27 de julho de 2015

Sessão Pipoca: Sniper Americano

Gênero: Biografia, Drama, Guerra
Direção: Clint Eastwood
Duração: 2h12min
Ano: 2015

Na época do Oscar, tentei ver todos os filmes indicados, mas alguns ainda foram deixados de lado, não por falta de interesse, mas sim falta de tempo. Sniper Americano foi um deles, então pra abrir esse novo “quadro” aqui no blog, começarei com ele. (Talvez, filmes assistidos há mais tempo apareçam aqui em breve).

Bom, o filme conta a história real do atirador que foi considerado uma lenda na marinha dos Estados Unidos na Guerra do Iraque, Chris Kyle (interpretado por Bradley Cooper). Ele acertou alvos a distancias surpreendentes, matando, nas quatro expedições de guerra, mais de 150 pessoas.

A adaptação do livro autobiográfico, liberado pela marinha americana, tenta mostrar que Chris fazia de tudo para salvar a vida de seus companheiros, sendo considerado, muitas vezes, como um herói. Para Chris a defesa do país era algo primordial, e em todo o filme isso é altamente valorizado, mostrando que para ele a guerra era quase mais importante do que sua família; na cabeça dele defender a pátria era manter sua família segura mesmo que não estivesse por perto.


A tensão ocorre em todo o filme, tanto para Kyle quanto para sua esposa (interpretada por Sienna Miller). O enredo possui algumas cenas fortes e uma decisão errada pode acarretar em consequências ruins para todos. Chris precisava ter uma boa interpretação das pessoas, saber em quem atirar e tomar a decisão correta, pois ninguém poderia opinar em suas escolhas. Esse é um fardo que aparece em toda a história, parecendo revelar um peso enorme cada vez que Kyle apertava o gatilho.

Muitas cenas no filme mostram que a realidade da guerra não se desligava totalmente dos pensamentos do protagonista. Ele ouvia tiros, explosões (mesmo que só na sua imaginação) e acabava tendo atitudes inapropriadas quando estava em casa, deixando sua esposa preocupada.


Após um ataque inimigo que quase acatou em sua morte, Chris resolve voltar para casa, contudo a guerra parece não sair de sua cabeça. Sua esposa e seus filhos são deixados um pouco de lado logo no início de sua volta, mas com o tempo ele começa a visitar antigos veteranos de guerra, e as coisas melhoram. Chris quer ajudar esses veteranos, pois estar com eles o ajudava a acalmar a mente.

O que Chris não esperava era que poderia ser morto por um ex-veterano que tentava ajudar. A lenda da marinha se tornou uma celebridade nos EUA, seja como herói ou como assassino de sangue frio, e diversas homenagens, mostradas no final do filme, foram prestadas em sua morte. O ex-veterano que o assassinou foi condenado à prisão perpetua sem possibilidade de liberdade condicional.


Não sou uma crítica de cinema, mas considerei a atuação dos protagonistas muito adequadas com o papel que estavam desempenhando. Achei que o filme traz um forte e um tanto exagerado patriotismo, mas não deixa de ser uma história boa. Ele ganhou o Oscar de melhor edição de som 2015 e para quem curte histórias de guerra esse é um ótimo filme para ver.
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