20 de março de 2015

Resenha: A hora do Vampiro

Autor: Stephen King
Editora: Objetiva
Páginas: 319


Quando as sombras do pavor encobrem a cidade é chegada A HORA DO VAMPIRO! 


Esse é mais um livro do ilustríssimo SK que tenho o prazer de ler, e posso dizer que assim como o primeiro é muito bom, estou apaixonada pela escrita de King, que esta honrando seu sobrenome em todos os livros que leio. Já havia visto o filme baseado na história, mas ler dá outro ponto de vista, até porque livros têm bem mais detalhes que as adaptações. 

A história se passa na pequena cidade fictícia de Jurasalém’s Lot, como sempre no Maine, apelidada carinhosamente pelos moradores como Salem’s Lot. A história, no início, vai contando a vida dos moradores da cidadezinha, seus segredos, suas rotinas de trabalho e pessoais, como uma forma de apresentação dos moradores, mas ao longo de seu desenvolvimento os mistérios começam a surgir. 
 “Se ele sabia o que era morte? Claro. Era quando os monstros te pegavam.”
O protagonista do enredo é Ben Mears, um escritor um tanto desconhecido, que retorna a cidade para encarar e superar seus medos de quando era criança. Para isso ele resolve escrever um livro sobre a Mansão Marsten, citada no livro muitas vezes como os olhos que observam a cidade, que o assombra há anos por causa de uma experiência, nada agradável, de infância. Mas ao chegar em Salem’s Lot descobre que a Mansão, onde pretendia se abrigar, foi comprada por dois senhores, Straker e Barlow, e é aí que o suspense do livro começa.

Estranhos desaparecimentos e mortes começam a acontecer na cidadezinha, o que não é comum para os moradores. Dois fatos são associados a essas duas coisas: a chegada do escritor com seu interesse pela Mansão, e a compra da mesma que já possuía um histórico de assassinatos e suicídios. 

A suspeita de que algo sobrenatural esta acontecendo na cidade cresce, e depois de algumas investigações, um grupo de pessoas tenta descobrir se os boatos de que existem vampiros em Salem’s é real ou apensas projeções de suas mentes com medo. Entre esse grupo estão o escritor, sua namorada Susan Nortan, o padre Callahan com sua fé insegura, o corajoso médico Jimmy Cody, e o garotinho apaixonado por monstros, Mark Petrie. Todos vão em busca de uma forma de se livrar do assassino que ronda a, até então, pacata cidadezinha.

Com a escrita sensacional, King consegue nos fazer sentir as emoções dos personagens, o que é muito bom. Em várias partes do livro você consegue sentir o medo de ter alguém te seguindo ou medo de pisar em algo que faça barulho e de ver o que tem atrás das portas. É fácil sentir o pânico dos personagens, a adrenalina que eles têm a cada de cena descrita. 
Chegou ao alto e se virou em silêncio para o corredor. A porta do quarto de hóspedes estava aberta. Ele a deixara fechada. Do andar de baixo, vinha o som constante da voz de Susan. Andando com cautela para não fazer barulho, ele foi até a porta e parou diante dela. A base de todos os medos humanos, pensou ele. Uma porta entreaberta.
A narrativa é bastante descritiva, cheia de detalhes, até o nome da cidade tem um motivo que é explicado aos leitores ao longo da leitura. A importância dos personagens é grande, mesmo aqueles que ficam em segundo plano, ou aqueles que não são humanos, como o caso do cachorro que é encontrado morto no portão do cemitério. Você pode achar que a descrição dele é inútil para a história mas ao seguir a narrativa percebe que até a cor do cachorro faz todo o sentido de estar ali. Não li o Drácula, mas muitos comparam a descrição da criatura maligna e sombria com ele, até o próprio autor que deixa na história algumas frases que se referem à narrativa criada anteriormente por Bram Stoker.

Outra parte importante descrita na história é o modo como os vampiros são ‘derrotados’ que esta ligada inteiramente a religião, mas não aos símbolos em si. No livro você pode ter a cruz para espantar os ‘vilões’ mas se você não tem fé que ela funcione de verdade, e tenha poder de combatê-los ela não vai passar de um pedaço de madeira.

Fonte: Psychobooks

O título é um baita spoiler para quem ainda não sabe nada da história, mas como já sabia o enredo da trama, não mudou nada. O livro foi relançado com o título de ‘Salem, pela Suma de Letras, com uma nova capa e tradução, mas o spoiler continua lá com a frase ‘ lançado anteriormente como A hora do Vampiro’, mas acredito que isso não interfira na narrativa e nem no desenvolvimento da história que é realmente muito boa.

COPYRIGHT © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS | O ARMAZÉM DE IDEIAS - 2015
Design, Ilustrações e Desenvolvimento: