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13 de setembro de 2015

Resenha: Pó de Lua

Autora: Clarice Freire
Editora: Intrínseca
Páginas: 192

Nunca fui fã de poesias, tinha a impressão que alguns autores pensavam demais e me deixavam confusa com suas metáforas, mas mudei de ideia. Depois de ver varias pessoas postando fotos desse livro decidi que eu precisava tê-lo e posso dizer que a autora brasileira conquistou meu coração.

Para quem não sabe os pensamentos da autora começaram a surgir através do seu blog e posteriormente na Fan Page, onde conquistou muitos seguidores e se tornou um verdadeiro sucesso entre os leitores. Com o sucesso da página, a Editora Intrínseca resolveu lançar o livro que foi bem recebido pelo público. O livro não é uma história em si, ele é todo composto por frases, poesias e pensamentos das fases que a autora teve em seu cotidiano e que nós temos também.


Todas as páginas são muito bem acompanhadas por desenhos feitos pela própria Clarice, e vamos combinar que o trabalho da editora em reproduzir esses desenhos ficou sensacional. A cada página virada os desenhos parecem ser desenhados na hora, nas próprias páginas do livro e não apenas uma digitalização do trabalho da autora. Além disso, o livro possui as bordas azuis, o que  deu um charme extra e deixou a obra ainda mais bonita. 


Por ser um livro de poesias, é uma obra fácil e rápida de ser lida. O livro não possui capítulos, mas a autora nos transmite seus pensamentos através das fases da lua, que representam situações que passamos e que ela passou também: a busca por um sonho, as desilusões amorosas, liberdade de rótulos e a vontade de viver intensamente. 

Os poemas se relacionam num jogo de palavras e imagens incríveis e muito bem trabalhadas. São frases simples, mas que trazem uma leveza para quem lê, tiram o peso dos problemas e nos fazem esquecer os sentimentos ruins.  


Com frases de amor, dor, perda, recomeço, felicidade e liberdade a autora nos faz ver a beleza nos detalhes da vida. Cada frase nos mostra que é preciso ser otimista mesmo nos problemas, e com o jeito leve da autora conseguimos diminuir, literalmente, a gravidade das coisas, construindo ou desconstruindo o significado dos poemas conforme nossa própria interpretação. 

O livro é todo fofo e bonito até nos mínimos detalhes, e com certeza me fez gostar mais de poesias. Diminua a gravidade das coisas você também.



23 de agosto de 2015

Resenha: O lado bom da vida

Autor: Matthew Quick
Editora: Intrínseca
Páginas: 254

Há alguns anos, minha vida literária se resumia a romances, recheados de Nicholas Sparks e essas coisas, e eu adorava, chorava horrores e tudo que se esperava de um romance. Mas os tempos mudam e os romances também mudaram dando um estilo mais moderno ao amor, e com essa mudança meu gosto literário por esse estilo foi deixado de lado. 

Depois de muito terror, suspense e distopias e resolvi dar uma chance e hm.. sei que muitos vão me crucificar nessa hora, mas devia ter continuado nos outros gêneros. Eu conheci O lado bom da vida através do filme, e já havia achado bem mais ou menos, mas é como sempre dizem o livro é melhor né.. dessa vez não foi.

A história é narrada pelo protagonista Pat Peoples, que tem cerca de 30 anos e acabou de sair de uma clínica psiquiatra. Ele não sabe o motivo de ter ido para la, não sabe o que fez, mas tem certeza que quando sair do lugar ruim, como é chamada a clínica, sua esposa vai voltar para ele no final do tempo separados. 

Ao sair da clínica Pat continua tendo pequenos surtos de memória e buscando reconquistar sua esposa, mesmo que ela não queira lhe ver. Seu relacionamento com os pais não é muito produtivo, apesar de sua mãe tentar fazer com que se recupere, Pat é o motivo de muita briga entre os pais, o que dificulta ainda mais sua comunicação com o pai. 

Mesmo não se lembrando de grande parte dos acontecimentos antes do lugar ruim, Pat tenta recuperar a antiga vida, sempre buscando enxergar o lado bom de todas as coisas. Nem seus amigos, nem seus pais, lhe contam o que aconteceu durante seu tratamento, o que causa em Pat um comportamento infantil durante toda a história. 

Para a recuperação do personagem, os amigos dele lhe apresentam Tiffany que também passa por tratamentos psicológicos, mas, mesmo com as tentativas dos amigos, Pat ainda insiste em recuperar a antiga amada. O interesse de Tiffany fica cada vez mais obvio durante a narrativa e aí? Bom e aí nada. Os personagens quase não conversam, Pat insiste em recuperar seu casamento e é isso. 

A trama não é envolvente, e não tem uma narrativa cativante e surpreendente, e me desculpem os fãs, mas eu não me emocionei nenhum pouco com a história e também não achei ela tão boa quanto comentam. Na verdade, acredito que só li o livro inteiro pra não deixar mais um pela metade. 



Pat é complexo, cheio de altos e baixos e extremamente ingênuo, e não achei que isso faz dele um bom personagem. Ele é carinhoso e dedicado em tentar fazer o melhor pelas pessoas que gosta, porém sofre de problemas de personalidade e todo mundo o trata realmente como uma criança o que me deixou muito irritada. Ok, ele saiu de um centro psiquiátrico, mas não acho necessário todos o tratarem como uma criança de 12 anos de idade.

