Trilogia: O teste
Volume: 1 de 3
Editora: Única
Páginas: 320
Mais uma distopia entrou para a lista de “ok preciso ler o resto”. Esse é o primeiro volume da trilogia e conforme ia lendo notei várias semelhanças com outras distopias, principalmente Jogos Vorazes, mas apesar disso consegui aproveitar a história.
A história é sobre a jovem Malencia Vale, ou Cia. Ela vive na pequena colônia Cinco Lagos, em um cenário pós guerra, o mundo foi todo devastado nos Sete Estágios da Guerra (que podia ter sido mais explorado), apenas poucos sobreviventes restaram e esses acabaram formando suas próprias colônias tentando reestruturar a vida. A “capital”, Tosu City, seleciona todo ano os melhores alunos de cada colônia para fazer as provas do Teste, quem passar por essas provas consegue uma vaga para a faculdade. O sonho de Cia era ser uma das escolhidas e ok, tudo certo né? Errado!
Fazia 10 anos que ninguém da Colônia Cinco Lagos era escolhido para o Teste, mas após a formatura da turma de Cia, ela e mais 3 jovens foram selecionados. Antes de partir para a capital, seu pai lhe alerta para tomar cuidado, pois acredita que todas as suas lembranças sobre os dias de teste foram apagadas. Como um último conselho ele apenas diz: NÃO CONFIE EM NINGUÉM.
Após chegar a cidade central, a protagonista começa a perceber que o Teste não é apenas o que parece e que há muitas coisas por trás dos rostos simpáticos de Tosu City. As palavras ditas por seu pai começam a fazer um pouco mais de sentido, mas ela não segue totalmente o último conselho que lhe foi dado e acaba revelando o que sabe para seu amigo de infância, Thomas, que também foi selecionado.
Na escola, aprendemos que, há noventa anos, Tosu City foi criada como o primeiro sinal tangível de que as pessoas haviam sobrevivido aos Sete Estágios da Guerra - os Quatro Estágios de destruição que os humanos lançaram uns sobre os outros, então os Três Estágios subsequentes - em que a terra lutou de volta.
O Teste foi criado para formar lideres que saibam lidar com a pressão e as consequências de seus atos, sejam elas boas ou ruins. Ele consiste em 4 partes: provas, exames de aptidão, habilidade para trabalhar em equipe e habilidade de liderança ao tomar decisões. Parece simples não é? Mas em Tosu City, nada é o que parece. A primeira fase é tranquila, provas sobre conhecimentos gerais são aplicadas e tudo parece sob controle. Contudo a pressão começa a cair sobre os candidatos e dúvidas sobre o que acontece com quem é eliminado surgem a cada instante.
A partir da segunda fase as coisas começam a piorar e os conselhos do pai de Cia começam a vir toda hora à mente da garota. Os candidatos são testados de forma cruel, opressora e brutal, mostrando que a vida de qualquer um ali não tem valor para os oficiais de Tosu City. Qualquer sinal de fraqueza pode gerar uma eliminação, não só do Teste, mas de tudo; A diferença entre amigos e inimigos são quase nulas; E um passo em falso pode custar a vida do participante.
Mas desistir é a última coisa que eu faria. Não depois de tudo o que testemunhamos e as coisas que fomos forçados a fazer. Desistir seria como admitir que nada importou.
Depois da segunda fase do teste a leitura rendeu e me agradou bastante. O livro traz bastante questionamentos do que é ser um líder, de como lidar com certas situações e de como agir para buscar um único objetivo: a sobrevivência.
Eu gostei bastante da história e fiquei bem empolgada em algumas partes, abismada em outras e curiosa com tudo, contudo achei que a autora poderia ter explorado mais alguns personagens citados (espero que isso seja trabalhado nos outros volumes). Outro ponto que deixou um pouco a desejar foi a revisão, pois durante toda a leitura em encontrava pequenos errinhos e algumas frases sem sentido que atrapalharam um pouco.


