Mostrando postagens com marcador Suspense. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Suspense. Mostrar todas as postagens

11 de fevereiro de 2016

Sessão Pipoca: O Quarto de Jack e Perdido em Marte

Para quem não sabe, estou tentando assistir alguns filmes indicados ao Oscar como mostrei nessa lista aqui. E bom esses dois estão indicados na categoria de melhor filme, então eu precisava assistir. Pra não encher o blog com resenhas e opiniões sobre os filmes, eu resolvi fazer um estilo 2 em 1 (ou mais dependendo da situação) dos filmes que mais gostei, portanto, alguns não vão aparecer por aqui. 

Direção: Lenny Abrahamson
Gênero: Drama, Suspense
Duração: 1h58min
Ano: 2015

Esse 2 em 1 começa com o filme O Quarto de Jack (Room), que conta uma história sobre o amor sem limites entre mãe e filho. Jack (Jacob Tremblay) agora tem cinco anos e não conhece nada do mundo além do quarto, de 10 metros quadrados, em que nasceu e vive até hoje juntamente com sua mãe, a Ma (Brie Larson).

Para o garoto, a falta de espaço não é problema, levando em conta que ele só conhece aquilo. Os móveis, os utensílios, ou qualquer coisa que esteja dentro daquele quarto se tornam seus amigos e praticamente ganham vida na mente do garoto. Já para Ma, as 4 paredes que a cercam são uma prisão, da qual ela precisa sair, mas ainda não encontrou uma maneira. 

Como uma forma de proteger o filho, Ma cria um cenário diferente daquilo que realmente pensa. Apesar de toda a crise emocional e dos sentimentos que afloram dentro de si, ela consegue fazer o melhor possível para que aquele seja um lugar bom para seu filho. Ela sente falta do mundo exterior (que pode ser visto apenas por uma claraboia no teto do quarto), mas não pode demonstrar seu pânico, para que Jack não fique com medo também. 


Ma é a definição perfeita da mãe que faz tudo para proteger o filho e o manter em segurança. A atriz conseguiu demonstrar muito bem isso através de seus olhos. A expressão cansada de Brie contribuiu muito para a personagem e a para a história. Ela consegue mostrar através da fisionomia e de expressões faciais o quanto aquele quarto/cativeiro a faz mal, mas ao mesmo tempo consegue transmitir força e segurança para o pequeno Jack. Ao meu ver, a atriz é uma forte candidata a ganhar o Oscar de Melhor Atriz, e estou torcendo pra isso. 

Já Jacob conseguiu transmitir a ingenuidade de uma criança que nunca conheceu o mundo e acredita que o mundo é o próprio quarto que estão presos. Para ele o mundo exterior só existe dentro da caixa mágica (televisão) e só passa a sentir medo quando Ma tenta lhe contar a verdade sobre tudo. O pequeno espaço em que vivem é o suficiente para ele, mas compreende a necessidade da mãe de escapar dali.  

Os personagens secundários também são bem desenvolvidos pelo trabalho de direção. Eles também precisam lidar com toda a situação que se desenvolve, principalmente com o sentimento de perda e reencontro que há tanto esperavam. Os avós de Jack desenvolvem papeis muito importante para a segunda parte da história. Eles também sofreram com o período do quarto e possuem uma carga de emoções que às vezes não conseguem lidar. A mãe de Ma, precisa aprender a lidar novamente com a filha, já o pai dela, não consegue conviver com o neto, por motivos que são explicados ao longo da história e, no meu ponto de vista, essa é uma cena bem marcante na narrativa.


O filme foi adaptado do livro homônimo da irlandesa Emma Donoghue, que ajudou na produção do roteiro do filme, e talvez por isso o filme tenha ficado tão emocionante. O filme é intenso e comovente. Conseguimos sentir a aflição dos personagens que vivem a restrição do mundo, e todos os sentimentos que conduzem a história: o desejo de ver o mundo novamente, a necessidade de fuga, o medo do desconhecido, os planos para contornar o Velho, o terror ao conseguir, uma nova visão da vida, e principalmente o amor entre mãe e filho.

Clique para ver o trailer

Além de concorrer ao Oscar de Melhor filme, O Quarto de Jack também foi indicado às categorias de Melhor Direção, Melhor Atriz e Melhor Roteiro Adaptado. É um filme emocionante que vale a pena ser visto.



Direção: Ridley Scott
Gênero: Ficção Científica
Duração: 2h24min
Ano: 2015

Para a segunda parte deste 2 em 1, vou falar sobre Perdido em Marte (The Martian). Sim o filme já foi lançado há meses, mas eu procrastinei tanto que acabei não assistindo antes. Ele conta sobre uma missão da NASA que acaba fracassando e deixando um astronauta para trás.