Ele demora muito tempo para descobrir o que realmente fez ele e sua esposa se separarem e ai gente, esperar até as últimas 20 páginas pra algo fazer sentido dá muito sono. O único relacionamento favorável do personagem é com sua mãe e isso não dá um rumo para a história. 

Seu relacionamento com o pai e o irmão se baseia em jogos de futebol americano e inclusive o livro traz muita narração dos jogos, o que, particularmente, achei bem inútil pois não acrescenta nada na história. Em praticamente todos os capítulos existe uma cena dos personagens cantando o grito de guerra dos Eagles, sempre da mesma forma, e em alguns, cheguei até a pular essas partes buscando algo mais interessante.

Pat e Tiffany, também demoram muito até criarem algum vinculo, durante mais da metade do livro os dois ficam apenas correndo sem nem falar um com o outro. Ela é louca, manipuladora e está sempre tentando usar isso em seu favor, mas no fundo tem um bom coração que se preocupa em ajudar Pat, tirá-lo daquela fissura terrível de recuperar o casamento, mas no fim só atrapalha e por isso não existe verdadeiramente um relacionamento entre os dois.

Eu não gostei do livro, não gostei do romance, não gostei dos personagens por não achá-los atraentes para a narrativa e acabei demorando demais pra ler e atrasando outras leituras. Não me emocionei com o sentido da história de tentar buscar sempre o melhor de cada situação, pois achei que até isso apareceu num sentido falho. Acho que minha época de romances e YA passou, e é claro que muita gente tem opiniões diferentes sobre a história, mas não gostei. 


13 de agosto de 2015

Resenha: Não conte a ninguém

Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Páginas: 240

A MLI2015 me fez conhecer um gênero que nunca havia lido, pelo menos, não que me lembre. Suspenses policiais nunca foram meu forte no que diz respeito à leitura. Eu gosto de suspense sim, gosto de assistir coisas que me prendam do início ao fim e que me emocionem com cada possível suspeito ou reviravolta, mas até então não tinha lido nada além de Dan Brown e suas conspirações religiosas. 

Como vi muita gente falando bem dos livros do Harlan Coben, resolvi dar uma chance pro gênero, e se arrependimento matasse, eu estaria morta por não ter conhecido os livros desse autor antes. 

Não conte a ninguém começa calmo, apresentando um cenário aos leitores e, de uma hora para a outra, esse panorama é completamente destruído por uma cena de adrenalina e é isso que me fez querer continuar o livro sem parar. 

David Beck e sua esposa, Elizabeth, estão comemorando seu 13º aniversario de casamento em uma antiga propriedade da família Beck, que em outros tempos funcionava como uma espécie de campi de verão. E como o próprio narrador diz, talvez a 13ª marca registrada na árvore (tradição do casal), fosse um tipo de presságio. Depois de uma tranquila comemoração de aniversário, Beck vê sua esposa ser sequestrada por um serial killer enquanto é atingido por um dos capangas, caindo desacordado no lago da propriedade. 

A morte era algo certo para os dois, mas por algum motivo (que será contado no decorrer da história) Beck sobreviveu ao ataque, contudo a perda de sua esposa o deixou totalmente desamparado, sentimento este que compartilhamos com o personagem. Ele tenta seguir sua vida como médico pediatra, se dedicando a população mais carente, mas a perda de sua amada ainda se faz presente, mesmo após 8 anos do ocorrido.
Não me diga que ainda sou jovem. Não me diga que vou ficar bem. Não me diga que ela está num lugar melhor. Não me diga que sua morte faz parte de algum plano divino. Não me diga que tive a sorte de viver aquele amor. Cada um desses lugares-comuns me deixava furioso. Eles só me faziam – sei que você vai me achar cruel – pensar no idiota que estava dizendo aquilo e me perguntar por que ele ou ela ainda respirava enquanto Elizabeth apodrecia. Eu vivia ouvindo aquele besteirol de “melhor ter perdido a pessoa amada do que nunca ter vivido um grande amor”. Outra besteira. Acredite, não é melhor. Não me mostre o paraíso e depois o destrua. Pode ser egoísmo meu, mas foi isso o que aconteceu. O que mais me entristecia – o que realmente doía – era o fato de Elizabeth ter sido privada de tanta coisa. Já perdi a conta de quantas vezes vi ou fiz algo e pensei em como Elizabeth adoraria aquilo. Nesses momentos a dor ressurge. As pessoas se perguntam se sinto algum remorso. A resposta é: apenas um. Sinto remorso dos momentos que desperdicei fazendo outras coisas que não fossem tornar Elizabeth feliz.
No dia em que completariam mais um ano do “primeiro beijo”, 21, o simpático doutor recebe um estranho e-mail anônimo. Conforme lia o texto, cheio de enigmas e informações que somente sua esposa morta saberia, Beck fica furioso com essa brincadeira de mal gosto de alguém brincando com a sua dor, mas uma parte de si acreditou que existisse uma forma de ser mesmo Elizabeth.

