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13 de julho de 2015

Resenha: As Crônicas de Nárnia

Autor: C. S. Lewis
Editora: WMF Martins Fontes
Volume Único com os 7 livros
Páginas: 750

Depois de muito tempo consegui terminar esse livro, e tenho até vergonha por demorar tanto tempo pra ler. Acredito que todo mundo já ouviu falar sobre as crônicas desse mundo, então não vou me estender muito nessa parte. 

O livro é dividido em sete histórias, cada uma com cerca de 100 páginas, e conta períodos diferentes do incrível país de Nárnia. Três dessas histórias, eu já conhecia devido aos filmes e, na minha opinião, o livro poderia ser reduzido em apenas 5 contos. 

Não me entendam mal, Nárnia é maravilhoso, e quem não gostaria de viver lá não é? Eu curti a leitura até a 4 história, mas depois disso tudo se tornou maçante. As histórias são muito detalhadas e por isso muitos personagens, que não mudam muito o sentido da história, recebem um destaque maior que o necessário, deixando os importantes um pouco mais de lado. 

As histórias não se baseiam só nos 4 irmãos, Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia, já conhecidos pelo público do filme. Outros personagens também ganham destaque para que a história faça sentido aos leitores. Eu realmente gostei do jeito como o autor introduziu o “começo de tudo”, saber porque o guarda-roupa abre uma porta para Nárnia e tudo mais, porém esses personagens que dão origem ao novo mundo, somem ao decorrer da história e ressurgem muito tempo depois, correndo o risco de serem esquecidos completamente.


O livro traz muitas mensagens de amor, sabedoria, esperança, amizade e até mesmo perdão. Como a história é mais voltada para o público infantil, muitas dessas mensagens são passadas para que as crianças saibam o que é importante e o que não é. Acho que se tivesse lido as histórias antes teria aproveitado mais, teria gostado mais, mas, perdoem-me os fãs árduos, achei um pouco chato.

Eu comparei muito a história de Nárnia com a religião cristã. Não foi uma percepção que surgiu logo no início da narrativa, mas ao decorrer dela eu ficava comparando Aslam, O Grande Leão, com Deus. Ele sempre era a figura central, o que todos tinham temor, mas ao mesmo tempo amor, o que dava conselhos sábios ou simplesmente fazia as pessoas pensarem, refletirem, buscando as respostas nas próprias perguntas.


Aslam é relacionado com a Criação, e Nárnia se identifica muito com o Paraíso, a terra prometida a todos, e quem não se encaixa nesse mundo, é deixado em um estilo de purgatório. Para estar em Nárnia é preciso ser puro, é preciso acreditar mesmo sem ver, é preciso reconhecer seus erros e ser perdoado. Não fiz a comparação apenas por ser cristã, mas por ser algo óbvio e é quase impossível não notar a semelhança. 

É um livro de aventuras, mas não me emocionei muito com ele. Talvez o fato de eu não ler tudo de uma vez só ou por achar que devia ter lido quando era mais nova, atrapalhou meu interesse pelo livro. Por ser um livro para crianças, o final pode ser um pouco pesado, contudo para os religiosos, não é uma novidade. É uma história boa, mas por conter algumas partes enroladas demais, o livro não me cativou muito.


Me contem se tiverem uma opinião diferente.

OBS: Esse livro cumpriu três desafios da #MLI2015: Terminar uma série, mais de 400 páginas e livro com figuras. 

6 de dezembro de 2014

Resenha: Quem é você Alasca?

Autor: John Green
Editora: WMF Martins Fontes
Páginas: 230

“O primeiro amigo. A primeira garota. As últimas palavras.”

Logo na capa do livro as frases citadas já nos dão uma ideia do roteiro do livro escrito por John Green e que virou um sucesso entre os leitores.

Miles é um garoto que acaba de entrar em um colégio interno para cursar o ensino médio. Com toda a sua timidez e uma coleção de últimas palavras, o protagonista se descobre em um novo mundo na Culver Creek, fazendo amigos e tornando o seu ‘Grande Talvez’ mais possível.

Ao entrar na nova escola, Miles conhece o Coronel, seu colega de quarto, e Alasca uma garota inteligente e um pouco irritante com sua bipolaridade.


Os três se tornam grandes amigos e realizam aventuras adolescentes durante o período escolar juntamente com Takumi e Lara que também fazem parte do grupo, e juntos redescobrem um novo jeito de encarar as coisas. A história tem umas partes festeiras dos adolescentes, mas o drama que ela envolve acaba conquistando os leitores.
"Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente."
Sim, o livro tem um estilo muito parecido com ‘As Vantagens de ser Invisível’ o que me fez desacreditar um pouco da história por pensar que tudo levaria para o mesmo fim, porém, fui surpreendida com o desenrolar da história.

O autor consegue transpassar ao leitor o sentimento dos jovens, as incertezas, a culpa, o desejo, o medo, a insegurança, a influência e também a alegria de compartilhar cada momento com os amigos. Os capítulos são divididos em dias o que pode inspirar os leitores a quererem chegar no dia 1 e ver o que acontece depois.

As últimas palavras de Simón Bolívar, “Como sairei deste labirinto?”, compõe todo o desenrolar do drama do livro, aonde os personagens estão sempre tentando buscar uma resposta para esta pergunta.
"Depois de todo esse tempo, acho que ‘rápida e diretamente’ é o único jeito de sair – mas prefiro o labirinto. O labirinto é uma droga, mas eu o escolho [...] Eu não sei onde fica o outro lado, mas acredito que seja em algum lugar e espero que seja bonito." 
Apesar dos altos e baixos do livro que pode cansar o leitor, já que em determinados momentos acaba sendo lento depois se torna empolgante e assim por diante, o final é surpreendente. É um livro pequeno, e pode ser lido bem rápido mesmo com as partes arrastadas. 

“Quem é você, Alasca?” traz uma mensagem incrível e nos faz refletir sobre o que esperamos da vida, qual o sentido dela, de que forma a encaramos e se sairemos do labirinto que ela nos envolve. Mesmo tendo um enredo que não agrada a todos é um livro que merece ser lido.
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