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15 de janeiro de 2015

Resenha: Cidades de Papel

Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 366

Contém Spoiler! Se você não leu o livro e ainda quer lê-lo, por favor, pare aqui! Mas se quiser continuar a escolha é sua.

Esse é o terceiro livro de John Green que leio, então posso dizer que sim, os livros possuem certo padrão. Ao contrário dos romances do Nicholas Sparks, que particularmente me fizeram chorar que nem criança, John Green escreve de uma forma mais suave, mostrando aos leitores um casal mais “jovem” e talvez até mais descolado. 

Como em todo o livro do escritor fico esperando a morte de algum personagem e com Cidades de Papel não foi diferente. Ao chegar na segunda parte do livro foi exatamente isso que pensei: “OK, a personagem morreu de novo” mas para a minha surpresa estava enganada.

A história se baseia em 2 vizinhos, Quentin Jacabsen e Margo Spiegelman, que quando crianças encontraram um homem morto no parque e aí você acredita que a história será sobre isso ou sobre o trauma que eles sofreram mas, é claro que não até porque o livro é um romance não um suspense policial. 
“Quanto mais eu trabalho, mais percebo que os seres humanos carecem de bons espelhos. É muito difícil para qualquer um mostrar a nós como somo de fato, e é muito difícil para nós mostrarmos aos outros o que sentimos.”
Anos depois do ocorrido Margo resolve incluir Quentin em uma de suas aventuras noturnas. Os dois se divertem e quando pensei que finalmente o romance ia acontecer, OPA, ai esta John Green estragando as expectativas e Margo desaparece. 


SPOILER

O restante da história se torna obvio e é baseado em dicas e metáforas deixadas pela personagem e adivinhem? SIM! É ISSO MESMO QUE VOCÊ ESTA PENSANDO: Quentin segue todas as dicas para tentar encontrá-la, de qualquer forma. Outros três amigos se juntam na busca de Margo e eis aí seu romance: Quentin tentando encontrar Margo, e quando a encontram é realmente decepcionante. 
“Fazer as coisas nunca é tao bom quanto imaginá-las”
Se John Green possui um padrão de escrita, ele seria o de nunca deixar o casal da história junto, pois, um dos personagens sempre morre ou é uma rabugenta como Margo Roth Spiegelman!

Depois de um mês buscando mais dicas para encontrar Margo, Quentin e seus amigos Lacey, Radar e Ben, a encontram em algo parecido com uma fazenda abandonada escrevendo um livro porque supostamente, mesmo com todas as dicas, ela “não queria ser encontrada”. (OK, EU QUERO AGREDIR A PERSONAGEM)

Após alguns bate-bocas e muita conversa fiada, Margo e Quentin se beijam e cada um segue seu caminho. FIM DA HISTÓRIA. FIM DO ROMANCE, que praticamente não existiu. Ou seja: não obvio, mas frustrante e AI MEU DEUS!
“Talvez seja mais como o que você falou antes, rachaduras em todos nós. Como se cada um tivesse começado como um navio inteiramente à prova d’água. Mas as coisas vão acontecendo… as pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não nos entendem, ou nós não as entendemos… e nós perdemos, erramos, magoamos uns aos outros. E o navio começa a rachar em determinados lugares. E então, quando o navio racha, o final é inevitável. Quando começa a chover dentro do Osprey, ele nunca vai voltar a ser o que era. Mas ainda há um tempo entre o momento em que as rachaduras começam a se abrir e o momento em que nós nos rompemos por completo. E é nesse intervalo que conseguimos enxergar uns aos outros, porque vemos além de nós mesmos, através de nossas rachaduras, e vemos dentro dos outros através das rachaduras deles. Quando foi que nos olhamos cara a cara? Não até que você tivesse visto através das minhas rachaduras, e eu, das suas. Antes disso, estávamos apenas observando a ideia que fazíamos um do outro, tipo olhando para sua persiana sem nunca enxergar o quarto lá dentro. Mas, uma vez que o navio se racha, a luz consegue entrar. E a luz consegue sai.”

As metáforas da história são boas porém, repetitivas, o que acaba deixando a história cansativa. Chorei lendo A Culpa é das Estrelas, mas não senti nada além de raiva dos personagens com Cidades de Papel. Ainda prefiro chorar que nem manteiga derretida com Nicholas Sparks.

6 de dezembro de 2014

Resenha: Quem é você Alasca?

Autor: John Green
Editora: WMF Martins Fontes
Páginas: 230

“O primeiro amigo. A primeira garota. As últimas palavras.”