O enredo da história começa a se desenvolver através desse ponto, o que quase te faz prender a respiração até o mistério ser resolvido. Um turbilhão de acontecimentos e revelações é repassado aos leitores e o clima tenso permanece até que descobrimos o verdadeiro significado de tudo aquilo. 

Corpos são encontrados no mesmo local que David e Elizabeth foram agredidos; novos e-mails surgem sempre especificando a hora do beijo, ou algo que somente o casal saberia; o caso é reaberto e David se torna o principal suspeito sendo acusado de assassinar sua esposa e outras pessoas; não conseguimos descobrir quem está mentindo na história, pois a cada reviravolta nossa mente muda de opinião.
Dizem que se leva muito tempo para compreender uma tragédia. Você fica entorpecido. Não consegue aceitar a triste realidade. Mas nem sempre isso é verdade. Pelo menos não no meu caso. Eu compreendi todas as implicações no momento em que acharam o corpo de Elizabeth. Compreendi que nunca mais a veria, que nunca mais a abraçaria, que nunca mais teríamos filhos e não envelheceríamos juntos. Compreendi que aquilo era definitivo, que não haveria segunda chance, que nada poderia ser permutado ou negociado.
David precisa provar sua inocência, descobrir se sua esposa está viva, desvendar os estranhos e-mails e contatos anônimos que tem recebido e ainda manter tudo em segredo, pois no final de cada mensagem há um único aviso: Não conte a ninguém. E garanto pra vocês que cada detalhe desses misteriosos contatos faz diferença no final da história, assim como os vários personagens que vão surgindo ao longo dela.
Gostaria de poder contar que através da tragédia, descobri algum princípio absoluto, desconhecido e impactante que pudesse transmitir. Não foi o que aconteceu. Os clichês são todos válidos – o que realmente conta são as pessoas, a vida é preciosa, o materialismo é valorizado demais, as pequenas coisas são as que importam, viva o momento –, e posso repeti-los exaustivamente. Você poderá ouvir, mas não vai conseguir internalizar o que eu disser. A tragédia é pessoal. Ela fica gravada na alma. A gente deixa de ser feliz, mas se transforma numa pessoa melhor.
Esse foi meu primeiro contato com o autor e eu simplesmente adorei cada capítulo da história, cada detalhe, cada reviravolta, e cada opinião e palpite que o livro me fez formar. Confesso que nos últimos capítulos eu já suspeitava de um personagem e, pelo menos uma vez, acertei meu palpite, porém o motivo de tudo não foi algo óbvio. Adorei a escrita do Coben, recomendo o livro e, com certeza, lerei mais obras do autor.


6 de agosto de 2015

Resenha: O Cão dos Baskerville

Autor: Arthur Conan Doyle
Série: Sherlock Holmes
Editora: Melhoramentos
Páginas: 152

Por indicação de um amigo, essa foi a primeira experiência com o mestre dos enigmas, Sherlock Holmes. Gênero policial e investigativo nunca foi meu forte, mas, depois desse livro, com certeza lerei mais, inclusive mais Conan Doyle.

O livro se baseia na família Baskerville que, segundo a lenda da pequena cidade, é assombrada há anos por um cão diabólico. A primeira vítima foi Hugo; ele raptava jovens moças para se aproveitar delas, uma delas conseguiu fugir e ao segui-la, Hugo foi morto por um cão, dando origem a temível lenda da comunidade. 

Após ocorrer a morte de Sir Charles, um dos últimos descendentes da família, o Dr Mortimer resolve procurar Holmes e lhe contar sobre a lenda. Ele acredita que agora o cão terá uma nova vítima, Sir Henry, o ultimo herdeiro dos Baskerville. 

Holmes e seu amigo Watson decidem ajudar com a proteção de Henry, mas em quanto estudam e investigam o caso, percebem que a história contem algumas falhas. Watson acompanha Henry até a mansão dos Baskerville para analisar a vizinhança, fazer perguntas, entender a lenda do Cão e mandar resumos para Holmes. 


Após dias de investigações, alguns detalhes um pouco estranhos começam a surgir, e por causa desses pequenos detalhes, o grande detetive, Sherlock Holmes, consegue resolver o caso com maestria. O livro é basicamente mais um recado de que nem tudo é o que parece, e lendas, às vezes, são apenas lendas mesmo. 

O cão dos Baskerville, como é chamado pelas pessoas da cidade, continuou a atacar por um motivo, ou melhor dizendo, por um dos vizinhos da mansão. Todos parecem suspeitos, todos parecem ter motivos para assassinar os descendentes da família Baskerville e o jeito que Holmes descobre o verdadeiro motivo da lenda é sensacional.

O livro é narrado por Watson, e ele nos apresenta a forma de investigação de Holmes e o porquê de suas decisões. Através de pequenos detalhes, que não são notados por ninguém, nem mesmo por Watson que entende o jeito que Sherlock pensa, o detetive consegue decifrar os mistérios que envolvem o caso. 

Não vou falar quem é o responsável por toda essa confusão que envolve a família dos Baskerville, porque seria spoiler e aí não se aproveitaria o livro. Eu adorei a primeira experiência com Sherlock Holmes e com certeza lerei mais livros do autor. Portanto, histórias do detetive estão sendo bem recomendadas. 