Com o intuito de explorar Marte, bilhões de dólares são investidos na missão Ares 3, onde estão em operação seis astronautas: Mark Watney (Matt Damon), botânico e engenheiro; Melissa Lewis (Jessica Chastain), comandante e geóloga; Chris Beck (Sebastian Stan), médico, biólogo e especialista em AEVs; Beth Johanssen (Kate Mara), operadora de sistema e técnica em reatores; Rick Martinez (Michael Peña), piloto do VDM e VAM (naves); e Alex Vogel (Aksel Hennie), o piloto. 

Tudo ocorria bem enquanto faziam pesquisas e explorações no planeta, até que no Sexto Sol, uma forte tempestade de areia atinge Marte e os integrantes da tripulação, os obrigando a voltar para a VAM. Durante o percurso Mark é atingido por algo e jogado para longe dos companheiros, que por não obterem respostas, acreditam que ele está morto. Apesar dos esforços da comandante para achá-lo, a tripulação precisa sair imediatamente de Marte antes que todos fiquem presos no planeta. 

Mark acorda, depois de um tempo, percebendo que com o impacto sua roupa foi destruída e por isso não conseguiu entrar em contato com o restante do grupo. Ao notar que a VAM não está mais ali, ele se vê em apuros ao ter que sobreviver num planeta não explorado, sozinho e com poucos alimentos. Ele teve sorte de sobreviver ao acidente, contudo sua situação para continuar vivo é precária. Além disso, ele não tem comunicação com a Terra, pois com os equipamentos estragados, seus sinais demorariam anos até chegar a central da NASA. Por sorte ele encontra uma estrutura que ficou no local, o HAB, com alguns equipamentos necessários para sua sobrevivência e passa a morar dentro dele. 

Ao estudar as possibilidades e condições para continuar vivo, até a próxima missão vir para Marte e conseguir resgatá-lo, Mark resolve utilizar seus conhecimentos em botânica para produzir mais alimentos. Ele cria uma plantação de batatas dentro do Hab, conserta equipamentos e cria aparelhos que possam ser uteis para sua sobrevivência, testando também suas técnicas de engenheiro. 

Apesar do clima tenso, da falta de água e comida, dos problemas com o equipamento e a falta de comunicação, Mark consegue se manter calmo, e em alguns momentos do filme, temos um toque de comédia e bom humor que se encaixaram muito bem na história, alguns inclusive acontecem devido a própria trilha sonora do filme. Mark não podia entrar em pânico, pois isso resultaria na sua morte. Ele precisava manter a calma, e tentar ser positivo perante as situações que enfrentava, sempre buscando uma nova maneira de sobreviver. 

Depois de vários Sóis, a NASA finalmente consegue contato com Mark através de um satélite que identifica movimento, e ele acaba virando uma celebridade no mundo. A população quer que esforços sejam feitos para que ele seja trazido para casa, as mentes mais brilhantes trabalham para que consigam trazê-lo com vida, e ainda precisam enfrentar a decisão do diretor da NASA (Jeff Daniels) sobre não contar ao restante da tripulação (que continua em uma missão no espaço) sobre Mark. Alias Jeff fez um ótimo representante do diretor da NASA e temos ele como o mais próximo de um vilão no filme.


Em grande parte do filme, Matt atua sozinho, e desempenha seu papel muito bem. Ele precisa lidar com as situações extremas, com as inúmeras emoções que lhe vem a mente, com o medo de morrer sozinho num planeta desconhecido, e ter paciência para que tudo ocorra da melhor forma possível. Apesar de toda a tensão, a atuação mostra que ele conseguiu lidar com tudo de maneira espetacular. Talvez, o fato de Mark não possuir família na Terra, seja o ponto para ele não entrar em desespero, o acontece em outros filmes do gênero. Ele está em uma missão e sabia os riscos dela, a calma que ele transmite é porque sabe que se algo acontecer, ele morreu fazendo algo importante para si e para o mundo, o que em parte deixa o personagem aliviado.

O restante do grupo de astronautas também desempenha seus papeis com uma excelente atuação. Depois de descobrirem que Mark está vivo, cabe a eles decidirem buscar Mark em Marte ou deixá-lo esperando até a próxima missão, o que poderia causar sua morte. A tripulação carrega um peso na consciência por deixar Mark para trás, e precisam lidar com isso durante toda a trama. Talvez isso seja o principal motivo para que resolvam resgatar o componente perdido. 

