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26 de setembro de 2015

Sessão Pipoca: Êxodo: Deuses e Reis

Direção: Ridley Scott
Gênero: Épico, Ação
Duração: 2h31min
Ano: 2014

Histórias bíblicas nunca foi um ponto forte pra mim no quesito cinema, assisti alguns, mas metade foi esquecida logo em seguida. No final do ano passado dois filmes desse gênero foram lançados: Noé, que não foi bem recebido pelo público, e Êxodos: Deuses e Reis. Assisti ele há meses atrás, mas só agora resolvi fazer resenha. 

Bom o filme reconta a história de Moisés, (Christian Bale), um dos mais conhecidos profetas da bíblia, e sua busca juntamente com o povo hebreu da Terra Prometida. É claro que a versão bíblica foi um pouco alterada para a melhor filmagem para as telas, o que, consequentemente, gerou muitos criticas dos fieis fervorosos do mundo, principalmente para as religiões em que essa história é contada como uma forte amostra da fé.

Essa história aconteceu há mais de 400 anos, no Egito, onde o povo hebreu foi escravizado pelo Faraó e obrigados a trabalhar em construções nas cidades de Píton e Ramsés. A liberdade estava distante para o povo, principalmente após uma profecia que dizia que entre os hebreus nasceria um menino que libertaria todos os escravos e os tiraria do Egito. O então Faraó ordenou que matassem todos os recém-nascidos hebreus na esperança que o líder estivesse entre eles.

Assim como na bíblia, Moisés foi encontrado pela irmã do Faraó Ramsés I, e criado como príncipe do Egito, sem que ninguém soubesse sua verdadeira origem. Cresceu ao lado do irmão adotivo Ramsés II e juntos compartilharam batalhas e aprendizados de como um grande líder deveria se portar. Com o passar dos anos, Ramsés começou a se sentir ofuscado pelo irmão e o ciúmes cresceu pois sabia que Moisés era mais competente para assumir o trono do rei. 


Depois da morte do Faraó Ramsés I, seu filho assumiu o poder. Boatos de que Moisés era na verdade um hebreu começou a surgir e Ramsés II (Joel Edgerton), viu nisso uma oportunidade de expulsá-lo de suas terras.  Moisés vai embora, tentando enfrentar os caminhos traiçoeiros por onde passa, por uma dessas andanças, ele encontra Deus, retratado no filme como uma criança mimada disposta a fazer tudo para conseguir o que quer. Não gostei dessa imagem de Deus, mas ok, vamos relevar a adaptação.

Moisés agora é o General escolhido por Deus para recrutar e salvar os hebreus. Para isso volta à sua cidade para liderar o exército de escravos e lutar contra seu irmão adotivo em busca da liberdade, atravessar o Mar Vermelho e encontrar a Terra Prometida. O que era para melhorar a situação de seu povo, só piorou, então Deus resolve medir forças, digamos assim, com Moisés, mostrando que ele precisa fazer mais para conseguir sucesso em sua missão. 

É assim que surgem as dez pragas do Egito que afetou os dois lados da civilização. Essas cenas no filme deram a entender que as pragas não passavam de catástrofes naturais e não um aviso de Deus de que coisas piores poderiam vir. As pragas surgiram uma atrás da outra como efeitos ecológicos e não como punição divina, tirando assim todo o sentido que elas tem na história original. 

Apesar disso, gostei da interpretação dos protagonistas, Joel conseguiu repassar o sentimento de um jovem inseguro, invejoso e sem capacidade de governar seu povo, que ama o irmão, mas deseja vê-lo longe para não perder o trono. Já Bale, retratou um homem confuso, perdido e sem fé que precisa enfrentar e se adaptar a realidade do seu povo e ainda comandá-los por entre os perigos sem nem ao menos saber como fazer isso. O filme mostrou muito mais o líder guerreiro do que o espiritual que evolui com os ensinamentos divinos, porém isso deu uma perspectiva mais humana ao personagem que se sente realmente perdido em várias situações. 


E agora, um breve comentário sobre a principal parte do filme: eu fiquei simplesmente chocada quando o Mar Vermelho não abriu. Gente! Essa é a principal parte da história e ela foi mudada no filme, deixando no final da passagem um líder encharcado e quase destruído. Não sei como funciona a montagem das cenas, mas acredito que podia ter rolado um esforço a mais pra que ela fosse tão grandiosa quanto nas escrituras do Antigo Testamento, pois foi um tanto decepcionante. 

Enfim, apesar desse probleminha, eu gostei do filme. Mesmo sendo longo, ele não é cansativo por conter muita ação e um clima de rivalidade e antagonismo entre os dois personagens principais. Acredito que a história de Moisés seja conhecida por grande maioria das pessoas, mas mesmo pra quem não é religioso ou não curte, deveria dar uma chance e assistir a adaptação. 

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