4 de agosto de 2015

Quarta Semana e fim da Maratona - MLI2015

O flop surgiu e não deu mais folga. Desisti, um pouco, das semanas temáticas, mas mesmo assim o flop continuou por aqui, e convenhamos que o cheiro desagradável de naftalina (comentado na Terceira Semana), não ajudou muito no desenvolvimento da leitura. 

Na última semana de Maratona Literária, comecei a ter um pouco de pânico por não conseguir ler toda a minha TBR, mas tudo tranquilo, tudo calmo porque apesar de ficarem livros incompletos, li mais que o esperado. 

A quarta semana, destinada as leituras nacionais, não foi realmente o que esperava, mas enfim. Consegui terminar O Lado bom da Vida, e sem sombra de dúvidas esse livro não foi uma boa escolha para a maratona. Ele é muito arrastado, eu não gostei dos personagens, e a história não rendia de jeito nenhum. O livro fez com que me atrasasse em tudo, eu queria terminar só pra não deixar livros pela metade e não foi uma ideia muito boa. 

Como não deu mais tempo de nada, eu peguei Pó de Lua pra completar as semanas temáticas (mesmo elas estando todas fora de ordem ahaha). O livro era curtinho, então depois dele comecei a ler O jogo perigoso, que estava na minha TBR do terror/suspense, mas devido a vida não consegui ler muito.

A quarta e última semana da MLI2015 ficou assim:



E foi assim que a maratona terminou pra mim, em meio a um monte de flop, mas com muitas leituras. Essa foi a primeira maratona que participei e foi uma experiência única e incrível. Flopei sim, mas mesmo assim, consegui ler mais que o costume e estou muito feliz com isso. 

Agradeço ao Victor Almeida por proporcionar esses momentos de integração e leitura intensa. Dizem que os jovens não leem, mas a MLI2015 provou o contrário. Não importa o número ou a velocidade da leitura, o importante é mostrar que ainda existem leitores fervorosos e que não fogem dos desafios. Adorei a experiência e pretendo participar de muitas outras maratonas assim. 


28 de julho de 2015

Resenha: Circo da Noite

Autor: Erin Morgenstern 
Editora: Intrínseca 
Páginas: 365
Que tipo de circo só abre a noite? É isso que você precisa descobrir!

O Circo da Noite, narra a história de Celia e Marcos, personagens que tem um destino meio predestinado e com um fim não tão agradável assim, porém eles não sabem disso. Ambos estão em um jogo travado por seus pais, que tem como cenário um circo: Le Cirque des Rêves (O Circo dos Sonhos).

Ambos têm uma magia natural, que sempre correu em suas veias, não sendo apenas simples ilusionistas e nada melhor que um circo para provar seus talentos dentro da competição que se iniciou quando ainda eram crianças. As regras desse jogo não ficam claras, e a gente acaba conseguindo entender melhor as preocupações, dúvidas e medos dos personagens; nos sentimos tão confusos quanto eles até que de pouquinho em pouquinho alguma informação é dada.


A história se passa entre 1800 e 1904 (acho que é isso), e tive certa dificuldade em acompanhar o tempo da narrativa, pois os capítulos são narrados por personagens diferentes em tempos diferentes, mas com o tempo o raciocínio acostuma com essa mudança. O cenário do circo, todo em preto e branco e com muito mistério, é impecável; a descrição da autora faz com que imaginamos realmente um circo dos sonhos. É tudo muito surreal.

A fantasia não esta numa simples ilusão da mente, com coelhos saindo da cartola. Dentro do circo, as ilusões de Celia e Marcos vão muito além do que truques comuns, e o melhor disso? Não são truques. A magia pode não existir, mas ao ler Circo da Noite, devido aos imensos detalhes, nos faz perguntar se não existe pessoas por ai com esse tipo de dom. 


Mesmo com todo o jogo e competição entre Celia e Marcos, os dois acabam se envolvendo em um romance proibido que pode colocar eles, os criadores, os envolvidos e todos que já estiveram no circo em perigo. Apesar de Celia e Marcos serem os protagonistas a história envolve muitos outros personagens, e um deles, mesmo que passe despercebido durante a leitura, pode mudar o rumo de todos os envolvidos com o circo. Eu gostei da forma como a autora jogou com essa informação, brincando com os leitores e deixando um ar de suspense. 

No meio do livro, existem textos de alguns Rêveuses (seguidores do circo que se identificavam por algum detalhe vermelho), como se fosse um jornalzinho, explicando o que acontece dentro do circo e toda a fantasia que ele exala. Particularmente, eu adorei esses trechinhos, porque mesmo simples, deram sentido pros acontecimentos internos do circo e me mostrou como ele realmente funcionava em cada um de suas tendas.


Confesso que a sinopse do livro me enganou um pouco e isso quase me fez desistir. Fiquei procurando a grande batalha citada na sinopse, mas acabei notando que era apenas uma propaganda enganosa do livro, e isso me decepcionou um pouco, porque na hora H as coisas não são tão assustadoras quanto aparentam. Apesar disso, gostei bastante do livro, nunca havia imaginado tanta mágica nos ilusionistas e quem sabe eu vire uma Rêveuse, mostrando um lenço vermelho por onde passo.




