar. Esse ano com minha lista intermináveis de séries resolvi que ia terminar todas independentemente de ter sido cancelada ou não. E eis que na minha lista surgiu Hostages, a qual havia visto só 5 episódios.
Iniciada em 2013 na CBS, a história gira em torno da cirurgiã Ellen Sanders e sua família que, como o nome já diz, se tornam reféns do agente do FBI Duncan Carlisle e seus comparsas. O motivo disso? Ellen vai realizar uma cirurgia no presidente dos Estados Unidos e o estranho grupo que invade sua casa quer obriga-la a matá-lo. Caso contrário, matarão sua família.
O drama se estende por uma temporada de 15 episódios, como uma minissérie, que em determinadas situações torna-se arrastada. Devido aos dramas pessoais de cada personagem o enredo acaba perdendo o verdadeiro foco. Parece que a sobrevivência de cada um se sobrepõe ao motivo principal de estarem fazendo tudo isso: matar o presidente.
A tensão que devia estar presente por causa do sequestro quase não existe, seja por falta de interpretação dos personagens ou por qualquer outra coisa, o medo não está ali. A sensação que o seriado passa é que todos estão completamente seguros mesmo com armas apontadas em suas caras.
Apesar disso, a apresentação dos personagens é forte. Cada um possui uma história de vida paralela aos acontecimentos. Cada sequestrador tem um motivo para estar fazendo aquilo, seja salvar a família, seja conseguir dinheiro, seja por amizade. Cada alvo tem um motivo diferente para acreditar/colaborar, ou não, com a situação em que se encontram. Cada um tem um ponto de vista e todos são muito bem apresentados, mas isso torna-se um problema tirando o foco da trama.
O que pareceu para mim, é que a narrativa tentava mostrar que todos carregam um lado bom em si, vitimas e vilões, que tudo tem um porquê, como se nem tudo fosse o que parece. E é assim que funciona, com fins justificando meios e mais uma vez eu odiando os personagens que tentavam fazer o certo e torcendo pelos ‘errados’.
A história até teria um potencial para ser boa, mas por se basear em apenas dois fatos, a morte do presidente e a sobrevivência de cada personagem, acaba se tornando óbvia e, até mesmo, maçante para os espectadores. A ação surge, mas é logo resolvida por algum personagem sem muita emoção, e vamos combinar que isso cansa né?
Na época em que estava no ar, foi considerada uma renovação para a segunda temporada, mas pela baixa audiência e escassez de enredo, a ideia foi desconsiderada. Não tinha uma história para se desenvolver em mais temporadas e, talvez, esse seja o motivo que muitos prefiram não assisti-la; não os julgo, a história não é brilhante, nem perto disso, é apenas a história de duas famílias que acabam se cruzando, tentando sobreviver em meio a comandos superiores. E para sobreviver, uma precisa da outra mesmo que não seja uma escolha fácil.
O enredo é aceitável, bom em alguns momentos, óbvio em outros, mas a falta de ação e adrenalina que esse tipo de série devia passar deixou a desejar. Os atores também são bons, mas parece que não se encaixaram direito nos papeis destinados e não demonstram tudo que a cena quer. Enfim, não é uma série maravilhosa, não passa nem perto, mas quem sabe você queira arriscar e descobrir se sua opinião é diferente da minha.





