A série conta a história dos moradores de uma pequena cidade do Maine, (pra dar uma variada), chamada Chester's Mill, em que subitamente surge um campo de força invisível e indestrutível ao redor de toda a cidade. Os moradores ficam presos sob uma redoma, sem nenhuma possibilidade de contato com o mundo externo. O governo e o exército tentam destruir o domo, mas como nada funciona eles desistem, deixando os habitantes da pequena cidade por sua própria conta.
Nada entra, nada sai, nada atinge, nada destrói a redoma. Todos precisam se unir para manter a ordem do local, contudo alguns moradores não lidam muito bem com a atual situação e acabam gerando e sofrendo consequências que afetam a toda a população. Eles não fazem a mínima ideia de como fugir dessa situação, e precisam aprender um jeito de viver dentro do confinamento.
A primeira temporada se focou mais nas histórias de cada personagem, seus envolvimentos, segredos e o porquê de estarem ali. Já na segunda parte, coisas sobrenaturais e estranhas começam a acontecer dando um maior destaque para a redoma. A relação dos personagens, o drama psicológico intenso, a reação a cada novo acontecimento e o medo, me ganharam sem mais nem menos.
O caos toma conta da cidade enquanto os moradores buscam uma forma de sobreviver com a escassez de comida e a água. Todos buscam por respostas, mas ninguém é capaz de dá-las. As lutas pelo poder tomam conta de vários personagens e, várias vezes, ficamos sem saber quem é o mocinho e quem é o bandido dentro da história.
Dale Barbara ou Barbie, um ex veterano de guerra, e Julia Shumway, uma jornalista local, tentam combater as decisões erradas do vereador da cidade, Big Jim Rennie. Para Jim, a decisão mais fácil é acabar com os problemas, eliminar as pessoas que causam transtornos à cidade, tudo pra se manter no poder. A matança não para, e cada morte reflete na redoma que parece funcionar conforme os conflitos internos entre os personagens.
Os mistérios da redoma só aumentam, e a cada episódio queremos saber o porquê dela estar ali, qual a relação de alguns personagens com ela e porque eles foram escolhidos pela parede de vidro para tentar resolver o problema. Quatro personagens se tornam a fonte de explicações, e para muitos, eles são os culpados pela situação da cidade. Apesar das acusações eles precisam defender a redoma e proteger a sua fonte de energia para manter todos seguros.
As tensões aumentam, assim como os problemas e conflitos. A relação entre os personagens só piora e é normal que uns fiquem contra os outros. Ameaças, mortes e muitos segredos envolvem a cidade em um clima de crise. Os poucos policiais que sobraram não conseguem controlar a ferocidade da população e cada vez mais, a situação dentro da redoma piora e, por mais incrível que pareça, a redoma responde a esses acontecimentos.
A terceira temporada começou a dar umas viajadas no rumo final da história. Acredito que com a pressa de acabar a série, os produtores cortaram informações importantes e apressaram os acontecimentos. Eu fiquei meio perdida tentando entender quem era o responsável pela redoma. O governo, extraterrestres, cientistas, uma junção de tudo isso? Qualquer resposta parece certa considerando os acontecimentos dentro do domo.
“Quero que eles fiquem fascinados pelas situações. Eu amo histórias sobre pessoas comuns em situações extraordinárias; [amo] ver como algumas pessoas vão superar aquilo e como outras vão sucumbir”. Stephen King sobre a série
Já ouvi alguém falar que Stephen King não sabe criar finais, e talvez nessa história, se os produtores seguiram a lógica do livro, o final não ficou lá grande coisa não. Era conflito pra tudo quanto é lado, e muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, como se precisassem acabar logo com a história. Contudo gostei da série, e o final, com certeza, me deixou curiosa e com desejo de mais, e ficou no ar aquela sensação de “será que isso vai acontecer?”. Acredito que a história conseguiu representar o que o autor queria: pessoas comuns em situações extremas.