Resumo da Terceira Semana de Maratona - MLI2015

O FLOP CHEGOU E ME JOGOU NO CHÃO

Primeiramente, gostaria de perguntar onde está o ritmo de leitura da primeira semana de Maratona Literária? Pois é.. Tudo começou perfeitamente bem, 4 livros lidos e agora só está diminuindo, diminuindo e diminuindo. 

O flop surgiu na segunda semana o que me fez desistir das semanas temáticas, porque sempre acaba ficando um livro da semana anterior na atual. Acho que o flop está indo de mal a pior, mas tudo bem, o importante ainda é participar. 

Pra começar a terceira semana eu terminei Não conte a ninguém do Harlan Coben, e gente que livro! Pra continuar a semana dos dramas, YA contemporâneos e romance, eu tinha programado 2 livros, mas não foram escolhas muito boas. Depois de terminar o suspense de Coben, comecei a ler O lado bom da vida e.. hm não curti muito não. 

O ritmo do livro é bem chato no início e eu acabei não tendo vontade de ler. O desempenho? Esse fugiu e não voltou mais. Portanto a terceira semana ficou assim:



Outro problema também atrapalhou meu desempenho de leitura: cheiro ruim. Consegui O lado bom da vida por uma troca no skoob, mas não esperava que o livro viesse com um cheiro terrível de naftalina. Sério, naftalina já é horrível, imaginem quando fica cheirando em toda a casa! Quando pego esse livro é exatamente isso que acontece e que nojinho. Por isso preciso ler só em PDF e aí vocês sabem como é né,  sempre acabo fazendo outra coisa invés de ler.

Pra essa semana, vou tentar terminar O lado bom da vida, e espero realmente que o livro melhore porque to achando bem chato, depois vou ler Pó de lua, que é curtinho e tá dentro da semana temática toda desestruturada, e se der tempo escolho mais dos que acabaram dicando de extras na minha TBR. De qualquer jeito já li mais do que o normal e espero que a última semana seja boa.

Boas leituras a todos! 

23 de julho de 2015

Resenha: O Teste

Autor: Joelle Charbonneau
Trilogia: O teste
Volume: 1 de 3
Editora: Única
Páginas: 320

Mais uma distopia entrou para a lista de “ok preciso ler o resto”. Esse é o primeiro volume da trilogia e conforme ia lendo notei várias semelhanças com outras distopias, principalmente Jogos Vorazes, mas apesar disso consegui aproveitar a história. 

A história é sobre a jovem Malencia Vale, ou Cia. Ela vive na pequena colônia Cinco Lagos, em um cenário pós guerra, o mundo foi todo devastado nos Sete Estágios da Guerra (que podia ter sido mais explorado), apenas poucos sobreviventes restaram e esses acabaram formando suas próprias colônias tentando reestruturar a vida. A “capital”, Tosu City, seleciona todo ano os melhores alunos de cada colônia para fazer as provas do Teste, quem passar por essas provas consegue uma vaga para a faculdade. O sonho de Cia era ser uma das escolhidas e ok, tudo certo né? Errado!

Fazia 10 anos que ninguém da Colônia Cinco Lagos era escolhido para o Teste, mas após a formatura da turma de Cia, ela e mais 3 jovens foram selecionados. Antes de partir para a capital, seu pai lhe alerta para tomar cuidado, pois acredita que todas as suas lembranças sobre os dias de teste foram apagadas. Como um último conselho ele apenas diz: NÃO CONFIE EM NINGUÉM


Após chegar a cidade central, a protagonista começa a perceber que o Teste não é apenas o que parece e que há muitas coisas por trás dos rostos simpáticos de Tosu City. As palavras ditas por seu pai começam a fazer um pouco mais de sentido, mas ela não segue totalmente o último conselho que lhe foi dado e acaba revelando o que sabe para seu amigo de infância, Thomas, que também foi selecionado. 
Na escola, aprendemos que, há noventa anos, Tosu City foi criada como o primeiro sinal tangível de que as pessoas haviam sobrevivido aos Sete Estágios da Guerra - os Quatro Estágios de destruição que os humanos lançaram uns sobre os outros, então os Três Estágios subsequentes - em que a terra lutou de volta. 
O Teste foi criado para formar lideres que saibam lidar com a pressão e as consequências de seus atos, sejam elas boas ou ruins. Ele consiste em 4 partes: provas, exames de aptidão, habilidade para trabalhar em equipe e habilidade de liderança ao tomar decisões. Parece simples não é? Mas em Tosu City, nada é o que parece. A primeira fase é tranquila, provas sobre conhecimentos gerais são aplicadas e tudo parece sob controle. Contudo a pressão começa a cair sobre os candidatos e dúvidas sobre o que acontece com quem é eliminado surgem a cada instante. 

A partir da segunda fase as coisas começam a piorar e os conselhos do pai de Cia começam a vir toda hora à mente da garota. Os candidatos são testados de forma cruel, opressora e brutal, mostrando que a vida de qualquer um ali não tem valor para os oficiais de Tosu City. Qualquer sinal de fraqueza pode gerar uma eliminação, não só do Teste, mas de tudo; A diferença entre amigos e inimigos são quase nulas; E um passo em falso pode custar a vida do participante. 
Mas desistir é a última coisa que eu faria. Não depois de tudo o que testemunhamos e as coisas que fomos forçados a fazer. Desistir seria como admitir que nada importou.
Depois da segunda fase do teste a leitura rendeu e me agradou bastante. O livro traz bastante questionamentos do que é ser um líder, de como lidar com certas situações e de como agir para buscar um único objetivo: a sobrevivência. 