O filme tem uma narrativa um pouco lenta enquanto Mark tenta sobreviver em Marte, a NASA tenta trazê-lo de volta, e a tripulação segue em outra missão com o pensamento em Mark. Talvez isso faça com que muitos não gostem do filme por compará-lo com Gravidade, por exemplo, mas é preciso compreender a situação dos personagens até que a ação realmente se desenvolva. 

Os personagens tem decisões importantes para tomar, decisões que se derem errado podem acabar com suas vidas. A trama é lenta, porque é preciso desenvolver o drama e a problemática que qualquer decisão possa acarretar. A narrativa não possui ação o tempo todo pois é preciso estabelecer questões de sobrevivência, de tempo, de cálculos matemáticos e científicos, e de planos para que tudo seja um sucesso. Essas questões são importantes tanto para Mark, como para a tripulação e a coordenação da NASA, que retrata também as questões politicas do resgate, e por isso devem ser muito bem pensadas antes de agir. 

Um ponto que pode ser considerado negativo no filme, é a questão de muitos personagens serem pouco explorados. Dentro do controle da NASA há inúmeras pessoas trabalhando para o sucesso da missão de resgate, porém muitos deles estão lá apenas por estar. Muitos não tem um papel tão importante, e poderiam ser facilmente descartáveis para a narrativa, outros poderiam ter seus pontos de vistas mais expostos, contudo não considero isso um total problema para o filme.

Preciso destacar também a fotografia do filme que está incrível. Os cenários são espetaculares e podemos até nos sentir perdidos em Marte junto com o personagem principal. As imagens dentro da nave em que estão os outros astronautas também ficaram bem realistas o que é um ponto muito positivo no filme, aprovado inclusive pelo verdadeiro diretor da NASA. 

O ponto de impacto do filme é justamente o que rendeu todo o roteiro da trama: o resgate. É angustiante ver que talvez todos os cálculos, todos os planos, todos os equipamentos e todo o esforço sejam em vão. As cenas finais deixam os espectadores nervosos, querendo ajudar a tripulação, querendo tomar o controle da situação, e isso é muito bom dentro de um filme.


Para quem gosta de ação o tempo inteiro, provavelmente não irá gostar tanto do filme, mas para os fãs de ficção cientifica que conseguem compreender os riscos da profissão de astronauta e os problemas que surgem durante as missões, esse é o filme indicado.

Clique para ver o trailer

Perdido em Marte também concorre a estatueta de Melhor Filme, além de outras seis categorias: Melhor Ator, Melhor Direção de Arte, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição de Som, e Melhor Mixagem de Som. 


Esse ano, ainda quero ler os dois livros homônimos que deram origem a esses dois filmes, uma pena que não consegui ler antes. Desculpem pela postagem enorme, mas espero que tenham gostado. Até a próxima!

9 de novembro de 2015

Sessão Pipoca: Atividade Paranormal - Dimensão Fantasma

Direção: Gregory Plotkin
Gênero: Terror, Suspense
Duração: 1h 28min
Ano: 2015

Esse é o último filme da franquia Atividade Paranormal (pelo que percebi), e assim como os outros teve um baixo orçamento de produção e seguiu a história padrão dos outros filmes: uma família, uma câmera e coisas sobrenaturais acontecendo dentro de uma casa. 

Nesse filme temos a família de Ryan Fleege (Chris J. Murray) que se mudam para uma nova casa. Durante as organizações Ryan descobre uma caixa com dezenas de fitas cassetes de décadas atrás e uma câmera também antiga. Ele começa a utilizar a câmera para filmar os momentos em família, mas, mais uma vez, a câmera começa a mostrar coisas estranhas e sobrenaturais durante as gravações, as tais atividades paranormais que ocorrem em todos os filmes.


Buscando saber qual o “defeito” que a câmera apresenta, Ryan e seu irmão começam a analisar as antigas fitas encontradas na casa. Estranhamente as imagens de décadas atrás parecem se conectar com a realidade da família, como se as pessoas das fitas estivessem enxergando tudo que ocorria na casa de Ryan.

Ao mesmo tempo em que analisa as filmagens antigas e os registros atuais da câmera, sua filha Leila (Ivy George) começa a apresentar um comportamento estranho. As atividades paranormais começam a ocorrer principalmente no quarto da menina, e por isso outras câmeras foram instaladas na casa, como é de costume nos filmes da franquia. 


Como já disse o filme se liga com os outros, trazendo de novo, principalmente, a história das irmãs Katie e Kristi, porém sem acrescentar muito ao público. As duas irmãs estão conectadas a Leila, que por sinal possui uma boa atuação durante a trama com suas risadinhas sinistras e debochadas. 