Logo na capa do livro as frases citadas já nos dão uma ideia do roteiro do livro escrito por John Green e que virou um sucesso entre os leitores.

Miles é um garoto que acaba de entrar em um colégio interno para cursar o ensino médio. Com toda a sua timidez e uma coleção de últimas palavras, o protagonista se descobre em um novo mundo na Culver Creek, fazendo amigos e tornando o seu ‘Grande Talvez’ mais possível.

Ao entrar na nova escola, Miles conhece o Coronel, seu colega de quarto, e Alasca uma garota inteligente e um pouco irritante com sua bipolaridade.


Os três se tornam grandes amigos e realizam aventuras adolescentes durante o período escolar juntamente com Takumi e Lara que também fazem parte do grupo, e juntos redescobrem um novo jeito de encarar as coisas. A história tem umas partes festeiras dos adolescentes, mas o drama que ela envolve acaba conquistando os leitores.
"Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente."
Sim, o livro tem um estilo muito parecido com ‘As Vantagens de ser Invisível’ o que me fez desacreditar um pouco da história por pensar que tudo levaria para o mesmo fim, porém, fui surpreendida com o desenrolar da história.

O autor consegue transpassar ao leitor o sentimento dos jovens, as incertezas, a culpa, o desejo, o medo, a insegurança, a influência e também a alegria de compartilhar cada momento com os amigos. Os capítulos são divididos em dias o que pode inspirar os leitores a quererem chegar no dia 1 e ver o que acontece depois.

As últimas palavras de Simón Bolívar, “Como sairei deste labirinto?”, compõe todo o desenrolar do drama do livro, aonde os personagens estão sempre tentando buscar uma resposta para esta pergunta.
"Depois de todo esse tempo, acho que ‘rápida e diretamente’ é o único jeito de sair – mas prefiro o labirinto. O labirinto é uma droga, mas eu o escolho [...] Eu não sei onde fica o outro lado, mas acredito que seja em algum lugar e espero que seja bonito." 
Apesar dos altos e baixos do livro que pode cansar o leitor, já que em determinados momentos acaba sendo lento depois se torna empolgante e assim por diante, o final é surpreendente. É um livro pequeno, e pode ser lido bem rápido mesmo com as partes arrastadas. 

“Quem é você, Alasca?” traz uma mensagem incrível e nos faz refletir sobre o que esperamos da vida, qual o sentido dela, de que forma a encaramos e se sairemos do labirinto que ela nos envolve. Mesmo tendo um enredo que não agrada a todos é um livro que merece ser lido.

15 de novembro de 2014

Resenha: A culpa é das estrelas

Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Com uma capa linda e chamativa o livro conta a história de Hazel e Gus, dois adolescentes que vivem entre a vida e a morte devido ao câncer.

Hazel convive com um câncer terminal desde os 13 anos e o dilema de sua vida é não ter certeza de quando irá morrer mas, mesmo com todos os problemas, ela e sua família tentam aproveitar tudo que surge da melhor maneira possível.

Ao participar de uma reunião em um grupo de apoio ela conhece Augustus (ou somente Gus) e sua vida muda completamente passando a ter um novo sentido. A partir de então Hazel passa a ter mais vontade para fazer as coisas e ate mesmo para viver, mesmo que isso não dependa dela já que possui uma bomba relógio dentro si.
"Meus medos? Eu tenho medo de ser esquecido"
A história tem um ritmo bem lento mais ou menos ate a metade do livro ate que os dois protagonistas resolvem encarar uma aventura na Holanda para realizar um sonho e tudo parece se desenrolar melhor a partir dai. Com essa aventura os personagens sofrem algumas decepções mas não desistem de achar um verdadeiro sentido pra tudo aquilo e continuam as buscas, tornando o desenrolar da história mais interessante.
"Me apaixonei do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora para a outra."
O final do livro é surpreendente. Já havia me preparado psicologicamente para um final, mas tudo que eu tinha imaginado não aconteceu o que tornou a história ainda melhor. Assim como a maioria das pessoas que leu o livro eu chorei muito com o final da história e particularmente pude sentir a perda que o livro quis demonstrar.
"Alguns infinitos são maiores que outros [..] Talvez "OK" seja o nosso sempre."

Admito que não foi o melhor livro, já que as expectativas eram grandes e talvez isso estragou um pouco mas, com certeza, ele entrou para a lista de um dos melhores. A narrativa e a história em si é linda e nos faz parar pra refletir se realmente aproveitamos cada momento ou se somente ficamos reclamando dos problemas que surgem.


Fiz mil marcações, pena que não cabem todas aqui.


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