Editora: WMF Martins Fontes
Páginas: 230
“O primeiro amigo. A primeira garota. As últimas palavras.”
Logo na capa do livro as frases citadas já nos dão uma ideia do roteiro do livro escrito por John Green e que virou um sucesso entre os leitores.
Miles é um garoto que acaba de entrar em um colégio interno para cursar o ensino médio. Com toda a sua timidez e uma coleção de últimas palavras, o protagonista se descobre em um novo mundo na Culver Creek, fazendo amigos e tornando o seu ‘Grande Talvez’ mais possível.
Ao entrar na nova escola, Miles conhece o Coronel, seu colega de quarto, e Alasca uma garota inteligente e um pouco irritante com sua bipolaridade.
Os três se tornam grandes amigos e realizam aventuras adolescentes durante o período escolar juntamente com Takumi e Lara que também fazem parte do grupo, e juntos redescobrem um novo jeito de encarar as coisas. A história tem umas partes festeiras dos adolescentes, mas o drama que ela envolve acaba conquistando os leitores.
Os três se tornam grandes amigos e realizam aventuras adolescentes durante o período escolar juntamente com Takumi e Lara que também fazem parte do grupo, e juntos redescobrem um novo jeito de encarar as coisas. A história tem umas partes festeiras dos adolescentes, mas o drama que ela envolve acaba conquistando os leitores.
"Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente."
Sim, o livro tem um estilo muito parecido com ‘As Vantagens de ser Invisível’ o que me fez desacreditar um pouco da história por pensar que tudo levaria para o mesmo fim, porém, fui surpreendida com o desenrolar da história.
O autor consegue transpassar ao leitor o sentimento dos jovens, as incertezas, a culpa, o desejo, o medo, a insegurança, a influência e também a alegria de compartilhar cada momento com os amigos. Os capítulos são divididos em dias o que pode inspirar os leitores a quererem chegar no dia 1 e ver o que acontece depois.
As últimas palavras de Simón Bolívar, “Como sairei deste labirinto?”, compõe todo o desenrolar do drama do livro, aonde os personagens estão sempre tentando buscar uma resposta para esta pergunta.
"Depois de todo esse tempo, acho que ‘rápida e diretamente’ é o único jeito de sair – mas prefiro o labirinto. O labirinto é uma droga, mas eu o escolho [...] Eu não sei onde fica o outro lado, mas acredito que seja em algum lugar e espero que seja bonito."Apesar dos altos e baixos do livro que pode cansar o leitor, já que em determinados momentos acaba sendo lento depois se torna empolgante e assim por diante, o final é surpreendente. É um livro pequeno, e pode ser lido bem rápido mesmo com as partes arrastadas.
“Quem é você, Alasca?” traz uma mensagem incrível e nos faz refletir sobre o que esperamos da vida, qual o sentido dela, de que forma a encaramos e se sairemos do labirinto que ela nos envolve. Mesmo tendo um enredo que não agrada a todos é um livro que merece ser lido.