As coisas começam a complicar quando Leila desenvolve uma amizade com Toby, citado num dos filmes anteriores, o amigo imaginário que vai se materializando aos poucos, conforme o medo da família cresce. Ele surge como uma ebulição, uma fumaça preta mostrada pela câmera. 


Eu assisti o filme em 3D e, talvez, essa foi a grande novidade da franquia, mas que ao meu ver só serviu para causar os sustos previsíveis do roteiro. E por falar em sustos, esses estão presentes em todo o filme, sustos atrás de sustos e fantasmas surgindo na tela, sendo jogados na cara do público pelo efeito 3D. O grande problema é que os sustos não causam medo, nem o terror necessário para o filme, o que torna raro os momentos que o espectador é pego de surpresa. 

Acredito que o filme poderia ter sido melhor trabalhado. Para os fãs da franquia o filme explica coisas deixadas de lado nos primeiros filmes, pois retoma acontecimentos do passado, para mim foi basicamente as mesmas coisas mostradas nos outros filmes. O suspense até pode existir, mas não encontrei o terror necessário para sentir medo ao sair da sala do cinema. Sustos sim, medo nenhum. Como li em algum comentário por aí, talvez esse filme tenha sido somente mais do mesmo.


10 de agosto de 2015

Sessão Pipoca: Garota Exemplar

Direção: David Fincher
Gênero: Suspense
Duração: 2h 29 min
Ano: 2014

Muitos comentários positivos dessa história foram levantados, principalmente, por parte dos leitores. Infelizmente, ainda não tive a oportunidade de ler o livro, mesmo estando na minha lista de compras há muito tempo, por isso a curiosidade falou mais alto e resolvi ver o filme. 

O enredo gira em torno de Nick (Bem Affeck) e Amy (Rosamund Pike), começando com uma típica cena de filme de romance: um café da manhã especial para comemorar os cinco anos de casamento. Mas não se engane! De romântico esse filme não tem nada, e percebemos isso logo nos minutos seguintes do filme, quando Nick volta do trabalho e percebe que Amy desapareceu. 


Os pais de Amy ficaram famosos por produzir uma série de livros infantis utilizando o nome da filha: Amy, A Garota Exemplar. Assim como nas histórias, Amy é bonita, inteligente, divertida e criativa, mas ao longo da narrativa percebemos que sua criatividade é bastante insana. Para aproveitar esse seu lado, todo ano ela cria uma espécie de ‘caça ao tesouro’ para Nick encontrar seu presente de casamento, e dessa vez o presente dele, é descobrir como se livrar da situação que sua mulher lhe meteu. 

A história é contada pelos dois personagens, cada um narrando um tempo do relacionamento e sua visão sobre o próprio, ou seja, lados diferentes de uma mesma história. Os dois são mentirosos, os dois criam jogos de enganação, que dá aos telespectadores a opção de escolher em quem vão acreditar.


Na narrativa de Nick, percebemos que ele não conhece tão bem sua esposa e acaba se tornando o principal sumiço de seu desaparecimento ou, como acredita a polícia, seu homicídio, mesmo podendo ser o verdadeiro alvo de toda a história. Já na narrativa de Amy, conhecemos a história dos dois através de um diário. O início do relacionamento, os desentendimentos, traições, a vida sexual e pessoal, e todas as crises e fases que um casamento pode ter. E é nessas partes que você precisa decidir em quem acreditar, decidir qual dos dois tem razão, decidir quem tem a mente mais, ou menos, sã. 


O filme mostra, em muitas partes, que o relacionamento dos personagens principais, é um relacionamento de aparências, o tipo de relacionamento em que se age de uma maneira na frente de amigos e que em outros momentos não existe. Os dois aparentam ser um casal perfeito, mas as intrigas internas vão se mostrando ao longo da história e quando você menos espera vem uma reviravolta e confunde a sua opinião já formada. 

Eu gostei muito do filme, e em quase todo ele a minha mente ficou pensando “Será? Não pode ser isso, essa gente é louca!”, e bom talvez o sociopata da história seja mesmo. Existem cenas fortes durante a narrativa o que me fez ficar ainda mais interessada pelos personagens, pois são cenas importantes para o desenvolvimento da trama final. Recomendo muito esse filme pra quem gosta de suspense, e espero conseguir comprar o livro em breve para ver qual foram as mudanças de um meio para o outro. 

COPYRIGHT © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS | O ARMAZÉM DE IDEIAS - 2015
Design, Ilustrações e Desenvolvimento: