Direção: Gregory Plotkin
Gênero: Terror, Suspense
Duração: 1h 28min
Ano: 2015
Esse é o último filme da franquia Atividade Paranormal (pelo que percebi), e assim como os outros teve um baixo orçamento de produção e seguiu a história padrão dos outros filmes: uma família, uma câmera e coisas sobrenaturais acontecendo dentro de uma casa.
Nesse filme temos a família de Ryan Fleege (Chris J. Murray) que se mudam para uma nova casa. Durante as organizações Ryan descobre uma caixa com dezenas de fitas cassetes de décadas atrás e uma câmera também antiga. Ele começa a utilizar a câmera para filmar os momentos em família, mas, mais uma vez, a câmera começa a mostrar coisas estranhas e sobrenaturais durante as gravações, as tais atividades paranormais que ocorrem em todos os filmes.
Buscando saber qual o “defeito” que a câmera apresenta, Ryan e seu irmão começam a analisar as antigas fitas encontradas na casa. Estranhamente as imagens de décadas atrás parecem se conectar com a realidade da família, como se as pessoas das fitas estivessem enxergando tudo que ocorria na casa de Ryan.
Ao mesmo tempo em que analisa as filmagens antigas e os registros atuais da câmera, sua filha Leila (Ivy George) começa a apresentar um comportamento estranho. As atividades paranormais começam a ocorrer principalmente no quarto da menina, e por isso outras câmeras foram instaladas na casa, como é de costume nos filmes da franquia.
Como já disse o filme se liga com os outros, trazendo de novo, principalmente, a história das irmãs Katie e Kristi, porém sem acrescentar muito ao público. As duas irmãs estão conectadas a Leila, que por sinal possui uma boa atuação durante a trama com suas risadinhas sinistras e debochadas.
As coisas começam a complicar quando Leila desenvolve uma amizade com Toby, citado num dos filmes anteriores, o amigo imaginário que vai se materializando aos poucos, conforme o medo da família cresce. Ele surge como uma ebulição, uma fumaça preta mostrada pela câmera.
Eu assisti o filme em 3D e, talvez, essa foi a grande novidade da franquia, mas que ao meu ver só serviu para causar os sustos previsíveis do roteiro. E por falar em sustos, esses estão presentes em todo o filme, sustos atrás de sustos e fantasmas surgindo na tela, sendo jogados na cara do público pelo efeito 3D. O grande problema é que os sustos não causam medo, nem o terror necessário para o filme, o que torna raro os momentos que o espectador é pego de surpresa.
Acredito que o filme poderia ter sido melhor trabalhado. Para os fãs da franquia o filme explica coisas deixadas de lado nos primeiros filmes, pois retoma acontecimentos do passado, para mim foi basicamente as mesmas coisas mostradas nos outros filmes. O suspense até pode existir, mas não encontrei o terror necessário para sentir medo ao sair da sala do cinema. Sustos sim, medo nenhum. Como li em algum comentário por aí, talvez esse filme tenha sido somente mais do mesmo.




