Editora: Ediouro
Páginas: 255
Mais um John para a lista de livros lidos e digo pra vocês que se continuar do jeito que tá, vou ter que comprar uma estante só para autores com ‘J’, porque gente, tem muitos.
Esse é mais um livro do famosíssimo autor de Marley e Eu que virou febre em todo o mundo. Quem não se emocionou com o pior cachorro do mundo não é? Pela capa, admito que não esperava muito da história, pensei que ia ser novamente o estilo de Marley, porém com outro cachorro, mas estava enganada.
O livro é dividido em três partes: animais, família e vida, mas nenhuma delas é uma história em si. Nessa narrativa de Grogan, temos uma série de crônicas escritas pelo autor após a morte de seu fiel companheiro, Marley, que quem sabe também ganhe uma resenha no blog para relembrar o quanto chorei. Porém as crônicas não se tratam de Marley, mas de como lidar com as diversas situações que vivenciamos diariamente.
Cada um de seus textos retrata um cenário, seja no aeroporto, viagens de família, críticas de leitores, trânsito, família, entre outros assuntos. Todos reais, vividos e aproveitados pelo autor da melhor forma, e todos devidamente publicados numa coluna do jornal The Philadelphia Inquirer.
Acho que John conseguiu unir suas habilidades de escrita e transformar textos comuns em histórias bem elaboradas e agradáveis de ler. Contudo, não é um livro que agrada a todos, e eu mesmo não leria um livro de contos se não tivessem me emprestado o livro.
Acredito que para os jornalistas, como eu, o livro é um tanto interessante, pois podemos conhecer mais a estrutura de uma crônica, o que muitas vezes, é difícil de associar na faculdade. Gostei da forma como o livro é escrito, gosto desse gênero e algumas crônicas chegaram até a me dar uma inspiração básica para textos futuros, mas confesso que é um pouco entediante para quem não gosta desse estilo.
Para quem espera algo emocionante durante a narrativa, esse não é o melhor livro, e é bom não retirá-lo da prateleira, mas para quem decidir arriscar mesmo assim, pode conhecer um novo gênero literário que talvez o inspire a escrever sobre as situações diárias a quais somos submetidos. O livro é razoável, mas em algumas partes não prende o leitor tornando-se cansativo, então pra quem não gosta, não é uma leitura recomendada.