Eu gostei bastante da história e fiquei bem empolgada em algumas partes, abismada em outras e curiosa com tudo, contudo achei que a autora poderia ter explorado mais alguns personagens citados (espero que isso seja trabalhado nos outros volumes). Outro ponto que deixou um pouco a desejar foi a revisão, pois durante toda a leitura em encontrava pequenos errinhos e algumas frases sem sentido que atrapalharam um pouco. 

Apesar de comparar bastante a história com Jogos Vorazes no quesito de sobrevivência eu quero muito ler os próximos volumes, porque o final, meu deus, ainda estou absorvendo. Para os fãs de distopias, assim como eu, essa é uma trilogia que deve ser lida.


22 de julho de 2015

Resumo da Segunda Semana De Maratona - MLI2015

A SEMANA DO FLOP

Mais uma atualização sobre a Maratona Literária, e dessa vez as coisas não foram muito boas não. A primeira semana foi quase um sucesso, e faltou metade de um livro pra concluir tudo com sucesso, mas a semana do terror, suspense, thriller... é acho que flopei.

Eu tinha programado 3 livros para a segunda semana, O Cão dos Baskerville, Não conte a Ninguém e Jogo perigoso, porém como não tinha conseguido terminar Circo da Noite na primeira semana, acabei incluindo ele na semana que passou e eis que surgiu o flop AHAHAHA 

A minha segunda semana ficou assim: 


Apesar de ser um gênero que tenho gostado bastante nos últimos tempos, a vida acabou atrapalhando meu desempenho de leituras, como vocês puderam ver. Com isso, resolvi "abandonar" as semanas temáticas. Eu ainda vou tentar ler todos os livros da minha TBR, mas provavelmente eu leia fora da ordem temática.

Essa terceira semana é dedicada aos romances, dramas e YA contemporâneos. Eu vou terminar Não conte a ninguém (que por sinal é bom demais), e depois escolherei um da minha TBR original, O lado bom da vida ou O Belo Desastre, se der tempo eu leio os dois, e qualquer coisa deixo o outro pra última semana.

O flop vai aparecer de novo por aqui, mas o importante continua sendo a participação. 
Boas leituras pra todos!

14 de julho de 2015

Resumo da Primeira Semana de Maratona - MLI2015

Como já disse no post de apresentação, essa é a minha primeira Maratona Literária e estou amando. Sempre via vários blogs fazendo, mas sempre pensava,  “não, nas férias vou botar os seriados em dia e dessa vez resolvi fazer diferente, e porque não um mês de leitura intensa né? Está sendo um prazer. Fico feliz de ver tanta gente envolvida na Maratona, tanto colaboradores como participantes, e depois ainda dizem que jovens não leem. Está aí o Victor Almeida pra mostrar o contrário pro mundo.

Bom a minha primeira semana estava resumida em 3 livros. Devido a um sprint um dia antes do início da MLI2015 acabei acrescentando mais um. Inapropriado ou não acrescentar livros depois de tudo esquematizado, eu QUASE finalizei todas as minhas leituras. Para minha vitória, a primeira semana foi quase sem falhas e ficou assim:



Como já estava na metade de Sobre a Escrita e de Nárnia, (que já tem resenha aqui no blog) eu me perdi na contagem de páginas, mas prometo organizar melhor as próximas semanas. A segunda semana de maratona começou ontem, e pra não deixar leituras pela metade eu terminei Circo da Noite hoje e ele até se encaixa um pouco na semana temática, o que me deixou bem feliz. Além dele tenho mais 3 livros programados: O cão dos Baskervilles, Não conte a ninguém e, um extra, Jogo Perigoso.

Dessa vez, acho que o flop vai ser bem maior, porque tenho certeza que não vou conseguir ler todos, mas o importante e desacumular o máximo de livros da estante.

Boa sorte pra todos

13 de julho de 2015

Resenha: As Crônicas de Nárnia

Autor: C. S. Lewis
Editora: WMF Martins Fontes
Volume Único com os 7 livros
Páginas: 750

Depois de muito tempo consegui terminar esse livro, e tenho até vergonha por demorar tanto tempo pra ler. Acredito que todo mundo já ouviu falar sobre as crônicas desse mundo, então não vou me estender muito nessa parte. 

O livro é dividido em sete histórias, cada uma com cerca de 100 páginas, e conta períodos diferentes do incrível país de Nárnia. Três dessas histórias, eu já conhecia devido aos filmes e, na minha opinião, o livro poderia ser reduzido em apenas 5 contos. 

Não me entendam mal, Nárnia é maravilhoso, e quem não gostaria de viver lá não é? Eu curti a leitura até a 4 história, mas depois disso tudo se tornou maçante. As histórias são muito detalhadas e por isso muitos personagens, que não mudam muito o sentido da história, recebem um destaque maior que o necessário, deixando os importantes um pouco mais de lado. 

