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21 de abril de 2016

Sessão Pipoca - Hush: A morte ouve

Há tempos não fazia um Sessão Pipoca por aqui. Os últimos foram referentes ao Oscar, provavelmente em Janeiro ou Início de Fevereiro, mas encontrei um motivo para voltar com a sessão.

Muitos filmes emocionam, fazem refletir, causam medo, mas fazia tempos que um filme não me deixava assim: totalmente agoniada. O último filme que me deixou desse jeito foi 172 Horas, e pensem comigo, ele foi lançado há 6 anos atrás. Isso é muito tempo!

Bom sem mais delongas, vamos a crítica/resenha ou o que vocês decidirem chamar. Prometo ser mais breve nessa. 

Diretor: Mike Flanagan
Gênero: Terror, Thriller
Duração: 1h 37min
Ano: 2016

Como muitos já sabem, a Netflix tem investido bastante em produções próprias, principalmente em séries, e está pretendendo expandir seu catálogo de filmes originais também. E bom, o mês de abril começou com o lançamento de Hush: A morte ouve, somente no streaming. Alguns podem pensar que o enredo é clichê: invasão domiciliar, mas é a forma como a história é conduzida que a faz interessante.

Na trama Maddie Young, interpretada pela lindíssima Kate Siegel, é uma escritora que vive recruta, praticamente isolada de tudo, num mundo sem barulhos. As únicas pessoas ao redor são os vizinhos, John e Sarah, com quem ela mantém certo contato. Maddie teve meningite na adolescência e, o resultado da doença a tornou surda-muda, portanto vocês devem imaginar o meu sofrimento.


O filme realmente começa a se desenvolver quando um homem mascarado aparece na sua porta tentando fazer um jogo psicológico com a protagonista. O homem, assassino e misterioso interpretado por John Gallagher não foi totalmente apresentado ao público. Só o que sabemos dele é que ele é um assassino a sangue frio que anda com uma besta pronta para matar. Isso não causou nenhum dano ao filme, pelo contrário deu enfoque ao medo do desconhecido. 

Maggie possui seus instintos para fugir da situação, e muitas vozes na cabeça, vozes dela mesma, lhe dando ideias do que fazer, mas ela sabe que a única opção que tem é matar ou morrer. São as escolhas dela que fazem a história continuar, cada passo, cada ação, define o rumo do filme e dela mesma. 

O jogo de som do filme é excelente, ouvimos os barulhos, ouvimos o que de fato envolve a cena, mas também ouvimos o nada da protagonista. Em muitos momentos do filme, não há barulho nenhum, o que nos deixa apreensivos, querendo avisar a personagem do perigo e tirá-la dali. (Por favor alguém faz ela olhar pra trás!). Com o silêncio do filme, temos a mesma falta de percepção de Maggie e gente, percebi que é difícil lidar com a falta de barulho. 

A atriz foi brilhante durante o filme, pois mesmo sem fala alguma, ela conseguiu prender minha atenção na tela apenas com suas ações e decisões. Ou seja, excelente. Aliás, o filme todo não possui muitos diálogos e as formas de comunicação entre a protagonista e seu assassino são bem diferentes do usual. Particularmente, achei isso maravilhoso. 

O fôlego e a tensão começam a afloram mesmo no último ato, os últimos minutinhos. Silêncio, e só o que consegui pensar foi: e agora? O confronto final entre os dois garantiu o ponto forte do filme. Vilão e mocinha são levados ao limite do desgaste físico e emocional, e nós espectadores, ficamos na expectativa até o último segundo. 

Esse filme mexeu com meus nervos de uma maneira que nem sei explicar. A única sensação que tive era a de querer entrar dentro do filme e ajudar a protagonista e gritar pra ela, mesmo que não adiantasse. Que sensação agoniante! Vale ressaltar a fotografia incrível do filme, que conseguiu transmitir a tensão e suspense como se é esperado.

Se você assina Netflix, vá assistir. E se não, comece a assinatura agora mesmo! Espero que ao assistir, compreendam a minha agonia. 

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