Editora: WMF Martins Fontes
Volume Único com os 7 livros
Páginas: 750
Depois de muito tempo consegui terminar esse livro, e tenho até vergonha por demorar tanto tempo pra ler. Acredito que todo mundo já ouviu falar sobre as crônicas desse mundo, então não vou me estender muito nessa parte.
O livro é dividido em sete histórias, cada uma com cerca de 100 páginas, e conta períodos diferentes do incrível país de Nárnia. Três dessas histórias, eu já conhecia devido aos filmes e, na minha opinião, o livro poderia ser reduzido em apenas 5 contos.
Não me entendam mal, Nárnia é maravilhoso, e quem não gostaria de viver lá não é? Eu curti a leitura até a 4 história, mas depois disso tudo se tornou maçante. As histórias são muito detalhadas e por isso muitos personagens, que não mudam muito o sentido da história, recebem um destaque maior que o necessário, deixando os importantes um pouco mais de lado.
As histórias não se baseiam só nos 4 irmãos, Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia, já conhecidos pelo público do filme. Outros personagens também ganham destaque para que a história faça sentido aos leitores. Eu realmente gostei do jeito como o autor introduziu o “começo de tudo”, saber porque o guarda-roupa abre uma porta para Nárnia e tudo mais, porém esses personagens que dão origem ao novo mundo, somem ao decorrer da história e ressurgem muito tempo depois, correndo o risco de serem esquecidos completamente.
O livro traz muitas mensagens de amor, sabedoria, esperança, amizade e até mesmo perdão. Como a história é mais voltada para o público infantil, muitas dessas mensagens são passadas para que as crianças saibam o que é importante e o que não é. Acho que se tivesse lido as histórias antes teria aproveitado mais, teria gostado mais, mas, perdoem-me os fãs árduos, achei um pouco chato.
Eu comparei muito a história de Nárnia com a religião cristã. Não foi uma percepção que surgiu logo no início da narrativa, mas ao decorrer dela eu ficava comparando Aslam, O Grande Leão, com Deus. Ele sempre era a figura central, o que todos tinham temor, mas ao mesmo tempo amor, o que dava conselhos sábios ou simplesmente fazia as pessoas pensarem, refletirem, buscando as respostas nas próprias perguntas.
Aslam é relacionado com a Criação, e Nárnia se identifica muito com o Paraíso, a terra prometida a todos, e quem não se encaixa nesse mundo, é deixado em um estilo de purgatório. Para estar em Nárnia é preciso ser puro, é preciso acreditar mesmo sem ver, é preciso reconhecer seus erros e ser perdoado. Não fiz a comparação apenas por ser cristã, mas por ser algo óbvio e é quase impossível não notar a semelhança.
É um livro de aventuras, mas não me emocionei muito com ele. Talvez o fato de eu não ler tudo de uma vez só ou por achar que devia ter lido quando era mais nova, atrapalhou meu interesse pelo livro. Por ser um livro para crianças, o final pode ser um pouco pesado, contudo para os religiosos, não é uma novidade. É uma história boa, mas por conter algumas partes enroladas demais, o livro não me cativou muito.
Me contem se tiverem uma opinião diferente.
OBS: Esse livro cumpriu três desafios da #MLI2015: Terminar uma série, mais de 400 páginas e livro com figuras.