As histórias não se baseiam só nos 4 irmãos, Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia, já conhecidos pelo público do filme. Outros personagens também ganham destaque para que a história faça sentido aos leitores. Eu realmente gostei do jeito como o autor introduziu o “começo de tudo”, saber porque o guarda-roupa abre uma porta para Nárnia e tudo mais, porém esses personagens que dão origem ao novo mundo, somem ao decorrer da história e ressurgem muito tempo depois, correndo o risco de serem esquecidos completamente.


O livro traz muitas mensagens de amor, sabedoria, esperança, amizade e até mesmo perdão. Como a história é mais voltada para o público infantil, muitas dessas mensagens são passadas para que as crianças saibam o que é importante e o que não é. Acho que se tivesse lido as histórias antes teria aproveitado mais, teria gostado mais, mas, perdoem-me os fãs árduos, achei um pouco chato.

Eu comparei muito a história de Nárnia com a religião cristã. Não foi uma percepção que surgiu logo no início da narrativa, mas ao decorrer dela eu ficava comparando Aslam, O Grande Leão, com Deus. Ele sempre era a figura central, o que todos tinham temor, mas ao mesmo tempo amor, o que dava conselhos sábios ou simplesmente fazia as pessoas pensarem, refletirem, buscando as respostas nas próprias perguntas.


Aslam é relacionado com a Criação, e Nárnia se identifica muito com o Paraíso, a terra prometida a todos, e quem não se encaixa nesse mundo, é deixado em um estilo de purgatório. Para estar em Nárnia é preciso ser puro, é preciso acreditar mesmo sem ver, é preciso reconhecer seus erros e ser perdoado. Não fiz a comparação apenas por ser cristã, mas por ser algo óbvio e é quase impossível não notar a semelhança. 

É um livro de aventuras, mas não me emocionei muito com ele. Talvez o fato de eu não ler tudo de uma vez só ou por achar que devia ter lido quando era mais nova, atrapalhou meu interesse pelo livro. Por ser um livro para crianças, o final pode ser um pouco pesado, contudo para os religiosos, não é uma novidade. É uma história boa, mas por conter algumas partes enroladas demais, o livro não me cativou muito.


Me contem se tiverem uma opinião diferente.

OBS: Esse livro cumpriu três desafios da #MLI2015: Terminar uma série, mais de 400 páginas e livro com figuras. 

7 de julho de 2015

Resenha: Sobre a Escrita

Autor: Stephen King
Editora: Suma de letras
Páginas: 256

Vida longa ao King!

Muitos apaixonados por livros já pensaram em escrever suas próprias histórias, inventar um mundo, fantasiar, porém querer e saber escrever são duas coisas diferentes. Esse novo livro do Stephen King, que só recentemente ganhou tradução no Brasil, não me deixa mentir. E preciso destacar que o mestre de terror também é ótimo em histórias reais, sem monstros ou medo. 

O livro é dividido em quatro partes: Currículo; Caixa de Ferramentas; Sobre a escrita; Sobre a Vida. Na primeira delas, SK nos mostra o seu currículo de escritor, não seus livros publicados, mas sim como sua carreira começou, o que lhe ajudou a escrever, e como não desistir perante as inúmeras cartas de “recusado” no início da carreira. Relatos, acontecimentos e as diferentes fases da vida do autor são mostrados em uma narrativa leve e descontraída, que prende o leitor por todo o livro. 

O mestre do terror não é diferente de muitos autores por aí, teve dificuldades, teve seus textos recusados diversas vezes e vícios que quase acabaram com sua carreira e sua vida. Altos e baixos também passaram pela vida do autor, mas que com ajuda de familiares e amigos conseguiu sair de seu ‘buraco negro’ e impulsionar sua carreira.
As ideias para as boas histórias parecem vir, quase literalmente, de lugar nenhum, navegando até você direto do vazio do céu: duas ideias que, ate então, não tinham qualquer relação, se juntam e viram algo novo sob o sol. Seu trabalho não é encontrar essas ideias, mas reconhece-las quando aparecem.
No livro Stephen King cita várias referências para a criação de suas histórias, desde vícios, acidentes de carro, e até mesmo a cidade de onde veio, muitas vezes lhe ajudam a ter inspiração. Portanto futuros escritores, publicações ajudam sim, mas o currículo mais importante na vida de um escritor de livros são as próprias experiências de vida, você pode e deve utilizar sua bagagem emocional, desde que ela gere bons textos. 

O escritor dá muitas dicas, e várias vezes durante a leitura pude me sentir como se estivesse em uma sala de aula ouvindo meus professores (tanto da escola, como da faculdade) falar. Me diverti muito lendo, e principalmente aprendi muito sobre a escrita. Em meio a piadas, descontrações e histórias de vida eu tive uma magnífica aula.



Muitos pensam que para escrever um livro é preciso se isolar do mundo, se trancar num quarto e ficar lá até terminar todo o manuscrito, mas o mestre do terror nos mostra que as coisas não são bem assim. É preciso saber dividir o tempo, se concentrar quando estiver escrevendo, mas não deixar de lado as outras partes da sua vida, até porque “a vida não é um suporte à arte, é exatamente ao contrário”. 

