7 de janeiro de 2015

Resenha: O Pequeno Príncipe

Autor: Antoine de Saint-Exupéri
Editora: Agir
Páginas: 94

Fazia muito tempo que queria ler O Pequeno Príncipe, já que tinha visto muitas frases dele por aí, mas na hora de comprar outros sempre se sobressaíam e eu acabava deixando ele de lado de novo, (se arrependimento matasse hem). Mas uma pessoa maravilhosa resolveu me presentear com ele e olha, foi um ótimo presente. 

Não sei como definir esse livro, eu queria marcar cada trecho dele, cada parte que trazia uma mensagem de vida legal e cada frase que mostrava um pouco de amor do mundo. Obviamente que não pude fazer isso, senão acabaria saindo com um livro todo rabiscado e detonado, por isso, me contive bastante. Mas não tem como fazer uma resenha sem as frases do livro.
“As pessoa grande não compreendem nada sozinhas, e é cansativo para as crianças estar a toda hora explicando [...]Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!”
É um livro para crianças, é um livro para adultos, um livro para qualquer idade. Um piloto com um avião caído no deserto que encontra uma criança peculiar e eis aí sua trama magnífica. É um livro sobre uma criança e um adulto e são as suas expressões e pensamentos sobre o mundo que diferem um do outro. 
“As pessoas veem estrelas de maneiras diferentes. Para aquelas que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para os sábios, elas são problemas. Para o empresário, são ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu, porém, terás estrelas como ninguém nunca as teve”
As ideias do piloto são expressadas através de dois desenhos. As ideias do pequeno príncipe através de falas incríveis. Um menino misterioso e educado, que ensina o piloto a ter uma nova e melhor visão sobre o mundo.

O livro mostra que levamos em nossas vidas, um pouco do que vemos, aprendemos, sonhamos e também das pessoas que convivem conosco. Como aquela frase “Cada um que passa deixa um pouco de si, e leva um pouco de nós.” E é mais ou menos nesse sentido que a raposa e o pequeno príncipe tem mais um diálogo incrível, que representa o que cada pessoa significa pra nós. 
“Tu não és para mim senão uma pessoa inteiramente igual a cem mil outras pessoas. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo [...] Eis o meu segredo: É muito simples. Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.”
Vários personagens surgem durante a trajetória do pequeno príncipe, e apesar das descrições mais leves, se assemelham muito a personagens reais, que convivemos no nosso mundo. Os ensinamentos, a falta de tempo, o vicio no trabalho, o certo e o errado, amizade e o amor, são retratados de uma forma tão simples e tem um peso tão grande que chega a ser inexplicável.  
"É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou. Desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim, um recomeço.”
O livro é maravilhoso assim como todas as passagens que nos mostra. É meio impossível fazer uma resenha sobre ele, só lendo pra saber. Se você ainda não leu, saiba que deveria E MUITO, quem sabe ele te ajude a descobrir que você é você. Pessoas, sentimentos, vivências: tudo te representa, é a sua história, é quem torna você no que é.
“Tu julgarás a ti mesmo – respondeu o rei. – É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio.”


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