Nesse sentido, uma das principais coisas que o autor cita é que você precisa ter alguém que lhe apoie, critique e ajude quando necessário, alguém que leia seus inúmeros projetos, lhe fale a verdade e não desista de você. Para Stephen King, sua maior auxiliadora foi sua esposa, Tabitha, que sempre procurou ser a mais sincera possível ao julgar um livro do autor. 
“Não há como transformar um escritor ruim em um bom escritor, mas há como transformar um escritor competente em um bom escritor.”
É claro que é preciso ter competência para escrever um livro, mas, além disso, também é preciso ler, e ler muito como o próprio King diz. Não existe uma formula de como se tornar um grande escrito, e talvez nem milhões de curso de escrita criativa podem ajudar, portanto, a prática diária, mesmo que exaustiva, é essencial. Assim como King, acredito que o primeiro passo para se tornar um escritor seja fazer por amor, e não pensar só na carreira de sucesso que poderá ter.
“A escrita não é para fazer dinheiro, ficar famoso, transar, ou fazer amigos. No fim das contas, a escrita é para enriquecer a vida daqueles que lêem seu trabalho, e também para enriquecer sua vida. A escrita é para despertar, melhorar e superar. Ficar feliz ok? Ficar feliz.”
Sobre a escrita é envolvente e prazeroso de ler, realmente uma grande aula baseada na sinceridade do autor em falar sobre sua carreira. Esse não é um livro apenas para aspirantes a escritores, mas para qualquer pessoa que deseja escrever bem, até mesmo em trabalhos escolares. Diminuir/cortar textos; deixar apenas o essencial para a história; e fazer revisão, são dicas que aprendo na faculdade, Stephen King só deixou ainda mais claro o quanto essas dicas são essenciais para uma boa escrita, além de ler muito, é claro.
“Se Você quer ser escritor, existem duas coisas a fazer, acima de todas as outras: ler muito escrever muito. Que eu saiba, não há como fugir dessas duas coisas, não há atalho [...] A leitura é o centro criativo da vida de um escritor. Eu levo um livro comigo aonde quer que vá, e não faltam oportunidades para mergulhar na leitura."

Esse livro foi o primeiro livro da MLI2015, mesmo não estando na TBR

26 de junho de 2015

Maratona Literária de Inverno 2015


Estamos nos aproximando das férias e como boa preguiçosa que sou, acho justo esse descanso, até porque preciso colocar minhas séries em dia né? Mas esse ano, além dos seriados, resolvi arriscar e dar uma agilizada nas minhas leituras também e por isso decidi participar da Maratona Literária de Inverno 2015, realizada pelo canal Geek Freak do Victor Almeida. 

A Maratona consiste em um desafio de leitura INTENSA que dura um mês (6 de julho até 3 de agosto). Durante todo esse período os participantes devem ler uma quantia maior que o de costume, mas claro que não precisamos ler 24 horas por dia. Encaro a maratona como uma forma de eliminar livros que estão parados na estante há muito tempo ou, no meu caso, adiantar leituras, e já que vou estar de férias é uma ótima oportunidade.

Confira o vídeo explicativo aqui

A integração com os inscritos será feita através das redes sociais, principalmente no Twitter, aonde serão lançados novos desafios no decorrer do mês, e no Facebook na página do evento que contêm todas as informações necessárias para quem quer participar. 

Para facilitar a vida dos participantes (ou dificultar), os leitores podem escolher participar das semanas temáticas e dos desafios para montar sua TBR (Livros a serem lidos). As semanas temáticas funcionarão da seguinte forma:

SEMANA 1: Fantasia, Distopias e/ou Ficção Científica
SEMANA 2: Thriller, Suspense e/ou Terror
SEMANA 3: YA Contemporâneo, Romance e/ou Drama
SEMANA 4: Livros Nacionais

Além disso, também teremos desafios (listados abaixo) a serem cumpridos, que contarão pontos para quem quiser participar dos sorteios que ocorrerão durante a MLI2015 graças as editoras queridinhas que estão “ajudando” no evento:

Um livro com figuras ou ilustrações;
Comece e/ou termine uma série, trilogia ou duologia;
Um livro que alguém escolheu por você;
Um livro que já virou ou vai virar uma adaptação cinematográfica;
Um livro com a capa azul;
Um livro do gênero que menos leu no ano passado;
Um livro que você ganhou;
Um livro com mais de 400 páginas.

Nenhuma das coisas é obrigatória, mas pode facilitar na escolha dos livros e também tornar a participação na Maratona mais divertida. Depois de escolhido os livros, você pode compartilhar ela na página do evento ou em outras redes sociais através da hashtag #MLI2015.

Essa é a primeira maratona que participo, sempre ficava em cima do muro nas outras e acabava só acompanhando sem participar. Dessa vez resolvi arriscar. Eu decidi montar a minha TBR cumprindo os desafios dentro das semanas temáticas. Tenho quase certeza que me empolguei e escolhi livros demais. Vou flopar? A consciência diz que sim, mas seja o que Deus quiser. 

A minha lista de leituras depois de mudar 712 vezes, por enquanto, está assim, e sim, fiz até planilha porque sou organizada (mentira é só porque não sabia o que queria ler):




Espero realmente que eu consiga ler todos esses livros lindos. As inscrições estarão abertas até o dia 3 de julho e você pode conferir mais informações através do canal Geek Freak e das redes sociais do Victor Almeida, ou na página do evento.

Boa sorte e boa maratona pra todos! 
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